Sérgio Vaz
A pesquisa de novos sons, novas bandas, quase sempre é um trabalho solitário. Ao menos pra mim, sempre dependi de minha própria vontade pra achar músicos que eu não conhecia, sons que achasse interessantes, etc. Poucas foram as pessoas que me “aplicaram” coisas novas ou me chamaram atenção à outras que estavam de baixo do meu nariz (ou da minha orelha) e eu não podia ver (ou ouvir).
Se eu fosse fazer uma listinha das 5 pessoas que mais me abriram a cabeça e mostraram coisas novas, certamente o nome Sérgio Vaz apareceria nela.
Lembro até hoje da primeira vez que entrei em sua sala, em 1993, lotada de discos de vinil e CDs e me senti absolutamente em casa. Era justamente uma época que a minha sede por novidades estava me embriagando mas, ao mesmo tempo, eu não tinha muito como chegar a elas. Discos eram caros pro meu bolso de estudante e mp3 ainda não existia…
Foi graças ao Sérgio que ouvi Frank Zappa, R.E.M., Neil Young, Tom Waits e muita música brasileira com mais atenção; que eu escutei um dos melhores discos do John Zorn (um dos meus músicos prediletos desde então); que conheci King Crimson, Uakti, Duofel, Cream, Dave Brubeck, Ornette Coleman, Kronos Quartert, Naná Vasconcelos, Art Ensemble of Chicago e tantos outros grupos de jazz avant-garde, Ryuichi Sakamoto, Philip Glass, Mike Oldfield, Zakir Hussain, John McLaughlin, Jan Garbarek, Ravi Shankar e outros indianos, música latina, árabe, indígena, japonesa, francesa, cubana, celta, folk, clássica, etc, etc, etc, só pra citar o que primeiro me vem à cabeça neste momento.
Sérgio é um cara por quem eu tenho uma admiração que vai muito além da música. É um imenso prazer e orgulho tê-lo entre o já ilustre hall de colaboradores do Aporias.
Servaz segundo Servaz:
Sou ouvinte de música. Coleciono discos, livros e publicações sobre música há 41 anos. Como jornalista, tive que mexer com todo tipo de assunto, reportagem geral, política, economia, internacional, mas até consegui oportunidade de escrever um pouquinho sobre música no Jornal da Tarde, revista Afinal, revista Status e mais uma ou outra publicação.
E o cara já começou barbarizando com uma resenha excelente e completíssima sobre Yusuf Islam… só pra inflacionar a qualidade do blog e me deixar sem palavras.
Seja bem-vindo, Sérgio!