Postagens com o marcador classical

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58 reproduções

boa faixa deste excelente album pra quem gosta de música erudita contemporânea.

“Mnemosyne”, faixa-título do 1º álbum do quinteto novaiorquino Ljova and the Kontraband. As imagens do vídeo vem do filme russo “4”, de Ilya Khrjanovsky.

Mais info: www.ljova.com/mnemosyne

Charanjit Singh - Ten Ragas to a Disco Beat, 2010
Reedição de uma pérola obscura de 1982, de autoria de um músico veterano de Bollywood que resolveu gravar versões eletrônicas de alguns ragas tradicionais. O resultado, segundo quem entende do gênero, antecipava em uns 3 anos o surgimento da acid house em Chicago…
Baixe aqui.
Saiba mais sobre o sr. Singh aqui.

Charanjit Singh - Ten Ragas to a Disco Beat, 2010

Reedição de uma pérola obscura de 1982, de autoria de um músico veterano de Bollywood que resolveu gravar versões eletrônicas de alguns ragas tradicionais. O resultado, segundo quem entende do gênero, antecipava em uns 3 anos o surgimento da acid house em Chicago…

Baixe aqui.

Saiba mais sobre o sr. Singh aqui.

Alex Ross, The Rest is Noise: Listening the Twentieth Century (PDF-E_pub-Kindle) (via Solo Boulez)
baixe o livro de Ross sobre a música contemporânea do século XX (em inglês).

Alex Ross, The Rest is Noise: Listening the Twentieth Century (PDF-E_pub-Kindle) (via Solo Boulez)
baixe o livro de Ross sobre a música contemporânea do século XX (em inglês).

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20 reproduções

Max Richter - Infra, 2010
★★★★

Max Richter é um compositor, pianista e produtor alemão. Aluno de Luciano Berio, tocou a música de Arvo Pärt, Brian Eno, Philip Glass, Julia Wolfe e Steve Reich antes de começar a compor.

Se envolveu em várias produções e trilhas sonoras como o premiado Waltz with Bashir.

Este novo disco, quinto álbum solo da sua carreira, pode não ser tão bom quanto o antecessor 24 Postcards In Full Color, indicado aqui no Aporias como um dos melhores de 2008, mas ainda assim um ótimo exemplo da sua excelente música.

Site Oficial | Myspace

Show na íntegra de Mike Patton na Holanda, interpretando Laborintus II, peça do compositor italiano Luciano Berio (e que nada tem a ver com o projeto Mondo Cane). O blog stubbadub também disponibilizou a apresentação para download.

visualização da Great Fugue, opus 133, de Ludwig van Beethoven
Beethoven, Great Fugue, op. 133, string quartet

um ótimo guia (em inglês) sobre a música de um dos melhores compositores eruditos do último século. suas principais composições, com alguns samples para escutar:A Young Person’s Guide to Edgard Varese (1883 – 1965)

um ótimo guia (em inglês) sobre a música de um dos melhores compositores eruditos do último século. suas principais composições, com alguns samples para escutar:
A Young Person’s Guide to Edgard Varese (1883 – 1965)

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15 reproduções

inefficiente:

Julia Wolfe: LAD (for nine bagpipes), pt. 2
Dark Full Ride: Music in Multiples

Drone com 9 bagpipes; Julia Wolfe, integrante e fundadora do Bang on a Can

uma das grandes obras da música erudita, com grande apelo pra quem não a conhece.
esta versão, regida por André Previn, é uma das melhores interpretações da obra de Sergei Prokofiev.
obrigatório pra quem gosta de música clássica. altamente recomendado para iniciantes ou crianças.

baixe em FLAC: Peter and the Wolf; Benjamin Britten - A Young Person’s Guide to the Orchestra (FLAC), 1936.belíssimo.

da wikipedia: Em Pedro e o Lobo é utilizada uma Orquestra Sinfônica completa em que cada personagem é representado por um instrumento ou naipe da orquestra e possui um tema musical ou leitmotiv:
Pedro: Cordas;
O Pássaro: Flauta;
O Pato: Oboé;
O Gato: Clarinete;
O Avô: Fagote;
O Lobo: Três Trompas;
Os Caçadores: o tema é introduzido pelas Madeiras e os disparos são representados pelos Tímpanos e pelo Bumbo.

uma das grandes obras da música erudita, com grande apelo pra quem não a conhece.
esta versão, regida por André Previn, é uma das melhores interpretações da obra de Sergei Prokofiev.
obrigatório pra quem gosta de música clássica. altamente recomendado para iniciantes ou crianças.

baixe em FLAC: Peter and the Wolf; Benjamin Britten - A Young Person’s Guide to the Orchestra (FLAC), 1936.
belíssimo.

da wikipedia: Em Pedro e o Lobo é utilizada uma Orquestra Sinfônica completa em que cada personagem é representado por um instrumento ou naipe da orquestra e possui um tema musical ou leitmotiv:
Pedro: Cordas;
O Pássaro: Flauta;
O Pato: Oboé;
O Gato: Clarinete;
O Avô: Fagote;
O Lobo: Três Trompas;
Os Caçadores: o tema é introduzido pelas Madeiras e os disparos são representados pelos Tímpanos e pelo Bumbo.

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10 reproduções

Mark Feldman: Music For Violin Alone, 1995

★★★★★

É muito difícil falar de determinados artistas. Ao escrever sobre alguém você automaticamente está fazendo uma escolha, o que significa que está deixando de lado uma série de informações pertinentes, importantes… em função do tempo, do espaço, do seu mood, etc

E porque falar do Zezinho se eu poderia estar falando do Huguinho?

Escrever aqui sobre Mark Feldman foi escolhido ao acaso. É o que está tocando agora na minha vitrola digital. Possivelmente seu melhor disco.

Mas como ser breve ao comentar a história de um violinista que começou na década de 80 e fez shows ou gravou em algumas centenas de discos de artistas dos mais variados estilos como Pharaoah Sanders, John Abercrombie, Uri Caine, Dave Douglas, John Zorn, Sylvie Courvosier, Michael Brecker, Joe Lovano, Bill Frisell, Bobby Previte, Don Byron, Johnny Cash, Willie Nelson, They Might Be Giants… até Jimmy Swaggert?!

A lista de colaborações é gigantesca, mas compondo como líder de algum projeto, por enquanto, ele lançou apenas oito álbuns e este Music for Violin Alone é o primeiro deles, de 1995.

O que já pode ser notado de pouco usual logo de cara é a dica que o título dá: apenas um único violino. Sozinho, sem overdubs, nada. Tipo como se o cara tivesse em casa, à vontade, com o REC do aparelho da sala ligado.

São 11 faixas que não te fazem, em momento algum, sentir falta de outro instrumento. Feldman tem um domínio absoluto do seu instrumento. É de um ecletismo ímpar, tanto nas composições tipo clássico contemporâneo vs. avant-garde, como na interpretação.

O arco do violinho vira quase uma segunda voz, de tantas texturas, cores e nuances que ele consegue produzir: vai de glissandos delicados a “serras metálicas” dramáticas; com controle e elegância.

De novo, eu poderia ficar horas escrevendo e falando sobre esse cara; mas acho melhor parar por aqui. A nota lá em cima e o preview aqui em baixo (a segunda faixa, Jet, de quase 9 minutos) falam por si.

Site oficial

música pra ouvir: Jet

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5 reproduções

The Science Group: Spoors, 2004

★★★★½

The Science Group foi fundado em 1997 na França e, guardadas as proporções, poderíamos encarar como uma continuação do som do super-grupo inglês de avant-prog Henry Cow.

Não por acaso a comparação: o percussionista, baterista, compositor, letrista e teórico musical Chris Cluter toca nas duas bandas. O sócio-fundador do Cow, guitarrista Fred Frith, participa do primeiro do Science Group também. E, claro, o som: uma combinação de avant-prog com jazz, clássico, experimental, eletrônico, ambient, RIO, avant-garde, e o que mais aparecer tem muito do clima da banda inglesa.

Chris Cluter parece viver numa realidade paralela. Ao menos temporalmente falando: é impressionante a quantidade de projetos que o cara se envolve: Slapp Happy, Art Bears, Aksak Maboul, Cassiber, News From Babel, David Thomas and The Pedestrians, Peter Blegvad, Pere Ubu, Zeena Parkins, The Residents, Lindsay Cooper, Gong, fora os discos solos (3, por enquanto), livros, participação em filmes, etc.

Americano nascido em 1947, cresceu na Inglaterra e nunca estudou música. Em 1971 foi convidado a substituir o baterista da banda Henry Cow… e aí que toda a história do cara começa.

Foi com Fred Frith e Tim Hodgkinson que, no final dos anos 70, ele fundou o Rock In Opposion (RIO), um movimento/coletivo de bandas unidas em oposição à industria músical. O festival que iniciou o movimento tinha como slogan “The music the record companies don’t want you to hear” (A música que as gravadoras não querem que você ouça) e dele fizeram parte, além do Henry Cow: Stormy Six, Samla Mammas Manna, Univers Zero e Etron Fou Leloubla. Só coisa fina. :)

De lá pra cá RIO virou sinônimo de avant-garde progressive rock (avant-prog, pra encurtar) ou rock experimental.

Essa galera toda merece alguns vários posts no Aporias (Marcio Nigro, inclusive, já escreveu aqui no blog sobre bandas que se encaixam no gênero: Magma e Alammailman Vasarat), mas foquemos no The Science Group.

Viagem no tempo para 1996. Chris Cutler propõe ao amigo Stevan Tickmayer (compositor contemporâneo erudito e tecladista) gravar um disco usando seus textos sobre ciência que ele vinha desenvolvendo desde 1992. Era o começo do Science Group. A dupla então chamou alguns convidados especialíssimos pra colaborar: Fred Frith (resenha aqui), Claudio Puntin (clarinete), Amy Denio (voz), Bob Drake (do Thinking Plague, baixo, guitarra, percussão).

Em 1999 lançam o A Mere Coincidence pelo selo inglês Recommended Records (do próprio Cutler).

Em 2003, parte desse grupo - Cutler, Tickmayer, Drake junto com o guitarrista e compositor Mike Johnson, fundador do Thinking Plague - lança o instrumental Spoors.

As vozes, pra quem não gostou delas no primeiro disco, não estão presentes, o que, de certa maneira, poderia dar um ar mais acessível ao disco. Mas não: aqui o som é menos rock, mais erudito, com uma levada dark e obliqua e que até se arrisca, em alguns momentos, a incluir elementos e instrumentos eletrônicos na orquestração.

O disco de 15 faixas é dividido em 4 “suites”: Timelines (temas mais velozes, matemáticos e complexos), New Indents (temas mais soltos, experimentais, em levadas dissonantes quando não atonais, onde as teclas tem maior importância), Bagatelles (mais pesado, meio circense, cujas cordas aparecem mais) e Old and News Paths (bem avant-prog, rock, esquisito, lembrando, em vários momentos, o trabalho erudito do Zappa).

Brilhante.

Chris Cutler oficial

Chris Cutler wiki

Tickmayer

RIO wiki

música pra ouvir: Old And New Paths: Discrete Networks

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6 reproduções

Louis Andriessen: De Stijl; M Is for Man, Music, Mozart, 1994

por Lulu Camargo

★★★★★

Teve um tempo em que compositor minimalista que se prezasse trabalhava em colaboração com Robert Wilson e Peter Greenaway. Foi assim com o Phillip Glass (Einstein on the Beach), ou Michael Nyman (as trilhas dos filmes do Peter Greenaway).

Pois o Louis Andriessen é um danado: trabalhou com ambos.

Minimalista europeu, mais especificamente holandês, mais especificamente de Amsterdam (ô tentação de cidade!), consegue sair da tendência meio new age dos seus colegas norte-americanos, jogando deliberadamente fora todo o improviso e as texturas climáticas.

O lance aqui é fazer música da forma mais racional e direta possível. Tipo assim, como já indica a capa do CD, um Mondrian sonoro.

Tive o prazer de assistir umas palestras com ele. Quando perguntado por que não escrevia para a formação orquestral tradicional respondeu: “primeiro por que as orquestras geralmente não gostam de tocar a minha música; e além disso, a orquestra tradicional não tem baixo elétrico!”

Louis Andriessen no Wikipedia

música pra ouvir: De Stijl

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10 reproduções

Uakti: Trilobyte, 1996

★★★★½

Recentemente, por causa de um trabalho no qual estive enfurnado por meses, comentei com diferentes pessoas sobre o Uakti e qual foi a minha surpresa ao descobrir, quase 100% das vezes, que não se conhecia a música desse grupo mineiro.

Po, triste saber que um grupo de tamanha qualidade, criatividade e importância não foi assimiliado pelos seus conterrâneos. Me sinto na obrigação de falar dele neste espaço.

Uakti é uma oficina instrumental. Marco Antônio Guimarães, fundador, maestro e diretor artístico do grupo, começou em 1978 a criar seus próprios instrumentos, influenciado pelo seu mestre Smetak (o homem, o mito).

Vinte e nove anos depois, com 10 CDs lançados no Brasil e no exterior e tendo trabalhado com artistas como Philip Glass, Paul Simin, Milton Nascimento, Manhattan Transfer, Grupo Corpo, Naná Vasconcelos e muitos outros, o Uakti continua tendo um papel importantíssimo na música instrumental brasileira.

Aerofones, Electromecânicos, Idiofones, Membranofones e Cordofones: os instrumentos construídos com materiais do cotidiano como tubos de PVC, vidros, borracha, acrílico, água, panelas, latinhas, garrafões, adquirem uma sonoridade única e muito particular.

Uakti

Escolher um disco pra destacar aqui é um desafio. Apesar de acreditar que a obra do grupo seja heterogênea e contenha alguns álbuns pouco inspirados (na minha opinião… veja só), existem ótimos discos - assinados tanto como Uakti como apenas pelo lider do grupo (Marco Antônio fez trilhas sonoras como Lavoura Arcaica e esta que deve ser lançada em breve, d’A Pedra do Reino).

Então segui meu coração: a música Arrumação é uma das suas mais perfeitas composições e gravações, daquelas de ouvir dezenas de vezes sem se cansar e ainda descobrir novos detalhes e nuances. Sua sensibilidade e delicadeza são absolutamente singulares. Tanto na performance quanto na criação musical.

Trilobita, o nome que o instrumento empresta ao disco, tem um som de destaque nessa faixa. Tocada com os dedos - quase como se fossem tablas - o Trilobita é formado por tambores que, por sua vez, nada mais são que tubos de PVC com pele de cabra esticada em uma das suas extremidades.

Seus shows são um capítulo à parte, já que neles temos a oportunidade de ver todas essas incríveis (e belas) criações instrumentais (Aqualung é uma das minhas prediletas: um filete d’água é que produz o som, amplificado por 2 tubos), além da performance dos excelentes músicos Paulo Santos, Artur Andrés e Décio Ramos.

Site Oficial

Uakti instrumentos

música pra ouvir: Arrumação

comentários originais

Antonio Brandao Junior 16/05/2009 às 6:17 pm Oi Carlos, parabéns pela iniciativa. Vejo que você tem bom gosto musical. Também, como você, fico decepcionado com o fato de o trabalho do Uakti não ser tão conhecido no Brasil e principalmente em Minas. Talvez seja por causa da alienação cultural em que nosso povo está “doentemente” mergulhado. Desejo-lhe sucesso pelo espaço e que esse trabalho maravilhoso do Uakti, possa ser mais conhecido em nosso pais. Valeu, grande abraço.

Álvaro Manhães 25/11/2007 às 9:56 am Olá! Sou músico e professor e estou encantado com este trabalho. Por curiosidade comecei a utilizar experimentalmente seguindo uma publicação da revista nova escola e obtive um resultado fantastico. Gostaria de saber mais e ter acesso as variações por sobre idiofones e tudo que possível e de fácil implementação no trabalho de musicalização infantil. Trabalho atualmente com crianças de 9 a 16 anos do PETI (PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL)de quissamã no RJ e procuro inserir junto a musicalização o senso de preservação e outros ganhos para humanidade. Desde ja agradeço qualquer colaboração no sentido de me fornecer mais informações e modelos de instrumentos para implantar no meu trabalho. E prometo dar os devidos créditos aos seus idealizadores. Muitíssimo obrigado.

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10 reproduções

Quincy Jones: In Cold Blood, 1967

★★★★½

In Cold Blood, baseado no livro de mesmo nome de Truman Capote, foi o primeiro filme comercial a usar a palavra “shit”.

Quincy Jones foi o cara que arranjou e produziu o disco de maior sucesso da história da música pop.

Jones fez grandes trilhas sonoras, várias delas bem conhecidas como, por exemplo, a Cor Púrpura mas, por alguma razão, esse excelente thriller [com o perdão do trocadilho] foi meio esquecido. Talvez por não ser muito o que se espera mais dele (e que faz divinamente bem): música black, funk, soul. Ou talvez porque esqueceram mesmo… Por isso tô aqui pra lembrar.

Nem consegui descobrir se foi lançado em CD, o que seria lamentável. Em todo caso, uma cópia digital de vinil roda por aí na internet. Meio difícil de conseguir, mas vale a pena.

música pra ouvir: In Cold Blood