4 reproduções
Vários: Dynamite With A Laserbeam - Queen As Heard Through The Meat Grinder, 2002
★★★½
Vi outro dia no ótimo blog Polaroid Rainbow um post sobre o Queen, meio que se desculpando e ao mesmo tempo homenageando a banda.
Nunca morri de amores por eles. Eu era, na época que conheci a banda - meados dos 80’s - mais da turma que curtia um som mais cru como Kiss e AC/DC ou eletrônico como Kraftwerk. Mas não há como negar a importância e a qualidade do quarteto liderado pelo Bigode. Ainda assim, gosto é gosto.
Mas o tal post me fez lembrar de uma coletânea-tributo lançada em 2002 pelo selo Three One G: Dynamite With A Laserbeam. O sub-título do disco já explica bem a sua proposta: “Queen como se ouvido através de um moedor de carne”
Se você gosta de barulho, esse disco é pra você. São 16 músicas, que variam em duração de 56 segundos a pouco mais de 5 minutos. Ou seja, acaba sendo um disco curto - que não enjôa.
As interpretações de algumas faixas são incríveis (no sentido mais literal possível). Acaba sendo legal pra conhecer bandas boas (e bem mais ecléticas do que podem parecer) como o excelente Upsilon Acrux, o Asterisk, o Locust… além dos mestres Melt Banana.
A desconstrução musical é quase constante nas interpretações, o que, em alguns casos, resulta em boas versões como a Another One Bites The Dust (The Get Hustle) e Vultan’s Theme (The Spacewürm) Versões mais lineares também aparecem pra dar uma quebrada na loucura, como a We Are The Champions (Das Oath), bem menos melosa e chata (sorry, não aguento essa música) que a original.
Há também rock industriais como a versão pra Who Needs You do Sinking Body ou a Lilly Of The Valley pelo Bastard Noise (o nome da banda traduz muito bem o som… barulho máximo sem nenhum controle). Outras mais psicodélicas como o Gogogo Airheart tocando Death On Two Legs ou uma meio Sonic Youth sem guitarras da The Fairy Feller’s Master Stroke pelo Glass Candy.
Os destaques ficam pra já citada banda Upsilon Acrux, tocando uma versão surreal de Bicycle Race - pela originalidade na interpretação e reconstrução da música - e pra última faixa do disco, tocada pela banda de mais nome entre as 16 do tributo, os japoneses do Melt Banana, interpretando a We Will Rock You meio low-tech com scratches na guitarra. Só faltou, pra mim, ter outra banda importante e significativa da “área”, o Orthrelm… ou mesmo os caras do Arab On Radar. Ambos já gravaram por este selo. Pena.
Por serem estilos completamente diferentes (o do Queen e o dessas bandas), o resultado são músicas curiosas, meio pop meio noise, meio desconjuntado meio engraçado.
Você pode achar um sacrilégio com o Bigode e sua trupe… mas, como eu disse lá em cima, gosto é gosto! :)
PS: falando em sacrilégio com o Queen - nada a ver com esse disco - você já viu o clipe da versão do Electric Six pra Radio Ga Ga? Poucas vezes ri tanto com um clipe. Veja aqui.
editado em 09.02.07: retirado informação errada sobre a banda Asterisk
música pra ouvir: Bicycle Race
comentários originais
samuca 12/02/2007 às 2:20 pm Fala Bêla, vim aqui dá um bizu no teu brógue e tu tá me falando em Dancing Queen, carái? hahaha Abraço, man! Samuca
Carlos Bêla 09/02/2007 às 2:15 pm Nelson, Você está certo. Eu tinha confundido Asterisk com Asva, essa sim com o Trey Spruance. Valeu pelo toque! Abraço
Nelson Endebo 09/02/2007 às 11:17 am Carlos, um comentário: o Asterisk é uma banda sueca de grindcore, e, até onde eu sei, a única relação deles com o Trey Spruance é uma resenha de autoria dele na página da Mimicry. De resto, o álbum é mesmo incrível. Valeu pelo bom trabalho, abraço!
