7 reproduções
Rube Waddell: Stink Bait, 1998
★★★★★
Pra contrapor o post anterior, possivelmente o disco mais pop e “normal” que apareceu no Aporias, aqui vai uma sugestão de um estranhamente ótimo.
Mestres do lo-fi experimental, Rube Waddell vem fazendo, desde 1996, discos divertidíssimos.
No esquema mais do it yourself possível, as músicas são gravadas em armazéns, prédios abandonados, living rooms, prédios de estuário, apartamentos, etc.
O homem Rube Waddell, que dá nome à banda, foi um canhoto pitcher da Liga de Baseball americana que morreu no Primeiro de abril de 1914 de uma pneumonia conseguida graças ao consumo excessivo de álcool e de uma suicida predileção de salvar pessoas randomicamente. O que isso tem a ver com a banda eu não sei.
As faixas são misturas pouco usuais, segundo eles mesmos, de “Blues, Gospel, Country, Música Latina, Irish Folk, Rock, Punk, Mariacchi, teatro alemão, temas da Ásia e Oriente Médio” e mais uma porrada de coisa. Um grande pastiche com muita personalidade.
A maior influência, pra mim, certamente (mesmo que seja sem querer) é Captain Beefheart. Outros entram na lista: Ween, Residents, Tom Waits, Jon Spencer, entre outros.
A instrumentação é muito variada e inclui slide guitars, mandolim, trompete, saxofones, ukulele, marimba, tabla, kazoo, gaitas, teclados de brinquedo, acordeon, banjo além de vários instrumentos fabricados por eles mesmos, “de guitarras de uma corda até percussão de ferro-velho”.
São, até agora, 3 discos lançados. O mais recente, Bound For The Gates Of Hell, eu ainda não consegui arrumar, mas os outros 2 são muito bons.
Site oficial com mp3, videos e outras cossitas más.
música pra ouvir: Eunice Irene
comentários originais
henrík 16/01/2007 às 11:07 am: cara, muito bacana o blog; é a minha primeira visita aqui, mas já tá favoritado. vi no teu profile aqui do site q vc é designer viciado em música… é, mais um dessa classe falando aqui. o/ sobre as experimentações do rube, nunca tinha ouvido mas achei legal; me remeteu a um karnak láá de uns anos atrás.
