Charanjit Singh - Ten Ragas to a Disco Beat, 2010
Reedição de uma pérola obscura de 1982, de autoria de um músico veterano de Bollywood que resolveu gravar versões eletrônicas de alguns ragas tradicionais. O resultado, segundo quem entende do gênero, antecipava em uns 3 anos o surgimento da acid house em Chicago…
Baixe aqui.
Saiba mais sobre o sr. Singh aqui.
clipe feito só com Gifs animados achados na internet.
Cache Rules Everything Around Me (by Evan Roth and Girl Talk)
Max Richter - Infra, 2010
★★★★
Max Richter é um compositor, pianista e produtor alemão. Aluno de Luciano Berio, tocou a música de Arvo Pärt, Brian Eno, Philip Glass, Julia Wolfe e Steve Reich antes de começar a compor.
Se envolveu em várias produções e trilhas sonoras como o premiado Waltz with Bashir.
Este novo disco, quinto álbum solo da sua carreira, pode não ser tão bom quanto o antecessor 24 Postcards In Full Color, indicado aqui no Aporias como um dos melhores de 2008, mas ainda assim um ótimo exemplo da sua excelente música.
Beak é Billy Fuller (Fuzz Against Junk), Matt Williams (Team Brick) and Geoff Barrow (Portishead). O trio lançou o primeiro disco, auto-intitulado, no final de 2009 pela Ipecac.
* Clique aqui para ouvir o novo single “Wulfstan”.
Mais info: Blog Oficial | MySpace
Gravikords, Whirlies & Pyrophones - Vários Artistas, 1996.
★★★½
Boa coletânea de músicas feitas primordialmente por instrumentos inventados, construidos caseiramente.
Nesta página você pode baixar o disco, além de saber um pouco mais sobre cada um dos 18 criadores/construtores, originários de várias partes do mundo.
saiu disco novo dessa ótima banda um tanto inclassificável. ouça melhor no seu MySpace ou baixe o disco aqui: The Books - The Way Out (2010)
493 reproduções
Prefuse 73: Yuletide
Prefuse 73, one of Guillermo Herren’s several stage names, will be releasing his new album, Everything She Touched Turned Ampexian in the coming months. I thought I’d dig around and find some goodies to tide you over. Prefuse 73’s music can be most accurately described as hip hop minus vocals, though, as Yuletide shows, that in no way limits the interestingness and musicality of his songs.
um dos grandes nomes do electro lança novo EP.
baixe: Mr. Oizo and Gaspard Auge - Rubber EP (2010)
10 reproduções
★★★★
Bela surpresa este disco.
Numa mistura original de rock indie, pop, folk, música cigana e sefardita (judaica, vinda de Portugal e Espanha), as auto-denominadas “melodias da pré-Inquisição pós-modernizadas” do quinteto DeLeon são deliciosas de ouvir.
O álbum dessa banda novaiorquina liderada pelo vocalista e guitarrista Dan Saks já mostra maturidade impressionante para o primeiro disco de uma banda formada em abril do ano passado.
As músicas, cantadas em inglês, hebraico ou ladino, além das influências citadas acima, trazem nacos modernos de Animal Collective, Talking Heads ou até Dengue Fever (com quem já fizeram tour).
O mais puro 15th Century Spanish Indie Rock!
MySpace oficial com mais 2 músicas pra escutar.
Aqui você vê o clipe produzido pela própria banda na turnê com Mike Gordon e Balkan Beat Box.
música pra ouvir: La Ner V’Livsamim
Bruno Scartozzoni 27/01/2010 às 7:17 pm Alguém sabe onde baixar esse album? Procurei nos quatro cantos da web e não encontrei.
henrík 26/11/2008 às 10:13 pm soa estranho parece turco gostei.
10 reproduções
★★★½
Tremendo mau humor? Puto(a)? Chateado(a)? Triste? Seu papagaio de estimação se matou?
Não tema!
Musique Idiote é uma gabola homenagem aos temas previsíveis e estólidos, criados eletronicamente pelo compositor francês de trilhas sonoras Roger Roger, também conhecido como Cecil Leuter.
São 16 temas simples e pacóvios, tocados em moog, que exploram linhas… ermm… idiotas.
E, bem, eu me sinto um idiota tentando descrever algo tão básico e bolônio. E jocoso. Quiçá basbaque.
Então, ouça o asonsado exemplo abaixo. Dá pra achar esse disco e outros do cara numa procura rápida no Google. Vale a pena, nem que seja pra matar sua curiosidade marota. Ou pra divertir uma criança. Ou um cachorro. Ou um papagaio suicida.
música pra ouvir: Duetto
André Ganzelevitch 14/10/2008 às 9:31 am Sobre sua descrição da “musique idiote” dei muitas risadas. Concordo que se trata de sum bolônio, pacóvio, jocoso e basbaque. Quem sabe acrescentariamos, além disso tudo, outros adjetivos classificatórios como parvo, estulto, néscio, energúmeno, tolo, lerdo, leso e palerma.
Roger Marmo 02/09/2008 às 1:46 am Eu juro que não tenho nada a ver com esse disco. Se bem que eu até que gostaria…
Lulu 01/09/2008 às 11:55 am Omessa!
5 reproduções
★★★★½
The Science Group foi fundado em 1997 na França e, guardadas as proporções, poderíamos encarar como uma continuação do som do super-grupo inglês de avant-prog Henry Cow.
Não por acaso a comparação: o percussionista, baterista, compositor, letrista e teórico musical Chris Cluter toca nas duas bandas. O sócio-fundador do Cow, guitarrista Fred Frith, participa do primeiro do Science Group também. E, claro, o som: uma combinação de avant-prog com jazz, clássico, experimental, eletrônico, ambient, RIO, avant-garde, e o que mais aparecer tem muito do clima da banda inglesa.
Chris Cluter parece viver numa realidade paralela. Ao menos temporalmente falando: é impressionante a quantidade de projetos que o cara se envolve: Slapp Happy, Art Bears, Aksak Maboul, Cassiber, News From Babel, David Thomas and The Pedestrians, Peter Blegvad, Pere Ubu, Zeena Parkins, The Residents, Lindsay Cooper, Gong, fora os discos solos (3, por enquanto), livros, participação em filmes, etc.
Americano nascido em 1947, cresceu na Inglaterra e nunca estudou música. Em 1971 foi convidado a substituir o baterista da banda Henry Cow… e aí que toda a história do cara começa.
Foi com Fred Frith e Tim Hodgkinson que, no final dos anos 70, ele fundou o Rock In Opposion (RIO), um movimento/coletivo de bandas unidas em oposição à industria músical. O festival que iniciou o movimento tinha como slogan “The music the record companies don’t want you to hear” (A música que as gravadoras não querem que você ouça) e dele fizeram parte, além do Henry Cow: Stormy Six, Samla Mammas Manna, Univers Zero e Etron Fou Leloubla. Só coisa fina. :)
De lá pra cá RIO virou sinônimo de avant-garde progressive rock (avant-prog, pra encurtar) ou rock experimental.
Essa galera toda merece alguns vários posts no Aporias (Marcio Nigro, inclusive, já escreveu aqui no blog sobre bandas que se encaixam no gênero: Magma e Alammailman Vasarat), mas foquemos no The Science Group.
Viagem no tempo para 1996. Chris Cutler propõe ao amigo Stevan Tickmayer (compositor contemporâneo erudito e tecladista) gravar um disco usando seus textos sobre ciência que ele vinha desenvolvendo desde 1992. Era o começo do Science Group. A dupla então chamou alguns convidados especialíssimos pra colaborar: Fred Frith (resenha aqui), Claudio Puntin (clarinete), Amy Denio (voz), Bob Drake (do Thinking Plague, baixo, guitarra, percussão).
Em 1999 lançam o A Mere Coincidence pelo selo inglês Recommended Records (do próprio Cutler).
Em 2003, parte desse grupo - Cutler, Tickmayer, Drake junto com o guitarrista e compositor Mike Johnson, fundador do Thinking Plague - lança o instrumental Spoors.
As vozes, pra quem não gostou delas no primeiro disco, não estão presentes, o que, de certa maneira, poderia dar um ar mais acessível ao disco. Mas não: aqui o som é menos rock, mais erudito, com uma levada dark e obliqua e que até se arrisca, em alguns momentos, a incluir elementos e instrumentos eletrônicos na orquestração.
O disco de 15 faixas é dividido em 4 “suites”: Timelines (temas mais velozes, matemáticos e complexos), New Indents (temas mais soltos, experimentais, em levadas dissonantes quando não atonais, onde as teclas tem maior importância), Bagatelles (mais pesado, meio circense, cujas cordas aparecem mais) e Old and News Paths (bem avant-prog, rock, esquisito, lembrando, em vários momentos, o trabalho erudito do Zappa).
Brilhante.
música pra ouvir: Old And New Paths: Discrete Networks

★★★½
Como fã do Tool e do seu vocalista Maynard James Keenan, fiquei curioso em ouvir o seu novo recém-lançado projeto Puscifer.
Boas surpresas:
1- não parece o chatinho A Perfect Circle
2- não parece Tool (tem coisa mais sem-graça que projetos paralelos soarem iguais aos originais?)
3- é bom!
A capa bunitcha, assim como o nome do disco e até do projeto (Pussy + Lucifer? é essa a sacada?) dão um ar meio adolescentóide que o som não tem.
Há uma certa dose de industrial em várias faixas, mas nada forçado ou cliché.
O projeto existe desde 2003, data da trilha do filme Underworld mas, pelo que entendi, esse V Is For Vagina é o primeiro álbum “normal”.
Ouça o disco todo no site oficial.
Página do projeto no Youtube.
página bem completa sobre Maynard James Keenan no wikipedia.
comentários originais:
Richarley Menescal
08/11/2007 às 10:39 am
Gostei muito desse disco. Mas foi impossível pra mim ouví-lo sem ficar imaginando a participação do Mike Patton no adiado novo disco do Massive Attack… hehehe… Sério, em alguns momentos achei a voz do Maynard bem parecida com a do Patton.
2 reproduções
★★★★½
Se tem uma banda de post-rock que eu considero singular, essa se chama Laddio Bolocko.
Esses caras tem a atitude e originalidade que falta em muitos novos lançamentos do gênero (?).
Se você tem achado o Battles novo um puta disco (que, de fato, é), ouça este, com músicas do final da década passada. :)
Ok, não quero entrar de novo naquelas análises de vantagens e desvantagens de se usar rótulos. Sempre fui contra eles até começar a escrever este blog e me tocar que, sem um pouco de generalização, fica difícil demais de falar de música.
O que o Laddio Bolocko tem de post-rock é o fato de ser instrumental, levar boas doses de experimentalismo às suas composições, utilizar instrumentos eletrônicos pra compor com guitarras, baixo e bateria, e ter forte influência de minimalismo, avant-garde jazz, math e ambient.
Mais que isso, a banda novaiorquina formada por membros do Mars Volta, Panicsville, Craw and Chalk e Dazzling Killmen em 1996, incorpora muito do kraut rock, de noise tipo Flying Luttenbachers ou Ruins, uma sujeira e caos post-punk de um This Heat, além de uma certa irreverência instrumental.
Com músicas variando de 60 segundos a 34 minutos, esse disco duplo é uma compilação de todas as gravações da banda que, infelizmente, já acabou. O primeiro disco contém o Strange Warmings of Laddio Bolocko, de 1997, e é mais sombrio, sujo e experimetal. O segundo disco, no entanto, é mais hipnótico e psicodélico, compilando os EPs In Real Time, de 1998 e As If By Remote de 1999.
Se você não curte noise, fuja desse disco. Mas se você está à procura de sons com personalidade e culhões :P , Laddio Bolocko pode ser uma ótima pedida.
10 reproduções
★★★★
Esses últimos tempos só escutando discos que conhecia bem, mas que há mais de meia década eu não ouvia, tem provocado as mais diferentes reações: coisas que eu achava geniais há 8 ou 10 anos e que agora soam insosas ou ultrapassadas ou mesmo chatas; e coisas que antes pareciam ok e que agora revelam-se excelentes experiências.
Este disco do Autopoieses faz parte da segunda e animada turma.
Tomei contato com o som do duo alemão na mesma época da onda Warp de IDM que pululava, no final da década passada, por entre os ouvidos descolados da modernidade paulistana (sic). Entre um Autechre e outro Squarepusher, apareceu lá um disco meio estranhão, diluído, experimental e ambiente - na época, assumo, não dei muita atenção.
O disco La Vie Á Noir, que deu origem a esse de remixes, tinha 11 faixas. Todas sem nome. Nele, samples de film noir são processados e desconstruídos de forma abstrata e experimental.
Este em questão, lançado no mesmo ano, traz 45 faixas, também sem título, embaladas com uma capa com cara de caixa de CD vazia e sem qualquer informação escrita. Assim como o disco original, o experimentalismo da construção sonora por samples e processamento digital parece ser o mote principal do álbum, mas aqui, talvez pela variedade maior de faixas e, consequentemente experimentos, ou pelo fato de ser mais “ambiente”, ou pela simples releitura inspirada (com adicional participação de Vladislav Delay, Kit Clayton, Terre Thaemlitz e Gez Varley em algumas reinterpretações), La Vie Á Noir (Remixes) dá um banho no anterior.
Não é um disco de fácil audição, bem pelo contrário. Fones de ouvido acompanham muito bem e ajudam a ressaltar as sonoridades hipnóticas e a inventividade na construção sonora, repleta de texturas, cliques, ruídos e barulhos. Mas é daqueles álbuns que vale a pena escutar (bem) mais de uma vez, pra descobrir e entender melhor o trabalho.
A duo acabou logo na sequência.
Ekkehard Ehlers, começou a gravar solo sob o nome de Auch ou mesmo sob seu nome verdadeiro. Sebastian Meissner passou a lançar discos sob as alcunhas de Random Inc. Bizz Circuits, Klimek e Random Industries.
Site Oficial cuidado com o volume :P
música pra ouvir: Untitled 03
Daniel a.k.a. Suss4 26/09/2007 às 2:39 pm opa, eae Bêla! tá bacana o blog, tem bastante coisa pra fuçar„, depois vou passar o pente fino com calma, vi que tem varias coisas do meu agrado… link musical do dia: http://www.youtube.com/watch?v=U2Kxf6TUAFI beeem bacaninha, Los Pekenikes.