Documentário completo produzido pela BBC sobre a cena musical alemã, experimental e de vanguarda, surgida no fim dos anos 60 e que viria a ser chamada de Krautrock.
banda alemã + vampiros + clichês Disco + 70’s
este disco podia ser um horror.
e é.
justamente tá aí a graça.
vale a pena baixar no link abaixo e escutar, nem que seja pra xingar este site depois.
destaque especial para a Soul Dracula, que você pode ver o incrível clipe aqui.
Este site disponibiliza a trilha sonora do longa de animação sci-fi, lançado em 1973 (França e antiga Tchecoslováquia) La Planète Sauvage.
Leia um pouco sobre o filme e a trilha: Alain Goraguer - La Planète Sauvage (Bande Sonore Originale) (or Fantastic Planet)
“The music to La Planète Sauvage is a progressive funky score, like Pink Floyd meets Shaft.”
Cantori Moderni Alessandroni tocando a música de Bruno Nicolai “Quando Le Donne Avevano La Coda” [When Women Lost Their Tails] para trilha do filme de mesmo nome, de 1970.
★★★★
10 reproduções
★★★½
Tremendo mau humor? Puto(a)? Chateado(a)? Triste? Seu papagaio de estimação se matou?
Não tema!
Musique Idiote é uma gabola homenagem aos temas previsíveis e estólidos, criados eletronicamente pelo compositor francês de trilhas sonoras Roger Roger, também conhecido como Cecil Leuter.
São 16 temas simples e pacóvios, tocados em moog, que exploram linhas… ermm… idiotas.
E, bem, eu me sinto um idiota tentando descrever algo tão básico e bolônio. E jocoso. Quiçá basbaque.
Então, ouça o asonsado exemplo abaixo. Dá pra achar esse disco e outros do cara numa procura rápida no Google. Vale a pena, nem que seja pra matar sua curiosidade marota. Ou pra divertir uma criança. Ou um cachorro. Ou um papagaio suicida.
música pra ouvir: Duetto
André Ganzelevitch 14/10/2008 às 9:31 am Sobre sua descrição da “musique idiote” dei muitas risadas. Concordo que se trata de sum bolônio, pacóvio, jocoso e basbaque. Quem sabe acrescentariamos, além disso tudo, outros adjetivos classificatórios como parvo, estulto, néscio, energúmeno, tolo, lerdo, leso e palerma.
Roger Marmo 02/09/2008 às 1:46 am Eu juro que não tenho nada a ver com esse disco. Se bem que eu até que gostaria…
Lulu 01/09/2008 às 11:55 am Omessa!
10 reproduções
por Marcio Nigro
★★★★★
Johann Sebastian Mastropiero é, provavelmente, o compositor fictício mais criativo de todos os tempos. Não conhece? Mas do Les Luthiers você certamente já ouviu falar? Não? Isso talvez se deva ao fato de que você fala português em vez de espanhol.
Criado em 1967, na capital argentina, o Les Luthiers é conjunto musical humorístico mais inventivo e ativo de todos os tempos. Aliás, é um dos fenômenos musicais mais indefiníveis que conheço, o que justifica sua aparição aqui no Aporias .
Durante seus 40 anos de existência, esse quinteto (que começou hepteto, depois sexteto) satirizou diversos estilos: da guarânia ao rock, do tango ao brega, da ópera à bossa nova, em turnês mundiais pelos países de língua hispânica e inclusive os EUA e o Brasil (em 1977 e 1980), com espetáculos em inglês e português, respectivamente.
O que atrai milhares de pessoas aos seus espetáculos não é apenas o fato de serem cantores, multi-instrumentista e compositores incrivelmente habilidosos e geniais. E nem somente a facilidade com que transitam entre o humor ultra sofisticado e o puro pastelão sem perder a classe e o hilariante humor. Mas também o fato de tocarem dezenas de instrumentos informais que foram concebidos por eles próprios (eles contam com um luthier que se dedica exclusivamente a isso).
Afinal, onde mais você verá — e ouvirá — um Latín, um violino feito com lata de presunto? Ou quem sabe o Tubófano Silicônico Cromático, uma espécie de flauta pan construída com tubos de ensaio? Ou ainda o Dactilófano (ou Máquina de Tocar) uma máquina de escrever misturada com xilofone? A cada novo espetáculo do Les Luthiers, um novo instrumento é apresentado, causando delírio na platéia que pode ver ao vivo de onde vem os sons que em seus apenas oito álbum é difícil identificar. Impossível não ficar admirado com um Baixo Barríltono (um baixo acústico feito com um grande barril de madeira deslizante com um músico dentro) ou uma Mandocleta (uma mistura de bicicleta e mandolina) , por exemplo.
Pessoalmente, nunca pude ver o show com meu corpo presente, mas felizmente o grupo já lançou vários DVDs com apresentações de diferentes épocas. Recomendo começar pelo DVD Mastropiero que Nunca, de 1979, que traz o Les Luthiers no ápice, quando ainda era um sexteto. Só para ter uma idéia, em um dos número o excelente pianista Carlos Nunes tem acoplado ao instrumento um espelho retrovisor para ver os demais integrantes à suas costas. Maravilhoso!
E por falar em Mastropiero, é impossível falar em Les Luthiers sem falar em Johann Sebastian Mastropiero, o músico imaginário que é “compositor” de boa parte das obras do conjunto. E para se inciar nas obras de Mastropiero nada melhor do que falar do primeiro álbum do Les Luthiers, Sonamos, Pese a Todo.
Difícil dizer se o disco de estréia é o melhor, mas certamente é o lugar certo pra começar a entender o conjunto. Primeiro porque, logo de saída, são apresentado alguns dos instrumentos informais.
Segundo, dois dos maiores clássicos do Les Luthiers encontram-se nesse álbum. A faixa Concerto Grosso alla Rústica é um primor na união de sofisticação musical, misturando uma orquestras de câmera e um conjunto de música andina com maestria. Nela não há uma piada explícita, o que a torna ainda mais fenomenal, pois só a beleza da composição é suficiente [clique no play deste post]
Já o Teorema de Thales musicado é completamente improvável e imperdível.
Qualquer CD do Les Luthiers vale a pena e é difícil dizer qual é meu favorito. Provavelmente os dois gravados ao vivo: Mastropiero que Nunca (1979) e Hacen Muchas Gracias de Nada (1980, com o clássica La Gajina Dijo Eureka), pois são geniais do começo ao fim.
Agora, talvez seja mais fácil encontrar as músicas a granel. Por isso, para os interessados, aqui vão os melhores momentos de cada álbum que pode ajudar a ir direto ao ponto:
Cantata Laxatón (1972) Bolero Matropiero Pieza en forma de Tango Vals del Segundo
Vol. 3 (1973) Voglio Entrare per la Finestra La Bossa Nostra Romanza Escocesa sin Palabras
Vol. 4 (1976) Teresa y El Oso Mi Aventura por la India Serena Mariacchi
Vol. 7 (1983) Homeje a Huesito Williams
Cardoso en Gulevandia (1991) Una Canción Regia Sólo Necessitamos Añoralgias
É claro que ajuda muito entender espanhol para se apaixonar pelo Les Luthiers. Muitas faixas começam com uma nota explicativa — narrada pela voz bombástica de Marcos Mundstock — sobre o contexto da música na obra de Mastropiero. Além disso, tantos nos álbuns de estúdio como principalmente nos dois ao vivo, existem muitos quadros e histórias musicadas. Sem a compreensão do idioma, muito se perde.
A boa notícia é que os DVDs trazem a opção de legenda em português, o que é bom inclusive pra quem conhece melhor o idioma, pois há muitos trocadilhos e coisas do gênero. Por outro lado, talvez seja missão impossível encontrá-los aqui no Brasil. O jeito é comprar on-line ou pedir para algum amigo que esteja indo pra Buenos Aires comprar.
Enfim, se vira.
Wikipedia (espanhol)
música pra ouvir: Concerto Grosso alla Rústica
fernando 25/06/2010 às 11:03 pm Tive a grande ventura de assistir a um espectaculo deste conjunto em Cordoba, ESpanha, em 1997 (98 talvez) e foi simplesmente espetacular
Vera Coutinho 22/03/2010 às 1:29 pm Eu tive o privilégio de assisti-los na década de 70, período muito triste para a Argentina e podem acreditar: eles deixam a platéia sem fôlego. São incomparáveis.
Lulu 26/11/2007 às 11:04 am Cantata Laxatón é um álbum fundamental. Normaliza e estimula el tono intestinal.
Carlos Bêla 23/11/2007 às 2:29 am Johann Sebastian Mastropiero nunca morrerá! esses caras são geniais. grande resenha!
4 reproduções
★★★★½
Mais uma daquelas surpresas ao procurar determinada banda no Google ou na Wikipédia, com resultados apenas em português: pouco ou quase nada se fala deles na nossa língua.
Os Weirdos foram (ainda são?) uma banda de punk rock fundada em 1977 e que acabou (mas voltou depois algumas vezes, por isso a interrogação nos parênteses anteriores) apenas 4 anos depois.
Nascida na cidade de Los Angeles, longe do punk novaiorquino dos Ramones, Television e Talking Heads do outro lado do país, a banda nunca conseguiu fechar contrato com uma gravadora e acabou sem gravar um único disco.
Mas graças a algumas gravações caseiras, singles e EPs da época, o selo Frontier lançou, em 1991, esta ótima coletânea de uma das melhores bandas da primeira geração punk dos EUA.
Em 1988, com apenas 2 dos integrantes originais, os irmãos John e Dix Denney, se reuniram com Zander Schloss (Circle Jerks), Sean Antillon (The Skulls) para gravar um disco, com a ajuda do fã Flea (Red Hot Chili Peppers), lançado 2 anos depois - e que não é o caso de ser comentado aqui.
Em 2003, lançaram o segundo volume dessa coletânea, não tão interessante, mas mesmo assim valendo a pena ser ouvido por fãs de rock em geral e, claro, punk.
música pra ouvir: We Got The Neutron Bomb
André Felipe 04/09/2007 às 10:10 am Mais uma daquelas surpresas ao procurar determinada banda no Google ou na Wikipédia, com resultados apenas em português: pouco ou quase nada se fala deles na nossa língua. O difícil é achar as músicas desses grupos.
3 reproduções
por Marcio Nigro
★★★★½
Falando em bandas esquisitas, impossível não pensar em Magma, um grupo nascido em Paris no final dos anos 60 e liderado pela baterista Christian Vander, uma espécie de Robert Fripp francês (no sentido de ser o centro do sistema solar da banda enquanto os astros ao seu redor podem mudar).
O Magma pode ser chamado de progressivo, jazz-rock, prog-jazz, ou sei lá que outro nome feio. Não importa. É um grupo que faz do exagero e do excesso estilísticos seu ponto forte. Suas influências vão de Carl Orff, Wagner, e Stravinsky a John Coltrane e R&B.
O Magma não apenas criou seu próprio estilo musical como foi além e criou seu próprio idioma, o Kobaian, na qual todos os discos são cantados, em geral falando sobre guerras interplanetárias. A banda tanto é uma referência musical, que ganhou um estilo nomeado em sua homenagem: Zeuhl (olha aí o nome feio), que em kobaiano quer dizer “celestial”.
O álbum mais clássico e cultuado do grupo é Mekanïk Destruktïw Kommandöh (também conhecido como .M.D.K.), de 1973. Mas decidi eleger outro para o Aporias: o Attahk, de 1978, que gosto mais por misturar ainda um “q” das discotecas da época, trazendo mais um elemento bizarro a uma das bandas bizarras da história. Paradoxalmente, é um dos trabalhos mais palatáveis do Magma, o que não quer dizer que os desavisados não estranharão o gosto.
Com capa ilustrada pelo também inconfundível H.R. Gigger, Attahk é definitivamente mais eclético do que seus antecessores, incorporando mais idiomas musicais, incluindo o gospel, funk e o pop. O resultado na verdade é praticamente um trabalho solo de Chris Vander, mas como o Magma não existe sem ele, a verdade é que não faz tanta diferença assim essa informação.
A ênfase é no ritmo e nos vocais, o que traz uma área mais brilho e clareza ao som do grupo. Porém, não me entendam mal: à primeira ouvida pode parecer uma floresta impenetrável. A verdade é que não consigo ouvir Magma sem achar engraçado, pois claramente há por traz de tudo um bom humor contagiante. Chega a ser ridículo o exagero sonoro. Mas a genialidade está nisso, levar tudo ao extremo sem se levar muito a sério.
A primeira faixa The Last Sevem Minutes traz Vander endemoniado, um trabalho do nível de um Mahavishnu Orchestra. Aqui vai ela.
Enfim, Attahk certamente é o mais Aporias dos álbum do Magma e merece um lugar de destaque em qualquer prateleira da sala, muito embora não vá sempre agradar as visitas.
música pra ouvir: The Last Sevem Minutes
Vagner 05/06/2007 às 12:58 am Mucho loko! Excelente álbum.
henrík 09/05/2007 às 3:18 am bem bacana! ai meu HD querido, vou te encher um pouquinho mais uma vez…
Nelson Endebo 08/05/2007 às 4:48 pm Magma é o que há, quem conhece não larga mais. Legal ter falado desse disco, sempre que alguém no Brasil fala do Magma (e pouca gente fala!), sempre se refere ao MDK, o que, apesar de fazer sentido, acabando obscurecendo a discografia desse grupo seminal. Sei que há muitos “músicos experimentais” no Brasil que idolatram esses caras, pena que os fãs de progressivo (não que a banda seja exatamente isso, mas…) no Brasil são mais ligados no lance “sinfônico” do que qualquer outra coisa.
7 reproduções
★★★★
Curioso como, por mais que o tempo passe, alguns discos permanecem absolutamente atuais. Parecem ter sido feitos ontem. E, quando se fala de punk/post-punk, é ainda mais difícil encontrar exemplos.
O punk, pouco tempo após sua criação, virou uma caricatura de si mesmo. Raras foram as bandas que conseguiram inovar, tanto no som quanto no discurso. The Clash certamente foi uma delas - apesar do último disco da carreira, quando Joe Strummer e Paul Simonon demitiram Mick Jones e gravaram um disco que pregava a volta às origens punks, em pleno 1985, resultando num disco quase ridículo, pra ser leve na crítica.
Mas essa é outra história. O papo aqui é sobre outros caras, o Wire.
Assim como o Clash, Wire surgiu na explosão punk britânica mas, categorizá-los como pertencentes ao estilo é simplificar demais a carreira da banda. Eles sempre evitaram seguir fórmulas prontas, principalmente a punk.
Poucas músicas deste álbum têm o esquema pop verso-refrão-verso-refrão. Várias tem menos de 2 minutos. Exploram a idéia e partem pra próxima música. Se alguma letra não precisa ser repetida, não se repete. Simples assim.
E, talvez por essas, e outras tantas características, essa banda tenha discos tão interessantes.
“Pink Flag” é o primeiro deles. 1977.
Ouça “Feeling Called Love” e entenda a influência da banda no som do R.E.M.
Ouça “Lowdown” e você poderá lembrar de King Missile e outros alternativos dos 90’s.
Ouça “Three Girl Rhumba” e você verá da onde o Elastica tirou seu maior hit.
Ouça “Champs” e você vislumbrará uma possível origem pro new wave dos anos 80.
Ouça “Pink Flag” e lembre até de Motorhead.
Ouça “Strange” e pense em bandas stoner como Queens of the Stone Age.
Ouça o disco todo e esqueça toda essa nova leva de bandas de hard rock requentado como Killers e Wolfmother.
Digo isso não pra tentar provar que Wire é melhor (ou pior) que alguma outra banda citada acima porque, afinal, isso é questão de gosto. Mas é impressionante ouvir um disco como este, analisando historicamente o momento que ele foi lançado e o que o rock/pop virou nos anos 80 e o que algumas bandas - novas ou velhas - fazem até hoje.
E este foi apenas o primeiro álbum. Muita coisa nova, muita reinvenção e, por que não dizer, evolução do próprio som aconteceu depois dele. Pena que pouco se fala da banda hoje em dia.
Rock de prima. Básico e forte, que se mantém atual.
E muito bom, na minha opinião :P
música pra ouvir: Lowdown
Fernando 03/05/2008: Podes crer o álbum pink flag é muito bom, é impressionante mas eu não consigo parar de ouvir é do caralho
Julio 13/11/2008: Wire é a minha banda favorita desde que era piá incrível como seguem praticamente desconhecidos no Brasil
Roger Farias 12/07/2009: cara essa banda é foda bichin, eu conheci ela há umas duas semanas por meio de uma entrevista do elastica que vi na net e escutei, e muito obrigado eu descobri muito sobre eles agora obrigado mesmo