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5 reproduções

Drums & Tuba: Mostly Ape, 2002

★★★★½

Apresentar o nome dessa banda já causou descrença, riso, dúvida, choque, guerra, tumulto, liquidação do Dic. De fato, parece brincadeira. Algum trocadalho do carilho com Drum’n’Bass ou bobeira similar.

Mas ao contrário do que pode soar, o nome é absolutamente literal à formação sonora básica da dupla que dirige o projeto: uma bateria e uma tuba. A essa base instrumental bem incomum ao rock se junta um guitarrista, formando o núcleo criativo e sonoro do Drums & Tuba.

E como um trio bizonho como esse poderia soar?

De incontáveis maneiras sem perder a unidade: funk, rock, ambient, fusion, modern jazz, post-rock, experimental, space-rock, electronica, R&B, afro, etc. O que é interessante nessa banda é justamente isso: eles incorporam todas essas referências de maneira pessoal e original, sem soar um pastiche sem sentido.

Os texanos Brian Wolff (tuba, trompete e trombone) e Anthony Nozero (bateria, percussão e eletrônicos) começaram como um duo chamado Just Drums & Tuba. Na época, 1995, queriam que outro tocador de metais se juntasse ao grupo mas, devido à falta de opções que a cidade de Austin oferecia, acabaram chamando Neal McKeeby (guitarras) para se juntar a eles, tirando, assim, o Just do nome da banda.

Seus 2 primeiros discos, lançados entre 1997 e 1998 não sairam tão inspirados mas já traziam a personalidade única do grupo. Com Flatheads and Spoonies, do ano seguinte, que a coisa começou a ficar mais interessante.

A partir desse ponto que a banda tratou de usar recursos eletrônicos pra modificar a sua sonoridade. Tanto delays e outros efeitos “básicos” quanto loops e sequenciamentos simples. E isso transformou o som do trio, que antes se limitava a arranjos mais tradicionais.

Essa liberdade e certo experimentalismo rendeu o excelente Vinyl Killer, de 2001, e este aqui em destaque no blog, na minha opinião os 2 melhores da banda. Mas não posso deixar de mencionar o excelente Battles Olé, mais recente lançamento até agora (2005).

Você pode imaginar como uma tuba pode se portar uma banda de rock instrumental. É um instrumento bem limitado, sem muita expressão. Wolff sabe disso e não tenta transformá-la em algo que ela não é. Ao contrário, mantem-se respeitoso às origens do instrumento, cabendo aos outros 2 integrantes colorir o espectro sonoro e enriquecê-lo.

A bateria é agil, variada e muito criativa. E a guitarra tem um papel minimalista: adiciona harmonia de maneira sutil, valorizando a estrutura rítmica do trio, sem se impor.

Apesar de você facilmente esquecer o fato das notas graves serem produzidas por um instrumento exótico (para o estilo musical), devido à maneira de Wolff tocar (bem parecida com um contra-baixo), a tuba adiciona uma textura ao som muito peculiar. Seus agudos são diferentes de qualquer instrumento grave e, sua dinâmica, única.

Classe!

Site oficial.

música pra ouvir: 4style

comentários originais

Foncati 10/01/2007 às 3:14 pm: Gostei do que ouvi aqui. Vou atrás de mais. O nome e a formação me fez lembrar, de cara, o Samurai Jazz. Um projeto formado por dois japas, um no trombone e outro nos sintetizadores. Extreme-Experimental ( )s Foncati

jf_silva 12/01/2008 às 1:29 pm: Cara ainda ñ tinha ouvido nada parecido, olha que eu toco tuba. gostei muito tem um som com articulações muito legais, como eu faço pra conseguir a parte da tuba? valeu mesmo!!!!

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