página sendo reconstruída. aguarde.
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É chegada a hora, caros (cinco) leitores, do post mais inútil e subjetivo do ano.
Cada um dos 3 colaboradores do Aporias escolheu 7 discos, lançados este ano, que mais gostou de ouvir - e que tem a ver com a temática deste blog.
Alguns discos estariam em mais de uma lista mas, para evitar a repetição e deixar a lista mais eclética, outros títulos foram selecionados. Portanto, apesar de divididas por colaborador, o resultado é um trabalho em conjunto do blog.
As listas não obedecem nenhuma ordem de preferência, estando apenas organizadas alfabeticamente.
Koby Israelite: Orobas, Book of Angels Vol. 4[audio:m2006_kobyisraelite.mp3] Extreme-klezmer, avant-Yiddish, cigano-pra-frentex… nenhuma definição traduz em poucas palavras o que o cara fez com alguns temas da série Masada do John Zorn (o setlist foi escolhido pelo próprio compositor). Esse cara promete! É um disco melhor que o outro.
M. Ward: Post-War[audio:m2006_mward.mp3] Viciante. Composições consistentes, voz precisa, melodias memoráveis. Folk dos bão. Leia resenha aqui.
Micah P. Hinson And The Opera Circuit[audio:m2006_micahhinson.mp3] Há tempos quero escrever sobre esse cara aqui no blog por causa do seu primeiro disco solo, gravado em 2005, após deixar as bandas Earlies e The Late Cord. Aí ele lança este e, pô, tô até agora pensando em qual dos 2 escolher pra resenhar.
The Mars Volta: Amputechture[audio:m2006_marsvolta.mp3] Essa é daquelas bandas que ou você ama, ou você odeia. Fico no primeiro grupo, porque acredito que eles fazem um som absolutamente genuíno. The Mars Volta soa apenas como The Mars Volta. Pra quem gosta de ser surpreendido… várias vezes por minuto.
Secret Machines: Ten Silver Drops[audio:m2006_secretmachines.mp3] Psicodelia + indie + kraut + zeppelin + pop + rock alternativo = disco pra escutar dezenas de vezes. Leia resenha do disco anterior aqui.
Tom Waits: Orphans - Brawlers, Bawlers & Bastards[audio:m2006_tomwaits.mp3] O homem, o mito. Ninguém consegue ser tão estranho e pop ao mesmo tempo como Tom Waits. Disco triplo: um mais “tradicional”, um de “baladas” e um de “restos”. Resultado: cinquenta e seis músicas incríveis, até as sem melodia.
Zeena Parkins: Necklace[audio:m2006_zeenaparkins.mp3] O disco Avant-Garde / Modern Composition do ano. A harpista e compositora surpreendeu novamente. Quarteto de cordas (com o Eclipse Quartet) com processamento eletrônico, temas para cellos e dançarinos e um tema para harpa solo.
Aloha: Some Echoes[audio:m2006_aloha.mp3] Uma mistura de psicodelia, indie pop, post rock e até mesmo progressivo que, por incrível que pareça, não desanda.
Anchors for Architects: Dirty Settlements[audio:m2006_anchorsforarchitects.mp3] Quebradeira de ritmos e variações de dinâmica que lembram um pouco o Fugazi “maduro”. E com violino!
Annuals: Be He Me[audio:m2006_annuals.mp3] Já que nesse ano ainda não saiu o novo do Arcade Fire, e o último do Flaming Lips foi ligeiramente decepcionante, a estréia dessa banda veio em boa hora - eles conseguem combinar o arrebatamento quase épico dos canadenses com as maluquices da turma de Wayne Coyne, na época em que este usava cabelo cor de tangerina.
Califone: Roots & Crowns[audio:m2006_califone.mp3] Por trás da aparência bucólica de músicas baseadas em instrumentos acústicos e influências de blues e folk, esses caras escondem sérias experimentações com ruídos (tanto “achados” quanto eletrônicos), recortes e colagens.
Final Fantasy: He Poos Clouds[audio:m2006_finalfantasy.mp3] E por falar em Arcade Fire, este é o projeto solo de um dos violinistas que acompanham o grupo canadense. “Pop barroco” é como se poderia classificar o estilo praticado por Owen Pallett, mas dissonâncias e momentos tensos e sombrios evitam que o disco se entregue à fofura.
Oakley Hall: Gypsum Strings[audio:m2006_oakleyhall.mp3] A combinação de órgão e guitarra distorcidos que abre esse disco entrega que o fundador do Oakley Hall já pertenceu ao grupo de psych-stoner-kraut-etc Oneida. Mas as harmonias vocais que entram em seguida deixam claro que o espírito é assumidamente country, fato que vai sendo reforçado ao longo das músicas seguintes pelo uso indiscriminado de instrumentos como violino e banjo.
Six Organs of Admittance: The Sun Awakens[audio:m2006_sixorgans.mp3] Ben Chasny é integrante do Comets on Fire (banda que também lançou um disco em 2006, que bem que poderia estar nessa lista), mas neste que é seu projeto pessoal ele deixa as toneladas de sujeira de lado para focar mais em dedilhados acústicos e drones hipnóticos. New (Neo? Nü?)-Folk, mas sem abusar de hippie-ismos e sem bajular Caetano Veloso.
Adrian Belew: Side 3[audio:m2006_adrianbelew.mp3] Adrian Belew já está na galeria dos grandes e o terceiro álbum da série “Side…” não faz por menos. O CD é curto mais é bão!
Béla Fleck & The Flecktones: The Hidden Land[audio:m2006_belafleck.mp3] Béla Fleck é um samurai do banjo: parece quieto mas, de repente, corta sua cabeça sem você perceber. Junte ele, a Victor Wooten, um dos melhores baixistas da atualidade, e mais outros loucos e você tem uma banda difícil de classificar, mas facílima de ouvir.
Estradasphere: Palace of Mirrors[audio:m2006_estradasphere.mp3] Uma das bandas mais porralôcas de todos os tempos. Cada álbum me faz cair pra trás, pra frente, pra cima e pros lados.
Flat Earth Society (FES): Psycho Scout[audio:m2006_fes.mp3] Essa foi o Bêla que me apresentou. Os arranjos são completamente impressionantes. Parece uma big band que enlouqueceu, no bom sentido. Leia resenha de outro disco da banda aqui.
Man Man: Six Demon Bag[audio:m2006_manman.mp3] Certamente não é para os corações mais fracos. Uma espécie de Tom Waits mais hardcore. Já virou um clássico. Leia resenha aqui.
Ozric Tentacles: The Floor’s Too Far Away[audio:m2006_ozrictentacles.mp3] O Ozric é uma das poucas bandas que misturam rock e música eletrônica que realmente me agrada e não me soa repetitivo. Muita musicalidade e técnica.
Les Claypool: Of Whales And Woe[audio:m2006_lesclaypool.mp3] Les Claypool entrou na lista, aos 47 do segundo tempo. Não tinha escutado até então, mas gostei tanto do que ouvi, que tive de inclui-lo aqui. Mais variado e débil mental do que o Primus, o que era difícil de imaginar. Leia resenha aqui.