Postagens com o marcador 5 estrelas vermelhas

Tindersticks: Tindersticks II, 1995

★★★★★

Esse rápido texto é mais uma declaração de amor que propriamente um post. Tindersticks é um petardo. Absurdamente melancólico, composições belíssimas, arranjos elaborados a ponto de os chamarem de “chamber pop”. Se tem um som que não canso de ouvir nunca é o romantismo dark à la Leonard Cohen desses ingleses.

Aproveito pra perguntar: e aí, tem jeito? A banda lançou um disco em 2003 e nunca mais, fora o solo do vocalista Stuart Staples. O site oficial diz que tem um disco no forno pra sair.

Site oficial

comentários originais

Rodrigo Sommer 21/03/2007 às 4:44 pm Já ouviu o disco infantil organizado pelo Stuart Staples? Discão esse aí, mas ainda sou mais o primeiro. Abraço.

resistro® 13/03/2007 às 3:19 pm Salve! Esse é um dos meus discos prediletos de todos os tempos. Curiosidade: uma vez, assistindo a série Sopranos, o anti-herói Tony vivia uma fase de profunda depressão, na cama, tomando remédios etc. Tem uma tomada sensacional dele olhando as paredes da casa com uma música de Leonard Cohen e depois Tindersticks! Quase chorei! ) Abs!

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dEUS: Worst Case Scenario, 1994

★★★★★

Uma das coisas mais legais de ver nas estatísticas do blog é a lista de termos procurados. Misteriosamente o mais procurado de todos é “rodrigo”. Será uma artista bem louco? Depois vem “eels”, que é uma banda que gosto muito dos primeiros discos mas que depois ficou (pra mim) meio açucarada demais.

E então vem “dEUS”. Mas não Ele, aquele que tudo vê e sim uma excelente banda belga, cuja grafia é com a primeira letra minúscula e resto maiúsculo. Possivelmente você deve conhecer. Mas por que não falar deles?

dEUS sofre, na minha opinião, do mesmo mal que o supra-citado Eels: começaram pirando, misturando, fazendo um som interessante e com personalidade… e com o tempo (e possivelmente o sucesso - ou a falta dele, não sei) foram ‘careteando’, lançando discos um mais sem sal que o outro e com adicionando cada vez mais açúcar à formula.

Mas este primeiro disco do grupo é singular.

Worst Case Scenario é daqueles discos que brilham do começo ao fim. Porra, por que esses caras não continuaram fazendo esse som?

Cada música tem uma cara própria, um clima. Tudo é acessível, pop/rock. Mas nada é “normal” ou previsível.

Os baixos parecem sofrer uma influência não muito longínqua de jazz em alguns temas como a música título ou a Jigsaw You. Outras soam mais experimentais, mas no ponto certo: são cantáveis, dá pra bater o pezinho acompanhando, sem sustos. Mas as dissonâncias e os arranjos originais dão o tempero.

Climas vão da tensa e histérica - e talvez mais famosa deles - Suds & Soda (no sample acima) a canções com poucos instrumentos, uma bateria tranquila e uma voz quase falada, como em Great American Nude, que tem algo que me lembra King Missile.

Samples de Zappa e Don Cherry mostram um pouco do que os caras gostam. Influências de punk, jazz e até progressivo se misturam num rock mais livre e irreverente. Tem quem chame os caras de “avant grunge”… afe…

A banda começou como um grupo de covers mas logo as composições próprias foram aparecendo e dominando o playlist. Este disco mostra o auge da sua criatividade.

Em 97 lançaram o segundo melhor disco, In a Bar, Under The Sea. Depois acho que dEUS perdeu esse espírito meio contestador. Ficaram mais melosos e “normais”.

Mas quem fez um disco como este, tá perdoado. Bão dimais!

E eu consegui escrever tudo isso sem fazer nenhum trocadinho com o nome da banda! Inacreditável.

Site oficial.

música pra ouvir: Suds & Soda

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Foncati 15/12/2006 às 9:38 am: vou comentar antes de ler. dEUS é o cÃO. principalmente com o worst case scenario. disco fODA esse, viu!

Ian Guedes 15/12/2006 às 9:47 am: Eu já tinha ouvido falar nessa banda há muito tempo, pelo envolvimento com alguns do X-Legged Sally (não sei direito quem, acho que o Vervloesem e/ou o Vermeersch). Vou tentar procurar!

Foncati 15/12/2006 às 10:30 am: trocadalho o carilho. acabei fazendo no outro comentário. de dEUS, ouvi o worst case scenario a exaustão, se é possível cansar desse disco, e um pouco do in a bar, apenas.

alexandre 04/10/2007 às 5:44 pm: olha… eu já ouvi, na verdade só ouvi este, o disco POCKET REVOLUTION do dEUS. Achei um discaço, então, entrei aqui para buscar novas referências. Recomendo. E gostaria escutara opiniões a respeito.

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Ben Folds: Rockin’ The Suburbs, 2001

por Marcio Nigro

★★★★★

Esse é o meu primeiro post aqui no Aporias, palavra cujo significado mostra que o Bêla é um sujeito que freqüentou boas escolas e, pelo que sei, já leu pele menos dois livros — Lúcia Já vou Indo e O Caso da Borboleta Atíria — mas ainda está tentando terminar Marcelo, Martelo, Marmelo. Bom, como ele disse que vai me apresentar depois de meu primeiro post, não vou falar sobre mim, por enquanto, e ir direto à musica, que é o que interessa.

Para minha estréia aqui, escolhi falar de um artista até bem conhecido nos EUA, mas meio anônimo por aqui: Ben Folds e seu álbum Rockin’ the Suburbs. Conhecido mais por ser líder do extinto trio Ben Folds Five (BFF, que merecerá pelo menos um post aqui), o cantor, pianista e multi-instrumentista tem feito na última década um rock realmente alternativo no que diz respeito a talento e criatividade. Para definir estilisticamente o som que Ben Folds faz vou recorrer à definição dele mesmo sobre seu antigo trio: “Punk for sissys”, algo como “punk para maricas”, uma ótima definição para um tipo de som meio indefinível, ao mesmo tempo que mostra a veia irônica e debochada de Ben Folds. Ou seja, Aporias.

Rockin’ the Suburbs é, provavelmente, o CD que mais tenho escutado nos últimos tempos e é sobre isso que eu queria falar. Sempre achei genial o trabalho do BFF, mas neste trabalho solo ele conseguiu se superar. É um daqueles álbuns em que você nota que o artista atingiu sua “maturidade musical”. É completamente pop, mas sem obviedades.

O curioso é que, à primeira vista, você não nota muita diferença entre este e que Ben Folds fazia com o BFF, em que foi o compositor da maioria da músicas. Mas há diferenças sutis que acabaram fazendo toda a diferença. Fica claro que o conceito de banda acabava limitando as idéias suas musicais. (A verdade é que qualquer um que tenha passado por uma banda sabe que é meio que nem casamento: tem que haver concessões.)

Ben Folds um exímio compositor de canções, da linha de Billy Joel, Elton John e Paul McCartney (mesmo!) com uma voz e jeito de cantar completamente pessoal e, diria, humano. Sua técnica vocal é imperfeita, mas seu timbre cativante e convidativo diz “olha sou um cara normal, não uma estrela do rock”. Embora o piano seja a pedra fundamental das músicas — e ele é um ótimo pianista —, muitos de seus refrões e passagens tem a energia do punk, do heavy metal, do pop, sem ser nada disso e tudo isso ao mesmo tempo. Ou seja, Aporias.

Outro ponto que merece destaque é o tom de autodeboche das letras. Veja só o refrão da faixa título:

I’m rockin’ the suburbs Just like Quiet Riot did I’m rockin’ the suburbs Except that they were talented I’m rockin’ the suburbs I take the cheques and face the facts That some producer with computers fixes all my shitty tracks

Mais adiante ele canta:

Y’all don’t know what it’s like Being male, middle class and white It gets me real pissed off, it makes me wanna say FUCK!

Porém nem tudo é deboche. Ao mesmo tempo, há baladas belíssimas que, apesar de sentimentais, estão longe de ser melosas. Muitas dessas canções são pequenas crônicas de dramas humanos cotidianos. Como em “Fred Jones Part 2” (não existe a parte 1):

Twenty-five years He’s worked at the paper A man’s here to take him downstairs And I’m sorry, Mr. Jones It’s time

Ou então na minha faixa favorita, “Annie Waits” que não é exatamente uma balada:

And so Annie waits, Annie waits, Annie waits For a call, From a friend The same, It’s the same Was it always the same? Annie waits for the last time

The clock never stops, never stops, never waits She’s growing old, It’s getting late And so he forgot, he forgot, Maybe not Maybe he’s been seriously hurt Would that be worse?

Headlights crest the hill Shadows pass her by and out of sight Annie sees her dreams: Friday bingo, pigeons in the park

Annie waits for the last time Just the same as the last time

Enfim, se não deu pra perceber, acho esse disco muito foda. Já está lá na minha ilha deserta. Ou, no linguajar carlosbeliano, 5 estrelas vermelhas.

música pra ouvir: Rockin’ The Suburbs

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André Rezende 13/12/2009: Cara… Eu ouço essas musicas há muuuuuuuuuuito tempo…. E adorei seu post… Eu acho que ele deveria ser mais reconhecido aqui no Brasil… Ah! E sobre o Fred Jones Part 2! Existe sim a parte 1! (não vou culpa-lo por esse erro… pouca gente sabe disso) O nome é ‘Cigarette’ e curtinha… O meu disco preferido dele é o Way to Normal e o da Cappela é incrivel!

Marcio Nigro 13/12/2009: Estou tão desligado que só vi descobri os ultimos dois discos dele ontem… vou escutar e provavelmente adorar abcs

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Ween: The Mollusk, 1997

★★★★★

Mais um disco 5 estrelas vermelhas. Daqueles que considero incríveis, mais que nota 5, pra levar pra uma ilha deserta. Petáculo.

O primeiro dessa categoria comentado aqui foi o do Silkworm. Agora é a vez do Ween.

Manja aquelas bandas que você gosta tanto que fica difícil ser imparcial? Bem, vou tentar, na medida do possível, ser pouco passional. Se não conseguir, pena! Afinal, esse site nunca se propôs a ser um exemplo de imparcialidade. Não foi à toa a escolha do nome Aporias.

Numa época não muito distante, nesta mesma galáxia que você se encontra, existia uma emissora de TV muito divertida, musical. Ela tocava clipes quase que 24 horas por dia e era o tipo de programação que dava pra deixar o televisor ligado o tempo todo, quase como uma rádio com imagens. Talvez você não tenha a mínima idéia do que estou falando ou está mesmo pensando “nossa, que legal! como nunca ninguém pensou nisso antes?”. Não, meu amigo, eu não estou falando do YouTube. E sim da MTV. Sério! Aquilo já foi legal, acredita?.

Existia, nessa dita emissora, um programa que mudou a vida de muita gente que conheço, algumas até que frequentam este simpático blog. Não me refiro a programas de plástica ou reforma da sua casa mas a um de música independente chamado Lado B.

Era 1992 e uma quantidade colossal de rock alternativo, independente e divertido chegava aos nossos lares, com a ajuda de imagens “bem loucas” dos videos pré-TV a cabo. Eu e mais centenas de neguinhos, com bombril na antena pra conseguir pegar aquele canal de UHF, conhecíamos bandas como Nirvana, Dinosaur Jr., Jane’s Addiction, Soup Dragons, Beck, Smashing Pumpkins, Belly, Ugly kid Joe (hahaha, foi mal… piadinha!), etc… A era de clipes-fora-de-foco-com-velhos-passando-mal estava apenas começando com Tarsen e seu “Losing My Religion”.

Lá no meio dos clipes do Lado B, uma banda chamava atenção pela bizarrice e originalidade. Tanto visual (o clipe - veja aqui - tinha uma moçada comendo umas coisas estranhas, um baixista bizonho ao lado do vocalista não-tão-normal, dançando de maneira ‘peculiar’) quanto musical (a guitarra tá desafinada de propósito? a voz do cara é essa mesmo? cês tão me zuando né?).

O Ween começava mais como uma piada de amigos do que uma banda que se levava a sério. E, convenhamos, essa característica anti-pop é bem difícil de ser ver por aí.

Os primeiros discos tinham algo de caótico. Experimentalismo, bizarrices, lo-fi, barulheiras, piadas com “minorias sociais”… demência. Tudo organizado de maneira divertida e com boas pitadas de um pop torcido e cínico. Se liga nos títulos de algumas músicas: “Hey Fat Boy (Asshole)”, “Flies on My Dick”, “Touch My Tooter”. O terceiro disco, “Pure Guava”, de 1992 é, pra muita gente, o melhor disco do Ween. Mas ainda trazia esse lado bizarro que, admito, não é pra qualquer um.

Vieram outros discos. E o som foi ficando mais acessível, mais bem gravado… a bateria deixando aos poucos de ser uma eletrônica tosca…. e menos esquisito.

Os dois mais recentes álbuns de estúdio da banda, “White Pepper” de 2000 e “Quebec” de 2003, seus mais vendidos até agora, já mostram músicas mais leves, soltas, bem produzidas, e, em sua maioria, bem acessíveis.

Mas ainda trazem algumas características únicas da banda: o ecletismo (a banda toca de tudo um pouco - do country ao brit-pop, de um hardcore/punk a um latino brega), o sarcasmo, o humor, as pequenas bizarrices sonoras, a diversão. Quando falo de humor aqui não me refiro a paródias ou algo feito pra rir. Eles não são comediantes. São excelentes músicos e compositores.

O que me fez escolher o disco “The Mollusk” pra ser comentado aqui é o fato dele ser um meio termo entre a fase “tosca” e a fase “pop” da banda. Existe um equilíbrio aqui. A produção é muito boa (não mais lo-fi como antes), eles tocam melhor e os temas são pop, mas com um plus a mais. :P

Claro que essas fases que eu cito acima não são absolutas. Não existiu, em determinado momento, uma ruptura. Foi uma evolução no som, constante, mas que, com um distanciamento, é possível identificar elementos diferentes entre essas “fases”.

Há quem diga que eles involuiram, que eles começaram a se levar mais a sério. Eu não acredito em nenhum das afirmações. Chamo isso de maturidade. Acho que o caminho que eles estavam seguindo antes do “Chocolate & Cheese”, de 1994, estava fadado a acabar porque não tinha muito mais como evoluir dentro daquelas bizarrices e não ficar repetitivo.

E, convenhamos, embora extremamente criativo e divertido, eles tinham uma postura mais adolescente que, uma hora ou outra, iria desaparecer. O Ween nunca teve um perfil Rolling Stones ou Ramones ou Kiss de fazer o mesmo som que faziam quando aprenderam a tocar seus instrumentos.

“Polka Dot Tail” é uma polka lenta de letra divertidíssima (“Did you have to dry your eye when you saw that puppy fly?”), “Mutilated Lips” tem um clima sombrio e angustiante, “The Blarney Stone” é um Tom Waits mais bêbado, “It’s Gonna Be (Alright)” lembra um Prince psicodélico, “The Golden Eel” e “Waving My Dick In The Wind” têm um clima dos discos anteriores.

Quase todos seus discos têm um tema instrumental estranho, “Pink Eye (On My Leg)” é o deste. Note o latido de cachorro feito por sintetizadores, enquanto uma linha meio theremin eletrônico se desenvolve. “Ocean Man” é um pop delicioso que virou, recentemente, trilha do Bob Esponja (!).

É uma ótima representação do que o Ween pode ser. E, caso você não conheça, se gostar, possivelmente vai querer explorar melhor ambas as fases da banda.

Bem, acho que consegui ser mais imparcial e não dizer WEEN É DO CARALHO, ARRUMA TODOS OS DISCOS DELES IMEDIATAMENT… uhmm… ops… err… :P

Site oficial.

música pra ouvir: Buckingham Green

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Gilberto Jr 02/11/2006: Um crítico da Bravo! disse que o novo disco do Caetano, Cê, é totalmente inspirado no Ween. Eu não conhecia, fui conhecer, e é realmente, como disse um certo blogueiro, “DO CARALHO”.

Medina 03/11/200: Ween é foda de bom. ou melhor, FOI foda de bom. eu sou mais um que considera o Pure Guava e o Chocolate and Cheese o ápice da banda / duo. os últimos lançamentos da banda não tem me animado muito. alguns fãs mais xiitas do Ween jogam na minha cara algo do tipo “mas como que você não se empolga com eles hoje em dia??? é o amadurecimento da banda, etc, etc, etc.” podem ter amadurecido sim, mas acho que perderem muitas coisas que eu curtia na banda nesse processo de “amadurecimento”. Ween sempre vai morar no meu coração, mas graças ao passado “retumbante”. abração!

Mari 08/11/2006: Puxa, mto bacana!

Pablo 27/10/2007: Man, nem cheguei ao final do texto, mas resolvi comentar depois do “Aquilo já foi legal, acredita?”… Fantástica definição do atual lixo que é este canal, um “aquilo” e no máximo!

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Silkworm: Firewater, 1996

★★★★★

As notas dadas neste site são sempre de 1 a 5 estrelas. Mas tem uma categoria que eu sempre considerei ao arrumar meus CDs na estante ou os mp3 no iTunes: a de 6 estrelas, ou nota 11.

Aqui virou 5 estrelas vermelhas.

Manja aqueles discos que você escuta oitocentas vezes e não cansa? Aqueles que parecem perfeitos do começo ao fim, sem cair o nível um segundo sequer? Aqueles que você levaria pra uma ilha deserta? Pois então.

Este disco do Silkworm é o primeiro ‘seis estrelas’ que comentarei aqui. Na verdade a idéia original deste site era apenas de listar esses álbums… mas a coisa acabou ficando mais abrangente, o que eu acho atualmente mais interessante. Claro que essa categoria é totalmente pessoal e discos que eu acho geniais você pode achar um lixo e vice-versa… mas isso não vem ao caso afinal, é só ver o nome do blog… :D

Silkworm é uma banda de Missoula (!) que veio do post-punk / grunge / Seattle (onde eles vivem atualmente) mas criou uma identidade musical logo nos primeiros discos, do final dos anos 80. Sua discografia é um tanto irregular: grandes discos ao lado de outros pouco inspirados.

Mas este “Firewater”… ah este disco!

Ele foi concebido com a ajuda do Steve Albini que, como você sabe, produziu inúmeros grandes discos da era grunge como Nirvana, PJ Harvey, etc.

Porém, ele não aparece nos créditos deste álbum. Diz a lenda que o barato dos caras era se encontrar no estúdio e, regado a muita cerveja, ficar tocando a noite toda e gravando. Ou seja, o Albini chegava junto pra tomar umas com os caras, aproveitava pra dar opinião, e ajudar a gravar a parada. Brodagem é isso.

Sairam 16 faixas lançadas neste disco pela Matador. Dezesseis faixas… uhmm… err… matadoras (acho que vou virar cômico, esse trodadilho não foi genial?).

Bateria precisa, muito bem gravada e in-your-face, guitarras sujas fuzzy em riffs muito bons, solos barulhentos, linhas vocais excelentes e melódicas às vezes cantadas, às vezes quase faladas.

A banda acabou há um ano, após a súbita morte do baterista num acidente de carro. Silkworm sem ele não seria mais o mesmo então a decisão de acabar a banda foi respeitosa. Agora espero ansiosamente novidades em relação aos outros integrantes.

música pra ouvir: Nerves