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4 reproduções

The Mass: City of Dis, 2004

★★★★½

Post num intervalo do trabalho, só pra não deixar passar o “clima” deste disco que estou ouvindo agora. Meio difícil ouvir falar sobre essa banda, por isso acho que merece ser divulgado. Um grande amigo meu me indicou, depois de ver o show dos caras em São Francisco, cidade local do The Mass.

O quarteto de Oakland, formado por Matt Waters (vocais, saxofone), Tom O’Donnell (guitarra), Matthew Solberg (baixo) e Tyler Cox (bateria), gosta de dizer que faz indie-metal. Permita-me discordar de tal definição.

Indie-metal parece um rock indie mais pesado, ao menos pra mim. The Mass vai bem além disso: jazz, avant-garde, experimental, grindcore, thrash, industrial, post-rock, math-rock, punk, avant-prog, hardcore, ambient… tem um pouquinho de tudo isso aí no som dos caras. Dá pra chamar tudo isso junto de indie-metal? Nem…

Outra questão que vale a pena destacar é o fato do cara que curte metal, de uma maneira genérica (e generalizar não é legal, mas permita-me…), é um cara que não gosta muito de novidade. Claro que existem exceções mas, de uma maneira geral, o “metaleiro” é um sujeito meio careta que não recebe bem algumas novidades ou intervenções “externas”. Curte aquilo que tá acostumado e vamo-que-vamo.

Acho, portanto, que o termo “metal” não cabe bem aqui. Primeiro porque não é metal mas sim tem metal. Segundo que pode cair num nicho no qual o som pode não ser bem recebido. E, principalmente, terceiro: você que lê este blog e acha que metal é tudo uma merda já não vai nem querer ouvir este som.

Não mude de canal!

Ouça:

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O trabalho do sax é muito bom e variado, com arranjos que adicionam bem a sonoridade do instrumento ao peso de algumas partes da música, sem parecer um metaleiro assoprando uma tromba. Muito interessante o resultado de Matt tocando seu sax misturado às microfonias da guitarra de Tom. E é definitivamente o sax que dá à banda uma cara toda particular.

Influência clara do grande Naked City, que também (pra quem não conhece) é uma banda que mistura muito bem o jazz com o rock/metal extremo. Possivelmente o The Mass leva essa mistura a um extremo menos desconstruído, adicionando esses outros elementos musicais já citados acima e obtendo um resultado mais, por assim dizer, contemporâneo.

Johnny, meu irmão de dissonâncias, grande dica!

Site oficial.

música pra ouvir: Buttlip

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