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★★★★★
Seis audições depois e cada vez isso fica mais interessante. Compositor, arranjador e multi-instrumentista israelense, vivendo atualmente no Reino Unido, Koby Israelite é daqueles caras que gostam de surpreender o ouvinte, misturando diferentes tipos de estilos e gêneros musicais no mesmo álbum.
Tudo com uma aura klezmer, esse estilo de música não-liturgica judaica com forte influência cigana que anda sendo constantemente reinterpretado e traduzido há algum tempo pela moçada tocadora de jazz, rock e avant-garde da baixa Nova Iorque, como Don Byron, Davka, Jamie Saft, Medeski, Martin & Wood, John Zorn, etc.
Israelite tem lançados 5 discos, sendo 2 de interpretações de outros músicos, como é o caso do Orobas: Book Of Angels Vol. 4, escolhido por este blog como um dos melhores de 2006. Dos 3 restantes, acredito que Dance Of The Idiots seja o seu melhor trabalho.
O álbum é uma verdadeira viagem de explorações e possibilidades de klezmer, feita por um músico eclético e pesquisador, numa forma contemporânea e inspirada. Rock, cigano, clássico, balkan, metal, cantos litúrgicos, jazz, árabe - estilos esmagados e processados de maneira absolutamente inspirada. “Cantorial Death Metal, Nino Rota Klezmer, Balkan Surf, Catskills free improvisation” - diz o press release do álbum.
Fora convidados pros vocais, guitarras, violinos, didgeridoo, sax, trompete, trombone, baixos, etc, Koby manda ver na flauta, vocais, acordeon, clarinete, piano, teclados, bateria, percussão e programação.
O disco começa tranquilo e um tanto dançante com a excelente Saints And Dates, com percussão com cara de anos 20 e tema leve, quase no estilo André Popp. Em Toledo Five Four a viagem pula pro Oriente Médio, com algumas doses de improviso. A pesada If That Makes Any Sense mistura cantos religiosos com metal - que me faz pensar como nenhum Praxis pensou nisso antes. A belíssima e leve Battersea Blues já vai pra uma onda mais mística, com toques de guitarra que lembram Bill Frisell e um didgeridoo fantástico. I Used To Be Cool tem variações bruscas de condução, explorando melodias orientais e improviso. Pulamos pros balkans em In The Meantime e pra algo próximo aos Secret Chiefs 3 em Wanna Dance?. Finalmente a música título aparece, antes da última do álbum, numa forma alegre, bem-humorada e satírica (meio que desavisadamente você ouve claramente uma passagem rápida do tema dos Simpsons).
música pra ouvir: Toledo Five Four
fabio borissevitch 01/09/2007 às 2:45 am Esse disco é muito foda! Parabéns pelo blog. Já virei fã
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★★★½
Na última semana, o lançamento do novo disco do Tomahawk teve uma repercussão interessante. Muita gente curtiu a idéia de pegar canções ancestrais dos índios americanos e transformá-las num rock fragmentado, outras acharam o disco soporífero.
Pessoalmente curti bastante o resultado… e comecei a pensar que outros projetos musicais tiveram semelhante postura, independente do resultado ter sido pior ou melhor que o supracitado. De cara me lembrei dessa banda da década de 60 que o Roger me apresentou em 1994-95: The Electric Prunes.
Aqui o tema é bem mais antigo que os índios: canto gregoriano. As músicas exploram o cantar típico monofônico dos monges, e os misturam com o rock psicodélico dos 60’s.
O quinteto, formado em 1965 em Los Angeles, havia lançado dois discos num garage rock bem comum na época. Nada muito novo até o Mass In F Minor sair pra assustar seus fãs e iniciar uma corrida travada até hoje pelos fanáticos por músicas “peculiares”.
Suas faixas foram arranjadas e conduzidas pelo músico erudito David Axelrod, interpretando uma missa e suas divisões (desculpe, os termos usados aqui podem estar imprecisos pois não manjo nada de missas): Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei + 2 rockitos (Hey Mr. President e Flowing Smoothly) bem divertidos mas sem nenhuma relação com a “Mass”.
Durante a gravação do disco a banda brigou e ele acabou sendo concluído com a ajuda de músicos de estúdio e da banda canadense The Collectors. Ou seja, é “meio” um disco dos Prunes, meio do próprio compositor David Axelrod.
Após o completo fracasso de vendas desse disco e do único show feito, no qual a banda deixou claro que não conseguiria tocar as composições de Axelrod, o quarto disco foi gravado com um grupo de músicos completamente diferente e cuja capa constava a chamada the new improved Electric Prunes. Bizarro? Magina…
Apesar do fracasso da época, as missas psicodélicas desse disco viraram um cult e a Kyrie Eleison foi usada na trilha sonora do Easy Rider de Dennis Hopper, 1969. E a banda acabou voltando no final dos anos 90 com 3 integrantes da formação original, gravando 2 discos e 1 DVD. Mas nada de missa, nem em sonho…
Só me toquei agora que, por pura coincidência, comento sobre um disco “religioso” em plena visita do Seu Bento 16. Que coisa… Se alguém por aqui lembrar de outros projetos que reinventam músicas antigas, por favor, comente!
Amém! :)
música pra ouvir: Kyrie Eleison
Nelson Endebo 10/05/2007 às 3:30 pm Esse tema é excelente, me fez tirar o pó de muita coisa! Não consigo me lembrar de muitos álbuns que tenham “reinventado” músicas ancestrais, mas achei algumas coisas interessantes: 1. O último álbum de Bruce Springsteen, “We Shall Overcome”, é feito de versões do compositor Pete Seeger. A faixa “O Mary Don’t You Weep”, entretanto, nada mais é do que uma das mais antigas canções gospel do cancioneiro americano. Eu tenho um compacto de um certo Colored Quartet que data da década de 1910 e esta faixa está lá, com o nome de “Pharaoh’s Army got Drowned”… ou seja, uma canção religiosa, cuja melodia possivelmente vem de cantos ritualísticos de algum lugar da África. 2. John Zorn gravou o “Kol Nidre”, composição litúrgica judaica que era raramente executada por um quarteto de cordas; James Joyce a descreve no “Ulisses” como um canto. 3. As Irlandesas do The Corrs fizeram um ótimo disco em 2005, propositadamente chamado “Home”, feito em sua maioria de canções folclóricas irlandesas, incluindo duas baladas celtas cantadas no gaélico irlandês. 4. O disco do Marc Ribot em homenagem ao músico haitiano Frantz Casseus é, apesar de não tratar exatamente de composições “da terra”, não deixa de ser uma releitura apaixonada de um compositor que praticamente inventou sozinho um estilo musical baseado no Haiti. 5. O compositor libanês Bechara El-Khoury, principalmente na coleção “Orchestral Works”, parte do romantismo francês, passa por mestres modernos como Messiaen e Boulez e acaba “orientalizando” a tradição européia, uma vez que seus motivos são claramente inspirados na tradição árabe, parecida com a judaica em muitos aspectos. 6. Os suíços do Young Gods já reviveram a música de Kurt Weill, um dos formadores da consciência americana. Globalização é foda. 7. Boa parte do catálogo da Tzadik parte da tradição judaica, seja ela Azkenazi ou Sefaradi. Cracow Klezmer Band, Davka, Anthony Coleman e o próprio John Zorn (Masada, Bar Kokhba, Kristallnacht, todos esses nomes se relacionam diretamente à memória judaica) são bons exemplos disso. Bem, apesar de ter fugido um pouco do tema, taí a minha contribuição.
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★★★★½
Não, apesar do nome, essa banda não é formada por transexuais. Ao menos isso não foi revelado ao público… ainda. Aliás, não consegui descobrir nada a respeito da origem desse nome. Mas isso não vem ao caso.
eX-Girl é um grupo japonês formado por três… err… garotas: Kirilo (baixo e synth), Keikos (guitarra) e Yoko (bateria). Todas cantam. Juntas, num esquema meio ópera meio música japa. Elas vieram de um planeta chamado Kero Kero (não conheço lá, se alguém aqui tiver vindo de lá, mande algumas fotos!).
Apesar da clara influência do New Wave, o trio faz um som sem similares, incorporando um pouco de eletrônica, punk, noise e psicodelismo ao rock/pop. Não é pra tocar em rádio, mas dá pra cantar junto fááácil.
Aliás, falando em rádio, ouvi pela primeira vez o som delas (assim como de outras tantas bandas legais como The Fabrications, Degenerate Art Ensemble, Marcelo Radulovich, The Creeping Candies, Lothar and the Hand People, etc) no podcast da MusicNerve.
Recomendo!
Assim como o som das mina.
涼しい
música pra ouvir: e-sa-ya
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★★★★★
Finalmente.
Quem me conhece sabe o quanto eu curto o trabalho do John Zorn. E quando eu falo “curto”, não é força de expressão… o figura tem uma discografia realmente extensa, com 4 a 8 lançamentos por ano desde 1980 - e eu acompanho cada lançamento desde que conheci o seu trabalho, em 1991.
O nome deste blog, inclusive, cita o título de um dos discos do cara (Aporias: Requia for Piano & Orchestra), de 1998.
Eu vinha evitando falar dele aqui por algumas razões. Primeiro porque seria previsível. Segundo porque eu não conseguia decidir qual disco escolher. Terceiro porque eu tava esperando uma oportunidade como esta - um disco novo de composições inéditas. Mas tinha que ser foda.
Este é.
Ano passado, Zorn juntou Mike Patton (Fantômas, Mr. Bungle, Tomahawk, etc), Trevor Dunn (Mr. Bungle, Secret Chiefs 3, Trevor Dunn’s Trio-Convulsant, etc) e Joey Baron (Naked City, Masada, Dave Douglas, Paul Motian, etc) e compôs 2 discos “hardcore song cycle scored for” voz, baixo e bateria: Moonchild e Astronome.
O primeiro é ok, mas nada muito especial. O segundo já deu pra tirar o chapéu - opinião que, vinda de um fã, não quer dizer muita coisa :P - e quase entrou entre Os Melhores do Ano deste blog.
Aí veio o Six Litanies for Heliogabalus. Nesta continuação de Moonchild/Astronome, Zorn chamou mais gente pra colaborar. Se liga: Ikue Mori (eletrônicos), Jamie Saft (órgão) e o trio de vozes femininas formado por Martha Cluver, Abby Fischer e Kirsten Soller além do próprio compositor com seu instrumento oficial, o sax alto.
Que disco! Beleza, sei que é suspeito… mas que disco! :D
É o primeiro graaaande disco de Zorn, na minha opinião (tirando os da série Film Works e Masada), desde Xu Feng de 2000 e do projeto colaborativo The Stone: Issue One de 2005 que, por coincidência, também trazia Mike Patton entre os integrantes - além de Dave Douglas, Bill Laswell, Rob Burger e Ben Perowsky.
Assim como os outros dois discos “primos”, Six Litanies for Heliogabalus mostra uma complexa e intrincada mistura de música clássica moderna, metal, hardcore, jazz, música medieval além de sacadas de bom humor e algumas diarréias.
Numa espécie de improviso espontâneo organizado (Zorn é bom nisso, tendo desenvolvido estudos e técnicas apuradas e precisas para orquestrar o caos - os discos da série Cobra são bons exemplos disso), a música tem inspiração nos “excessos decadentes do imperador/criança-deus que fez Calígula e Nero parecerem seres humanos razoáveis - assassinando em jantares seus convidados em chuvas de pétalas de rosas perfumadas”.
As possibilidades são infinitas com esse grupo de integrantes que, pra melhorar a coisa, já trabalharam inúmeras vezes juntos em outros projetos, o que certamente trás uma intimidade ao tocar. Nesgas de Mr. Bungle, Naked City, Fantômas e Electric Masada passam pela mente ao escutar o álbum mas, apesar disso, ele não soa como nenhum desses projetos.
As seis composições tem climas e intensidades diferentes sendo o solo de voz de 8 minutos um dos destaques. Impressionante como Patton desenvolveu sua técnica de improviso vocal, não deixando nada a dever aos mestres japoneses como Yamantaka Eye.
Litany II tem uma condução mais jazz, com boa participação de Jamie Saft, e possivelmente é a que mais lembra o velho e bom Naked City.
O trio feminino faz um papel incrível no meio do desencontro cru e distorcido dos outros instrumentos - em especial na faixa Litany III de 10 minutos e meio sem repetição de um único compasso.
Praticamente um disco erudito contemporâneo tocado por uma banda de rock.
Candidato a disco do ano - enter. :)
Site do selo Tzadik de John Zorn.
Mais sobre Zorn no Wikipedia.
música pra ouvir: Litany I
O místico velhinho do Nepal 31/05/2007 às 4:54 am Caralho… Esse disco é genial, no nível do Astronome e superior ao Moonchild. John Zorn é, sem dúvidas, o melhor compositor do século 21.
Fábio A. 24/05/2007 às 1:00 pm Sem sombra de dúvidas este é mais um disco hiper criativo do Zorn e sua turma! Nota 11 pro Patton!
gustavo 25/04/2007 às 5:05 pm muito foda,absurdo esse album ,fora ,nãosei direito se é um album dele ou alguma participação que tem , fred frith , zeena parkins e john zorn, que uma viagem tbm muito bom.
Fabiano 18/04/2007 às 9:31 pm Realmente esse disco é bompra dedéu. Sou como vc um fã d Zorn e sua turma. Se faltar algo especial em sua discografia posso te ajudar. Abrç
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★★★★½
Tô ainda viciado nesse som de Tuva. Esses aqui são ainda mais profissas no gogó que o pessoal do Yat-Kha. Só que o grupo Shu-De vai pra onda mais tradicional e folclórica de Tuva.
Ninguém me tira da cabeça que, se isso fosse cantado numa língua mais universal como o inglês, seria um sucesso! :)
Os decendentes de Genghis Khan cantam, tocam percussão, instrumentos típicos de corda e, destaque aqui, o jaw’s harp - aquele instrumento que ninguém conhece pelo nome mas, se assistiu a algum desenho animado na vida, certamente já ouviu o som peculiar dele.
Vida longa ao gogó harmônico!
veja uma demonstração de jaw-harp.
música pra ouvir: Aian Dudal
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★★★★
Pois ele é guerreiro
Ele é bandoleiro
Ele é justiceiro
Ele é mandingueiro
Ele é um tuareg
Se liga no vizú dos fita. Style, né? Eles são tuaregs.
Todos do sul do Sahara, mais precisamente Mali, a banda se formou nos campos rebeldes de Coronel Ghadaffi no começo dos anos 2000. Assim como o aqui já comentado Yat-Kha, Tinariwen criou um estilo próprio misturando a(s) música(s) de suas origens tradicionais com baterias e guitarras do rock.
Sua música fala basicamente de questões políticas, repressão, problemas sociais e do exílio. Mas eu não manjo da língua deles pra saber se as letras são bem escritas ou não.
Fato é que a música do grupo é muito rica e gostosa de ouvir. A mistura, como não poderia deixar de ser, é geral. O próprio local de origem deles já é um pastiche sonoro. Os pontos fortes, claro, são a música árabe e a africana, conduzidos por uma guitarra bem Ali Farka Touré. Muitas vezes lembra Blues, só que do Magreb (ou será que o Blues é que lembra o som do norte da África? acho que sim né? :P ).
Sua discografia é curta ainda: 4 discos, sendo o último lançado há poucas semanas (ainda não escutei). Este é o segundo, lançado pela World Village. A produção é muito boa: direta ao assunto, sem aqueles tratamentos polidos que alguns selos ocidentais insistem em usar, achando que, por causa de um reverb longo e uma equalização brilhante, o disco terá mais aceitação entre o público estrangeiro. A parada aqui é crua mesmo.
A condução é basicamente feita por instrumentos de corda - principalmente guitarra - e voz - cujo canto é mais suave que a maioria dos vocais árabes típicos. A percussão é mais tímida e tranquila. A complexidade dos arranjos é particularmente notável, com contrapontos entre as cordas, bem ao estilo africano de múltiplas vozes.
Isso aí é rock de prima.
outra capa do mesmo disco:

música pra ouvir: Oualahila Ar Teninam
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★★★★★
Meia dúzia de músicos californianos (Bay Area) têm feito muito nos últimos 5 ou 6 anos. São vários projetos nos quais pelo menos um ou dois deles está presente: Sleepytime Gorilla Museum, Tin Hat Trio, Faun Fables, Charming Hostess, Idiot Flesh, cada banda com seu próprio estilo. Essa promiscuidade musical, juntamente com sua qualidade técnica e uma vontade óbvia de fazer música criativa e pouco previsível tem produzido um sem número de excelentes discos, fora participações em álbuns de Tom Waits, Bill Frisell, John Zorn, Don Byron, Lounge Lizards, Phillip Glass, Eugene Chadbourne, entre (muitos) outros. Vou comentar sobre vários deles aqui no blog mas começo por um dos “prediletos da casa”, a banda Charming Hostess. Neste projeto o elemento principal é a voz. Ou melhor, as vozes: 3 cantoras, Jewlia Eisenberg, Marika Hughes e Cynthia Taylor, exploram contrapontos fortemente influenciados pelos corais do Leste Europeu e grupos vocais como Le Mystère des Voix Bulgares. Acompanhadas por baixo, guitarra, percussão e violino - fora participações extras de sax, cello, flauta e outros - esse lado mais folclórico das vozes é misturado muito bem com uma linha mais rock e, por vezes, avant-garde. No álbum há primordialmente versões de músicas tradicionais judaico-marroquinas (!), búlgaras, espanholas e americanas; além de temas compostos pelo grupo e uma brilhante cover pra música “Won’t You Keep Us Working” dos Residents. Se a idéia deste blog é explorar, sempre que possível, discos e bandas de som único e “diferente”, nunca poderia faltar o Charming Hostess. Eles conseguem fazer uma música muito singular que funcione linda e estranhamente bem. Mais um disco que mistura Velha e Nova Música de maneira muito acertada, como o Yat-Kha resenhado aqui há poucos dias. A banda tem 3 discos lançados. Este é o primeiro deles. Os outros são de 2004 (“Sarajevo Blues”) e 2005 (“Punch”), quase tão bons quanto o “Eat”. No site oficial tem videos e outras coisas interessantes pra ver.
música pra ouvir: Dali Tzerni
Marck 03/10/2006: Muito bom, boa dica. ;)
Brito 05/10/2006: As três gordinhas mandam muuuito!!! De prima, quando ouvi, não gostei… mas depois, ouvindo com mais atenção, observando os inumeros elementos que compões o som das meninas, ví que é uma banda de muito conteúdo. Criativa, bem humorada e de muita qualidade. boa!
Mari 05/10/2006: Estou me sentindo em casa… Aposto que vou gostar desse som, adoro coisas diferentes, e já escuto Vozes Búlgaras tem algum tempo. Bacana, vou ouvir. Beijos.
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Taí uma ótima idéia. Juntar uma boa banda-base, chamar todo e qualquer tipo de colaboração… do pop banal ao artista-bem-louco que quase ninguém conhece… e fazer um disco inspirado em, como o título diz, baladas de piratas e canções do mar.
O produtor Hal Willner ficou responsável por esta empreitada (ele tem lançados bons álbuns temáticos como o disco em homenagem ao Kurt Weill e o tributo bizonho aos clássicos Disney). Chamou Bill Frisell, que por sua vez chamou a excelente Akron Family, o eclético tecladista Wayne Horvitz (Naked City, Elliot Sharp, Bobby Previte) e o violinista e compositor Eyvind Kang, pra formarem a banda de apoio pro disco junto com outras colaborações adicionais.
E dá-lhe convidados: Nick Cave, David Thomas (Pere Ubu), Bryan Ferry, Baby Gramps, Richard Thompson, Rufus Wainwright só pra citar alguns (são dezenas de colaborações). Tem até Sting e Bono Vox que, acredite, não fazem feio. Ouça o sample abaixo pra ver que tenho razão: é a música que Sting canta.
O som é, claro, fortemente influenciado por canções folk irlandesas, britânicas e escocêsas, principalmente nas linhas vocais, mas tudo é reinterpretado e aí que o disco se transforma em algo especial.
Claro que podia dar bem errado, mas não deu. Virou um disco duplo com nada menos que 43 músicas no total, em sua maioria curtas e eficientes.
A idéia partiu do diretor de Piratas do Caribe e do Johnny Depp… mas esqueça qualquer relação com Hollywood e suas produções descartáveis. O disco é uma delícia de escutar e não foi feito para as massas.
Dizem que o disco “físico” é bem legal, numa edição caprichada, bem apresentada. Eu não vi (ainda).
música pra ouvir: Sting Blood Red Roses
Roger : Cara, esse disco tá rolando no meu iTunes a semana inteira. Incrível. Fiquei impressionado com esse Baby Gramps, de quem nunca tinha ouvido falar. O AMG também não esclarece muita coisa sobre ele. Mas a voz do cara é foda, ele usa alguma daquelas técnicas polifônicas da moçada de Tuva ou é impressão minha?
Joanne : Isso parece-me interessante… mesmo! Principalmente por ter o Bono na lista!;P (E é “Bono”, não “Bono Vox”… Mas isso vai ao critério de cada um!) Gostava de ver o trabalho dele nesse tal: “Rogue’s Gallery”. Espero por mais notícias! bjos