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Tinariwen: Amassakoul, 2004

★★★★

Pois ele é guerreiro

Ele é bandoleiro

Ele é justiceiro

Ele é mandingueiro

Ele é um tuareg

Se liga no vizú dos fita. Style, né? Eles são tuaregs.

Todos do sul do Sahara, mais precisamente Mali, a banda se formou nos campos rebeldes de Coronel Ghadaffi no começo dos anos 2000. Assim como o aqui já comentado Yat-Kha, Tinariwen criou um estilo próprio misturando a(s) música(s) de suas origens tradicionais com baterias e guitarras do rock.

Sua música fala basicamente de questões políticas, repressão, problemas sociais e do exílio. Mas eu não manjo da língua deles pra saber se as letras são bem escritas ou não.

Fato é que a música do grupo é muito rica e gostosa de ouvir. A mistura, como não poderia deixar de ser, é geral. O próprio local de origem deles já é um pastiche sonoro. Os pontos fortes, claro, são a música árabe e a africana, conduzidos por uma guitarra bem Ali Farka Touré. Muitas vezes lembra Blues, só que do Magreb (ou será que o Blues é que lembra o som do norte da África? acho que sim né? :P ).

Sua discografia é curta ainda: 4 discos, sendo o último lançado há poucas semanas (ainda não escutei). Este é o segundo, lançado pela World Village. A produção é muito boa: direta ao assunto, sem aqueles tratamentos polidos que alguns selos ocidentais insistem em usar, achando que, por causa de um reverb longo e uma equalização brilhante, o disco terá mais aceitação entre o público estrangeiro. A parada aqui é crua mesmo.

A condução é basicamente feita por instrumentos de corda - principalmente guitarra - e voz - cujo canto é mais suave que a maioria dos vocais árabes típicos. A percussão é mais tímida e tranquila. A complexidade dos arranjos é particularmente notável, com contrapontos entre as cordas, bem ao estilo africano de múltiplas vozes.

Isso aí é rock de prima.

outra capa do mesmo disco:

música pra ouvir: Oualahila Ar Teninam

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