banda alemã + vampiros + clichês Disco + 70’s
este disco podia ser um horror.
e é.
justamente tá aí a graça.
vale a pena baixar no link abaixo e escutar, nem que seja pra xingar este site depois.
destaque especial para a Soul Dracula, que você pode ver o incrível clipe aqui.
Frank Zappa / Captain Beefheart - “I’m A Band Leader”
I’m a band leader. not only can I drink a whole lot, but I play 23 different instruments , too and I don’t even know how to read music. self-taught, you know. couldnt tell it, though, to hear me play. when I play and sway in rhythm to the catchy little tunes that I know for five miles around get hot pants for me, hotcha!
Last night was pretty good for a wednesday. we got ten requests for, we got bill bailey, and we played them all and we got seven people came up for the twist contest. I gave away a box with two small bottles of champagne imported from europe (heh) and kissed the girl who won and shook hands with the guy she was with. he didnt mind when I kissed her because I’m important.
We have a new routine. been working on it for three weeks or more. I pretend I’m a queer and the sax player pretends he’s a queer, too, and later on in the show, (thisll kill ya) we kiss each other so that it looks to the audience like we kiss each other on the mouth. (heh). when we go… into a fast number, god, the people love it! wait… till… we… get to las vegas!
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★★★½
Tremendo mau humor? Puto(a)? Chateado(a)? Triste? Seu papagaio de estimação se matou?
Não tema!
Musique Idiote é uma gabola homenagem aos temas previsíveis e estólidos, criados eletronicamente pelo compositor francês de trilhas sonoras Roger Roger, também conhecido como Cecil Leuter.
São 16 temas simples e pacóvios, tocados em moog, que exploram linhas… ermm… idiotas.
E, bem, eu me sinto um idiota tentando descrever algo tão básico e bolônio. E jocoso. Quiçá basbaque.
Então, ouça o asonsado exemplo abaixo. Dá pra achar esse disco e outros do cara numa procura rápida no Google. Vale a pena, nem que seja pra matar sua curiosidade marota. Ou pra divertir uma criança. Ou um cachorro. Ou um papagaio suicida.
música pra ouvir: Duetto
André Ganzelevitch 14/10/2008 às 9:31 am Sobre sua descrição da “musique idiote” dei muitas risadas. Concordo que se trata de sum bolônio, pacóvio, jocoso e basbaque. Quem sabe acrescentariamos, além disso tudo, outros adjetivos classificatórios como parvo, estulto, néscio, energúmeno, tolo, lerdo, leso e palerma.
Roger Marmo 02/09/2008 às 1:46 am Eu juro que não tenho nada a ver com esse disco. Se bem que eu até que gostaria…
Lulu 01/09/2008 às 11:55 am Omessa!
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por Marcio Nigro
★★★★★
Johann Sebastian Mastropiero é, provavelmente, o compositor fictício mais criativo de todos os tempos. Não conhece? Mas do Les Luthiers você certamente já ouviu falar? Não? Isso talvez se deva ao fato de que você fala português em vez de espanhol.
Criado em 1967, na capital argentina, o Les Luthiers é conjunto musical humorístico mais inventivo e ativo de todos os tempos. Aliás, é um dos fenômenos musicais mais indefiníveis que conheço, o que justifica sua aparição aqui no Aporias .
Durante seus 40 anos de existência, esse quinteto (que começou hepteto, depois sexteto) satirizou diversos estilos: da guarânia ao rock, do tango ao brega, da ópera à bossa nova, em turnês mundiais pelos países de língua hispânica e inclusive os EUA e o Brasil (em 1977 e 1980), com espetáculos em inglês e português, respectivamente.
O que atrai milhares de pessoas aos seus espetáculos não é apenas o fato de serem cantores, multi-instrumentista e compositores incrivelmente habilidosos e geniais. E nem somente a facilidade com que transitam entre o humor ultra sofisticado e o puro pastelão sem perder a classe e o hilariante humor. Mas também o fato de tocarem dezenas de instrumentos informais que foram concebidos por eles próprios (eles contam com um luthier que se dedica exclusivamente a isso).
Afinal, onde mais você verá — e ouvirá — um Latín, um violino feito com lata de presunto? Ou quem sabe o Tubófano Silicônico Cromático, uma espécie de flauta pan construída com tubos de ensaio? Ou ainda o Dactilófano (ou Máquina de Tocar) uma máquina de escrever misturada com xilofone? A cada novo espetáculo do Les Luthiers, um novo instrumento é apresentado, causando delírio na platéia que pode ver ao vivo de onde vem os sons que em seus apenas oito álbum é difícil identificar. Impossível não ficar admirado com um Baixo Barríltono (um baixo acústico feito com um grande barril de madeira deslizante com um músico dentro) ou uma Mandocleta (uma mistura de bicicleta e mandolina) , por exemplo.
Pessoalmente, nunca pude ver o show com meu corpo presente, mas felizmente o grupo já lançou vários DVDs com apresentações de diferentes épocas. Recomendo começar pelo DVD Mastropiero que Nunca, de 1979, que traz o Les Luthiers no ápice, quando ainda era um sexteto. Só para ter uma idéia, em um dos número o excelente pianista Carlos Nunes tem acoplado ao instrumento um espelho retrovisor para ver os demais integrantes à suas costas. Maravilhoso!
E por falar em Mastropiero, é impossível falar em Les Luthiers sem falar em Johann Sebastian Mastropiero, o músico imaginário que é “compositor” de boa parte das obras do conjunto. E para se inciar nas obras de Mastropiero nada melhor do que falar do primeiro álbum do Les Luthiers, Sonamos, Pese a Todo.
Difícil dizer se o disco de estréia é o melhor, mas certamente é o lugar certo pra começar a entender o conjunto. Primeiro porque, logo de saída, são apresentado alguns dos instrumentos informais.
Segundo, dois dos maiores clássicos do Les Luthiers encontram-se nesse álbum. A faixa Concerto Grosso alla Rústica é um primor na união de sofisticação musical, misturando uma orquestras de câmera e um conjunto de música andina com maestria. Nela não há uma piada explícita, o que a torna ainda mais fenomenal, pois só a beleza da composição é suficiente [clique no play deste post]
Já o Teorema de Thales musicado é completamente improvável e imperdível.
Qualquer CD do Les Luthiers vale a pena e é difícil dizer qual é meu favorito. Provavelmente os dois gravados ao vivo: Mastropiero que Nunca (1979) e Hacen Muchas Gracias de Nada (1980, com o clássica La Gajina Dijo Eureka), pois são geniais do começo ao fim.
Agora, talvez seja mais fácil encontrar as músicas a granel. Por isso, para os interessados, aqui vão os melhores momentos de cada álbum que pode ajudar a ir direto ao ponto:
Cantata Laxatón (1972) Bolero Matropiero Pieza en forma de Tango Vals del Segundo
Vol. 3 (1973) Voglio Entrare per la Finestra La Bossa Nostra Romanza Escocesa sin Palabras
Vol. 4 (1976) Teresa y El Oso Mi Aventura por la India Serena Mariacchi
Vol. 7 (1983) Homeje a Huesito Williams
Cardoso en Gulevandia (1991) Una Canción Regia Sólo Necessitamos Añoralgias
É claro que ajuda muito entender espanhol para se apaixonar pelo Les Luthiers. Muitas faixas começam com uma nota explicativa — narrada pela voz bombástica de Marcos Mundstock — sobre o contexto da música na obra de Mastropiero. Além disso, tantos nos álbuns de estúdio como principalmente nos dois ao vivo, existem muitos quadros e histórias musicadas. Sem a compreensão do idioma, muito se perde.
A boa notícia é que os DVDs trazem a opção de legenda em português, o que é bom inclusive pra quem conhece melhor o idioma, pois há muitos trocadilhos e coisas do gênero. Por outro lado, talvez seja missão impossível encontrá-los aqui no Brasil. O jeito é comprar on-line ou pedir para algum amigo que esteja indo pra Buenos Aires comprar.
Enfim, se vira.
Wikipedia (espanhol)
música pra ouvir: Concerto Grosso alla Rústica
fernando 25/06/2010 às 11:03 pm Tive a grande ventura de assistir a um espectaculo deste conjunto em Cordoba, ESpanha, em 1997 (98 talvez) e foi simplesmente espetacular
Vera Coutinho 22/03/2010 às 1:29 pm Eu tive o privilégio de assisti-los na década de 70, período muito triste para a Argentina e podem acreditar: eles deixam a platéia sem fôlego. São incomparáveis.
Lulu 26/11/2007 às 11:04 am Cantata Laxatón é um álbum fundamental. Normaliza e estimula el tono intestinal.
Carlos Bêla 23/11/2007 às 2:29 am Johann Sebastian Mastropiero nunca morrerá! esses caras são geniais. grande resenha!

★★★½
Jaymz Lennfield, Grg Hammettson, Kliff McBurtney e Ringo Larz lançaram seu primeiro demo online em 2001, A Garage Dayz Nite com 7 faixas, entre elas Everybody’s Got A Ticket To Ride Except For Me And My Lightning e …And Justice For All My Loving.
Em 2004 veio outro: Beatallica, ou The Gray Album (deu pra sacar? White Album dos Beatles e Black Album do Metallica misturados? hã? hein?) com faixas como Blackened the USSR e a incrível Hey Dude.
Mas agora em 2007 finalmente a banda lança um disco “de verdade”. Sucesso total.
Tá, sim, tudo isso é uma grande bobeira. Mais uma banda pegando sucessos de algum(ns) grupo(s) clássico(s) e misturando com outros elementos, tipo Dread Zeppelin ou Richard Cheese (só pra citar aguns). Mas os caras mandam muito bem na proposta Beatles + Metallica.
É incrível como o vocalista imita com absoluta perfeição os tiques do ogro James Hetfield. E o que acho mais interessante: as misturas entre as músicas das duas bandas originais são muito bem sacadas.
Simplificando, o som é como se o Metallica lançasse um disco de cover dos Beatles. Mas, a brincadeira é mais interessante porque eles incluem inúmeros elementos musicais do quarteto “metaleiro” no meio. Nunca uma música dos ingleses é tocada de forma literal. We can work it out é arranjada de maneira a integrar a Hit the lights, por exemplo. No remorse se mistura com No reply, e por aí vai.
As letras também são reinterpretadas e misturadas, como o próprio nome do disco da a entender.
I’m the Sandman-with a metal beat And I think that-Dokken’z fuckin’ weak I want you to bang-right in the street And if you sleepwalk-destroy and seek SANDMAN!
Beatallica tem presença garantida nas varadas de noite no trabalho desde 2002! Testado e aprovado, preferencialmente com a companhia de latas de cerveja :)
Carlos Bêla 16/09/2007 às 7:33 pm Fala Luiz Concordo com você e também prefiro as 2 demos a esse disco… mas optei pelo último por ser o primeiro oficial e mais recente. Valeu!
Luiz Felipe 16/09/2007 às 1:46 pm Muito melhor do que o próprio Metallica \m/ mais ainda prefiro as duas “demos” anteriores do que este CD novo.
riga 14/07/2007 às 5:12 pm crasse!crasse! e aproveitando o comentário…chique no útero o player “slick”
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★★★½
Vi outro dia no ótimo blog Polaroid Rainbow um post sobre o Queen, meio que se desculpando e ao mesmo tempo homenageando a banda.
Nunca morri de amores por eles. Eu era, na época que conheci a banda - meados dos 80’s - mais da turma que curtia um som mais cru como Kiss e AC/DC ou eletrônico como Kraftwerk. Mas não há como negar a importância e a qualidade do quarteto liderado pelo Bigode. Ainda assim, gosto é gosto.
Mas o tal post me fez lembrar de uma coletânea-tributo lançada em 2002 pelo selo Three One G: Dynamite With A Laserbeam. O sub-título do disco já explica bem a sua proposta: “Queen como se ouvido através de um moedor de carne”
Se você gosta de barulho, esse disco é pra você. São 16 músicas, que variam em duração de 56 segundos a pouco mais de 5 minutos. Ou seja, acaba sendo um disco curto - que não enjôa.
As interpretações de algumas faixas são incríveis (no sentido mais literal possível). Acaba sendo legal pra conhecer bandas boas (e bem mais ecléticas do que podem parecer) como o excelente Upsilon Acrux, o Asterisk, o Locust… além dos mestres Melt Banana.
A desconstrução musical é quase constante nas interpretações, o que, em alguns casos, resulta em boas versões como a Another One Bites The Dust (The Get Hustle) e Vultan’s Theme (The Spacewürm) Versões mais lineares também aparecem pra dar uma quebrada na loucura, como a We Are The Champions (Das Oath), bem menos melosa e chata (sorry, não aguento essa música) que a original.
Há também rock industriais como a versão pra Who Needs You do Sinking Body ou a Lilly Of The Valley pelo Bastard Noise (o nome da banda traduz muito bem o som… barulho máximo sem nenhum controle). Outras mais psicodélicas como o Gogogo Airheart tocando Death On Two Legs ou uma meio Sonic Youth sem guitarras da The Fairy Feller’s Master Stroke pelo Glass Candy.
Os destaques ficam pra já citada banda Upsilon Acrux, tocando uma versão surreal de Bicycle Race - pela originalidade na interpretação e reconstrução da música - e pra última faixa do disco, tocada pela banda de mais nome entre as 16 do tributo, os japoneses do Melt Banana, interpretando a We Will Rock You meio low-tech com scratches na guitarra. Só faltou, pra mim, ter outra banda importante e significativa da “área”, o Orthrelm… ou mesmo os caras do Arab On Radar. Ambos já gravaram por este selo. Pena.
Por serem estilos completamente diferentes (o do Queen e o dessas bandas), o resultado são músicas curiosas, meio pop meio noise, meio desconjuntado meio engraçado.
Você pode achar um sacrilégio com o Bigode e sua trupe… mas, como eu disse lá em cima, gosto é gosto! :)
PS: falando em sacrilégio com o Queen - nada a ver com esse disco - você já viu o clipe da versão do Electric Six pra Radio Ga Ga? Poucas vezes ri tanto com um clipe. Veja aqui.
editado em 09.02.07: retirado informação errada sobre a banda Asterisk
música pra ouvir: Bicycle Race
samuca 12/02/2007 às 2:20 pm Fala Bêla, vim aqui dá um bizu no teu brógue e tu tá me falando em Dancing Queen, carái? hahaha Abraço, man! Samuca
Carlos Bêla 09/02/2007 às 2:15 pm Nelson, Você está certo. Eu tinha confundido Asterisk com Asva, essa sim com o Trey Spruance. Valeu pelo toque! Abraço
Nelson Endebo 09/02/2007 às 11:17 am Carlos, um comentário: o Asterisk é uma banda sueca de grindcore, e, até onde eu sei, a única relação deles com o Trey Spruance é uma resenha de autoria dele na página da Mimicry. De resto, o álbum é mesmo incrível. Valeu pelo bom trabalho, abraço!
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★★★★½
Pegue uma garota meiga de ascendência oriental. Adicione pitadas adicionais de fofura tipo Hello Kitty e Minnie Mouse. Ensine a ela instrumentos como cítara elétrica, pianos de brinquedo, acordeons de plástico, theremin e ukelele.
Agora dê a ela uma bexiga de hélio e peça pra ingerir o gás e cantar. Bata no liquidificador influências ecléticas e desconjuntadas, um pouco de Hawaii, Bollywood, psicodelismo, valsa e algumas coisas estranhas e obscuras que nem nome têm.
Aqueça tudo em fogo brando (para misturar melhor), chame Les Claypool pra produzir o álbum e tocar instrumentos.
Servir imediatamente.
Já aviso: ouça primeiro aqui uma música, porque a voz da Gabby La La é do esquema “ame-ou-odeie” de tão peculiar.
Se você gostou, continuemos com adjetivos: excêntrico, curioso, peculiar, idiossincrático, bem-humorado, lépido, leve, colorido, descompromissado, intrigante, bizarro e patusco.
É pop e estranho ao mesmo tempo.
Pelas definições acima, dá pra perceber que eu ainda não consegui descrever bem o que ela faz. Só sei que esse disco é muito divertido.
Gabby é uma multi-instrumentista de estilo singular. Começou a tocar piano aos 5 anos de idade, passou pra guitarra aos 12, cítara aos 13 com o mestre Ali Akbar Khan (famoso e premiado músico indiano, cunhado de Ravi Shankar, participou do clássico Concert for Bangladesh de George Harrison e ensina cítara nos EUA desde 1965, tendo criado uma escola de música em Berkley) e, aos 15, ao ver um show do Primus (do próprio Les Claypool), decidiu levar a música à sério.
Depois de colaborar timidamente com 2 projetos de Claypool, Be Careful What You Wish For foi lançado pelo seu selo Prawn Song e trás, fora um cover de Roy Orbison, apenas músicas compostas por La La.
Certamente não é um disco para qualquer um mas, se você gostou da faixa aqui, já é meio caminho andado.
Ótimo álbum pra se escutar naqueles dias de mal-humor :P
música pra ouvir: Be Careful What You Wish For ‘Cause It Might Come True
Luiza R. 20/02/2007 às 11:18 am Para começo de conversa: adorei. Mas de certa forma, eu sou apaixonada pelas Petty Bookas e pela Joanna, então no meio da coisa virou uma mistura, mas eu achei divertidíssimo. baixarei.
Carlos Bêla 01/02/2007 às 8:00 pm hahahah fala foncati não consegui achar informação que confirmasse a presença do Larry LaLonde, vc achou? só pra clarificar… o figura vestido de galinha que aparece em algumas fotos com ela é o próprio Les Claypool. Buckethead usa uma máscara branca e um balde do KFC na cabeça resumindo: gente muito normal…
Foncati 01/02/2007 às 7:23 pm totalmente passado. Mr. Buckethead.
Foncati 01/02/2007 às 7:17 pm esquece. o Sr. Frango Frito Na Cabeça é Les Claypool mesmo
Foncati 01/02/2007 às 6:53 pm viciei na japa! acho que o Larry LaLonde participa tb. inclusive, no site dela tem uma foto com o figura vestido num personagem que ele costuma apresentar (não sei o nome), com uma embalagem de frango frito na cabeça e uma máscara. no MySpace dela tem um vídeo que rola Pump Up The Jam de improviso imprevísível no meio de um solo de cítara. essa não é daqui, nem de longe.
val bonna 30/01/2007 às 6:23 pm esse disco eu ouvi na época do lançamento. deveras curioso, vou dar uma reouvida!
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★★★★★
Mais um disco 5 estrelas vermelhas. Daqueles que considero incríveis, mais que nota 5, pra levar pra uma ilha deserta. Petáculo.
O primeiro dessa categoria comentado aqui foi o do Silkworm. Agora é a vez do Ween.
Manja aquelas bandas que você gosta tanto que fica difícil ser imparcial? Bem, vou tentar, na medida do possível, ser pouco passional. Se não conseguir, pena! Afinal, esse site nunca se propôs a ser um exemplo de imparcialidade. Não foi à toa a escolha do nome Aporias.
Numa época não muito distante, nesta mesma galáxia que você se encontra, existia uma emissora de TV muito divertida, musical. Ela tocava clipes quase que 24 horas por dia e era o tipo de programação que dava pra deixar o televisor ligado o tempo todo, quase como uma rádio com imagens. Talvez você não tenha a mínima idéia do que estou falando ou está mesmo pensando “nossa, que legal! como nunca ninguém pensou nisso antes?”. Não, meu amigo, eu não estou falando do YouTube. E sim da MTV. Sério! Aquilo já foi legal, acredita?.
Existia, nessa dita emissora, um programa que mudou a vida de muita gente que conheço, algumas até que frequentam este simpático blog. Não me refiro a programas de plástica ou reforma da sua casa mas a um de música independente chamado Lado B.
Era 1992 e uma quantidade colossal de rock alternativo, independente e divertido chegava aos nossos lares, com a ajuda de imagens “bem loucas” dos videos pré-TV a cabo. Eu e mais centenas de neguinhos, com bombril na antena pra conseguir pegar aquele canal de UHF, conhecíamos bandas como Nirvana, Dinosaur Jr., Jane’s Addiction, Soup Dragons, Beck, Smashing Pumpkins, Belly, Ugly kid Joe (hahaha, foi mal… piadinha!), etc… A era de clipes-fora-de-foco-com-velhos-passando-mal estava apenas começando com Tarsen e seu “Losing My Religion”.
Lá no meio dos clipes do Lado B, uma banda chamava atenção pela bizarrice e originalidade. Tanto visual (o clipe - veja aqui - tinha uma moçada comendo umas coisas estranhas, um baixista bizonho ao lado do vocalista não-tão-normal, dançando de maneira ‘peculiar’) quanto musical (a guitarra tá desafinada de propósito? a voz do cara é essa mesmo? cês tão me zuando né?).
O Ween começava mais como uma piada de amigos do que uma banda que se levava a sério. E, convenhamos, essa característica anti-pop é bem difícil de ser ver por aí.
Os primeiros discos tinham algo de caótico. Experimentalismo, bizarrices, lo-fi, barulheiras, piadas com “minorias sociais”… demência. Tudo organizado de maneira divertida e com boas pitadas de um pop torcido e cínico. Se liga nos títulos de algumas músicas: “Hey Fat Boy (Asshole)”, “Flies on My Dick”, “Touch My Tooter”. O terceiro disco, “Pure Guava”, de 1992 é, pra muita gente, o melhor disco do Ween. Mas ainda trazia esse lado bizarro que, admito, não é pra qualquer um.
Vieram outros discos. E o som foi ficando mais acessível, mais bem gravado… a bateria deixando aos poucos de ser uma eletrônica tosca…. e menos esquisito.
Os dois mais recentes álbuns de estúdio da banda, “White Pepper” de 2000 e “Quebec” de 2003, seus mais vendidos até agora, já mostram músicas mais leves, soltas, bem produzidas, e, em sua maioria, bem acessíveis.
Mas ainda trazem algumas características únicas da banda: o ecletismo (a banda toca de tudo um pouco - do country ao brit-pop, de um hardcore/punk a um latino brega), o sarcasmo, o humor, as pequenas bizarrices sonoras, a diversão. Quando falo de humor aqui não me refiro a paródias ou algo feito pra rir. Eles não são comediantes. São excelentes músicos e compositores.
O que me fez escolher o disco “The Mollusk” pra ser comentado aqui é o fato dele ser um meio termo entre a fase “tosca” e a fase “pop” da banda. Existe um equilíbrio aqui. A produção é muito boa (não mais lo-fi como antes), eles tocam melhor e os temas são pop, mas com um plus a mais. :P
Claro que essas fases que eu cito acima não são absolutas. Não existiu, em determinado momento, uma ruptura. Foi uma evolução no som, constante, mas que, com um distanciamento, é possível identificar elementos diferentes entre essas “fases”.
Há quem diga que eles involuiram, que eles começaram a se levar mais a sério. Eu não acredito em nenhum das afirmações. Chamo isso de maturidade. Acho que o caminho que eles estavam seguindo antes do “Chocolate & Cheese”, de 1994, estava fadado a acabar porque não tinha muito mais como evoluir dentro daquelas bizarrices e não ficar repetitivo.
E, convenhamos, embora extremamente criativo e divertido, eles tinham uma postura mais adolescente que, uma hora ou outra, iria desaparecer. O Ween nunca teve um perfil Rolling Stones ou Ramones ou Kiss de fazer o mesmo som que faziam quando aprenderam a tocar seus instrumentos.
“Polka Dot Tail” é uma polka lenta de letra divertidíssima (“Did you have to dry your eye when you saw that puppy fly?”), “Mutilated Lips” tem um clima sombrio e angustiante, “The Blarney Stone” é um Tom Waits mais bêbado, “It’s Gonna Be (Alright)” lembra um Prince psicodélico, “The Golden Eel” e “Waving My Dick In The Wind” têm um clima dos discos anteriores.
Quase todos seus discos têm um tema instrumental estranho, “Pink Eye (On My Leg)” é o deste. Note o latido de cachorro feito por sintetizadores, enquanto uma linha meio theremin eletrônico se desenvolve. “Ocean Man” é um pop delicioso que virou, recentemente, trilha do Bob Esponja (!).
É uma ótima representação do que o Ween pode ser. E, caso você não conheça, se gostar, possivelmente vai querer explorar melhor ambas as fases da banda.
Bem, acho que consegui ser mais imparcial e não dizer WEEN É DO CARALHO, ARRUMA TODOS OS DISCOS DELES IMEDIATAMENT… uhmm… ops… err… :P
música pra ouvir: Buckingham Green
Gilberto Jr 02/11/2006: Um crítico da Bravo! disse que o novo disco do Caetano, Cê, é totalmente inspirado no Ween. Eu não conhecia, fui conhecer, e é realmente, como disse um certo blogueiro, “DO CARALHO”.
Medina 03/11/200: Ween é foda de bom. ou melhor, FOI foda de bom. eu sou mais um que considera o Pure Guava e o Chocolate and Cheese o ápice da banda / duo. os últimos lançamentos da banda não tem me animado muito. alguns fãs mais xiitas do Ween jogam na minha cara algo do tipo “mas como que você não se empolga com eles hoje em dia??? é o amadurecimento da banda, etc, etc, etc.” podem ter amadurecido sim, mas acho que perderem muitas coisas que eu curtia na banda nesse processo de “amadurecimento”. Ween sempre vai morar no meu coração, mas graças ao passado “retumbante”. abração!
Mari 08/11/2006: Puxa, mto bacana!
Pablo 27/10/2007: Man, nem cheguei ao final do texto, mas resolvi comentar depois do “Aquilo já foi legal, acredita?”… Fantástica definição do atual lixo que é este canal, um “aquilo” e no máximo!