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10 reproduções

Koby Israelite: Dance Of The Idiots, 2003

★★★★★

Seis audições depois e cada vez isso fica mais interessante. Compositor, arranjador e multi-instrumentista israelense, vivendo atualmente no Reino Unido, Koby Israelite é daqueles caras que gostam de surpreender o ouvinte, misturando diferentes tipos de estilos e gêneros musicais no mesmo álbum.

Tudo com uma aura klezmer, esse estilo de música não-liturgica judaica com forte influência cigana que anda sendo constantemente reinterpretado e traduzido há algum tempo pela moçada tocadora de jazz, rock e avant-garde da baixa Nova Iorque, como Don Byron, Davka, Jamie Saft, Medeski, Martin & Wood, John Zorn, etc.

Israelite tem lançados 5 discos, sendo 2 de interpretações de outros músicos, como é o caso do Orobas: Book Of Angels Vol. 4, escolhido por este blog como um dos melhores de 2006. Dos 3 restantes, acredito que Dance Of The Idiots seja o seu melhor trabalho.

O álbum é uma verdadeira viagem de explorações e possibilidades de klezmer, feita por um músico eclético e pesquisador, numa forma contemporânea e inspirada. Rock, cigano, clássico, balkan, metal, cantos litúrgicos, jazz, árabe - estilos esmagados e processados de maneira absolutamente inspirada. “Cantorial Death Metal, Nino Rota Klezmer, Balkan Surf, Catskills free improvisation” - diz o press release do álbum.

Fora convidados pros vocais, guitarras, violinos, didgeridoo, sax, trompete, trombone, baixos, etc, Koby manda ver na flauta, vocais, acordeon, clarinete, piano, teclados, bateria, percussão e programação.

O disco começa tranquilo e um tanto dançante com a excelente Saints And Dates, com percussão com cara de anos 20 e tema leve, quase no estilo André Popp. Em Toledo Five Four a viagem pula pro Oriente Médio, com algumas doses de improviso. A pesada If That Makes Any Sense mistura cantos religiosos com metal - que me faz pensar como nenhum Praxis pensou nisso antes. A belíssima e leve Battersea Blues já vai pra uma onda mais mística, com toques de guitarra que lembram Bill Frisell e um didgeridoo fantástico. I Used To Be Cool tem variações bruscas de condução, explorando melodias orientais e improviso. Pulamos pros balkans em In The Meantime e pra algo próximo aos Secret Chiefs 3 em Wanna Dance?. Finalmente a música título aparece, antes da última do álbum, numa forma alegre, bem-humorada e satírica (meio que desavisadamente você ouve claramente uma passagem rápida do tema dos Simpsons).

Site Oficial

música pra ouvir: Toledo Five Four

comentários originais

fabio borissevitch 01/09/2007 às 2:45 am Esse disco é muito foda! Parabéns pelo blog. Já virei fã