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baixe a compilação de todo o trabalho do ótimo Microscopic Septet comentada neste post aporias. The Microscopic Septet – Seven Men In Neckties (2CD) (2006)

baixe a compilação de todo o trabalho do ótimo Microscopic Septet comentada neste post aporias.
The Microscopic Septet – Seven Men In Neckties (2CD) (2006)

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20 reproduções

Aaron’s Tune, por Fred Anderson & DKV Trio
DKV Trio é: Hamid Drake, Kent Kessler, Ken Vandermark

recomendo:Fred Frith - Step Across the Border (1990) - Documentário

texto retirado do blog que disponibiliza o download do video:

“Este documentário, filmado entre 1988 e 1990, na verdade vai muito além do “documental”. Se, por um lado, se propõe a retrar a vida e a música de Fred Frith (de um modo totalmente anti-biográfico e anti-midiático) , por outro, é uma “work in progress”, em que a inspiração é retirada do próprio processo de composição - como no free jazz. Algumas filmagens foram realizadas no meio da noite, sem premeditação; o filme mesmo é uma mudança contínua, onde vemos Frith tocando, ensaiando, conversando, andando pela cidade ou pelo campo, sozinho ou com seus amigos. Não há indicações sobre nada do que vai acontecer, e uma cena ou uma peça não estabelece nenhum compromisso sobre o que virá depois. “

recomendo:
Fred Frith - Step Across the Border (1990) - Documentário

texto retirado do blog que disponibiliza o download do video:

“Este documentário, filmado entre 1988 e 1990, na verdade vai muito além do “documental”. Se, por um lado, se propõe a retrar a vida e a música de Fred Frith (de um modo totalmente anti-biográfico e anti-midiático) , por outro, é uma “work in progress”, em que a inspiração é retirada do próprio processo de composição - como no free jazz. Algumas filmagens foram realizadas no meio da noite, sem premeditação; o filme mesmo é uma mudança contínua, onde vemos Frith tocando, ensaiando, conversando, andando pela cidade ou pelo campo, sozinho ou com seus amigos. Não há indicações sobre nada do que vai acontecer, e uma cena ou uma peça não estabelece nenhum compromisso sobre o que virá depois. “

este link abaixo disponibiliza para download uma significativa amostra da enorme discografia do John Zorn.The Projects Of John Zorn
[via @richarley]

este link abaixo disponibiliza para download uma significativa amostra da enorme discografia do John Zorn.
The Projects Of John Zorn
[via @richarley]

este todo mundo conhece mas e daí?
um dos mais belos já produzidos, “Köln Concert” foi o álbum solo de maior venda da história do jazz.
só piano. improviso. belíssimo.
esqueça o video. apenas ouça a música.
Keith Jarrett: Köln Concert - Part 1 1 / 3
Saiba mais: All Music | Wikipedia

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10 reproduções

The Thing: Garage, 2004

★★★★½

Se tem uma banda com atitude no free jazz de hoje, ela se chama The Thing.

O trio escandinavo liderado pelo saxofonista Mats Gustafsson faz praticamente um punk com baixo acústico e bateria. Mas, ao mesmo tempo, é free jazz puro.

Originalmente formado para tocar músicas de Don Cherry, o trio foi gradativamente incluindo músicas próprias a seus discos, sem, no entanto, esquecer as versões: de Ornette Colemann (ah vá!?) a Lightning Bolt, tudo passa pelo Filtro The Thing.

Esse filtro tem uma característica marcante: o tocar de Gustafsson. O saxofonista começou a carreira cedo - aos 14 anos, pegou o bocal do seu sax e encaixou na antiga flauta, criando seu flautofone (fluteophone). Tocou com AALY Trio, Two Slices of Acoustic Car, Derek Bailey’s Company, Ken Vandermark, Peter Brotzmann, Sonic Youth, só pra citar alguns exemplos.

Avesso a tradições, explora dezenas de técnicas de seu instrumento, tanto de respiração quanto até microtons. Essas variações vão do sutil ao denso em microsegundos, com competência e estilo singulares.

Se você gostar dessa música do post, pode ir atrás de qualquer álbum dos caras. É garantido. Pena que é tão difícil achar informações completas dessa banda na web.

Agressivo, coalhado de improviso, experimentalismo e qualquer outro ismo que você quiser, The Thing espõe as víceras do jazz, sem medo de sangue.

Site do selo Smalltown Superjazz

wikipedia

Introduction @ paalnilssen-love

música pra ouvir: Aluminium

comentários originais

Carlos Bêla 15/08/2008 às 3:41 pm Fala Sergio! Já ouvi falar mas nunca escutei. Valeu a dica, vou atrás e te digo! Abraço

sergio stefano 15/08/2008 às 3:13 pm Cara, vc já ouviu God is an Astronault? Acho que vai gostar. abs

Alessandra Tussi 28/07/2008 às 6:30 pm Feliz aniversário amanhã! :D

Carlos Bêla 06/07/2008 às 5:40 pm Fala Bruno, bem lembrado! Não por acaso, o Zu já gravou um disco com o próprio Mats Gustafsson chamado “How To Raise An Ox”. http://www.lastfm.com.br/music/Zu+%26+Mats+Gustafsson Abraço

Bruno 06/07/2008 às 10:24 am Quando vi o “punk com baixo acústico e bateria” me lembrei do Zu, da Itália. Banda muito boa, que segue esse estilo. Altamente recomendado.

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5 reproduções

The Microscopic Septet: Take The Z-Train, 1982

★★★★★

Eu curto categorizar, simplificadamente, os mp3 que ouço. Boto lá no genre do iTunes se o artista faz pop, jazz, rock, clássico, etc, e, dentro desses gêneros, o estilo mais aproximado. Só que ouvindo Microscopic Septet eu fiquei completamente perdido (opa, Apple, que tal tags no iTunes?)… Certo, isso é jazz, não tenha dúvida… mas que tipo? Tradicional? Experimental? Avant-Garde? Modern Creative? Bebop? Post-Bop? Wop-bop-a-loo-mop alop-bom-bom?

Resposta: de tudo um pouco.

“Nostálgicos e futuristas ao mesmo tempo” ou “Jazz Surrealista” são definições interessantes que já fizeram desse septeto fundado em Nova Iorque no início dos anos 80.

Se por um lado eles reverenciam com Dixieland ou Bebop lá do início do século passado, por outro eles misturam com releituras avant-garde, Albert Ayler, experimental, Free, Hard Bop de agora pouco. Tudo de maneira fluida, sem sustos e com uma originalidade impressionante.

A banda acabou em 1992, mas, após o lançamento em CD dos seus álbuns em 2006, os fundadores do grupo - saxofonista soprano Philip Johnston, o barítono Dave Sewelson, o pianista Joel Forrester e o tocador de tuba (tubista?) e baixo David Hofstra - se juntaram aos ex-companheiros Don Davis (sax alto), Paul Shapiro (sax tenor) e Richard Dworkin (bateria) pra celebrar o lançamento da série History Of The Micros.

Essa série é formada por 2 volumes duplos (History of the Micros Volume 1: Seven Men in Neckties e History of the Micros Volume 2: Surrealistic Swing) que cobrem, respectivamente, os anos de 1980-85 e 1986-1990 e nada mais são que seus 4 discos Take the Z Train, Let’s Flip!, Off Beat Glory e Beauty Based on Science (The Visit) adicionados a faixas inéditas e raras (como, por exemplo, algumas da época que John Zorn tocou com a banda, anteriormente ao lançamento do primeiro disco).

Escolhi este disco apenas por ser o primeiro que a banda lançou e que, por coincidência, eu escutei. Mas qualquer coisa deles vale a audição, ainda mais se você gosta de coisas como Flat Earth Society.

Eu demoraria dias pra escrever sobre cada um dos brilhantes integrantes que fazem parte desse septeto… possivelmente muito mais tempo que você demoraria pra achar um som deles pra baixar ou pra comprar em alguma loja online.

Então, dá uma orelhada na faixa abaixo (um passeio virtual por estações de trem musicais) e corre atrás disso porque é bomdimaisdaconta! :)

Site Oficial

música pra ouvir: Take The Z-Train

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5 reproduções

The Science Group: Spoors, 2004

★★★★½

The Science Group foi fundado em 1997 na França e, guardadas as proporções, poderíamos encarar como uma continuação do som do super-grupo inglês de avant-prog Henry Cow.

Não por acaso a comparação: o percussionista, baterista, compositor, letrista e teórico musical Chris Cluter toca nas duas bandas. O sócio-fundador do Cow, guitarrista Fred Frith, participa do primeiro do Science Group também. E, claro, o som: uma combinação de avant-prog com jazz, clássico, experimental, eletrônico, ambient, RIO, avant-garde, e o que mais aparecer tem muito do clima da banda inglesa.

Chris Cluter parece viver numa realidade paralela. Ao menos temporalmente falando: é impressionante a quantidade de projetos que o cara se envolve: Slapp Happy, Art Bears, Aksak Maboul, Cassiber, News From Babel, David Thomas and The Pedestrians, Peter Blegvad, Pere Ubu, Zeena Parkins, The Residents, Lindsay Cooper, Gong, fora os discos solos (3, por enquanto), livros, participação em filmes, etc.

Americano nascido em 1947, cresceu na Inglaterra e nunca estudou música. Em 1971 foi convidado a substituir o baterista da banda Henry Cow… e aí que toda a história do cara começa.

Foi com Fred Frith e Tim Hodgkinson que, no final dos anos 70, ele fundou o Rock In Opposion (RIO), um movimento/coletivo de bandas unidas em oposição à industria músical. O festival que iniciou o movimento tinha como slogan “The music the record companies don’t want you to hear” (A música que as gravadoras não querem que você ouça) e dele fizeram parte, além do Henry Cow: Stormy Six, Samla Mammas Manna, Univers Zero e Etron Fou Leloubla. Só coisa fina. :)

De lá pra cá RIO virou sinônimo de avant-garde progressive rock (avant-prog, pra encurtar) ou rock experimental.

Essa galera toda merece alguns vários posts no Aporias (Marcio Nigro, inclusive, já escreveu aqui no blog sobre bandas que se encaixam no gênero: Magma e Alammailman Vasarat), mas foquemos no The Science Group.

Viagem no tempo para 1996. Chris Cutler propõe ao amigo Stevan Tickmayer (compositor contemporâneo erudito e tecladista) gravar um disco usando seus textos sobre ciência que ele vinha desenvolvendo desde 1992. Era o começo do Science Group. A dupla então chamou alguns convidados especialíssimos pra colaborar: Fred Frith (resenha aqui), Claudio Puntin (clarinete), Amy Denio (voz), Bob Drake (do Thinking Plague, baixo, guitarra, percussão).

Em 1999 lançam o A Mere Coincidence pelo selo inglês Recommended Records (do próprio Cutler).

Em 2003, parte desse grupo - Cutler, Tickmayer, Drake junto com o guitarrista e compositor Mike Johnson, fundador do Thinking Plague - lança o instrumental Spoors.

As vozes, pra quem não gostou delas no primeiro disco, não estão presentes, o que, de certa maneira, poderia dar um ar mais acessível ao disco. Mas não: aqui o som é menos rock, mais erudito, com uma levada dark e obliqua e que até se arrisca, em alguns momentos, a incluir elementos e instrumentos eletrônicos na orquestração.

O disco de 15 faixas é dividido em 4 “suites”: Timelines (temas mais velozes, matemáticos e complexos), New Indents (temas mais soltos, experimentais, em levadas dissonantes quando não atonais, onde as teclas tem maior importância), Bagatelles (mais pesado, meio circense, cujas cordas aparecem mais) e Old and News Paths (bem avant-prog, rock, esquisito, lembrando, em vários momentos, o trabalho erudito do Zappa).

Brilhante.

Chris Cutler oficial

Chris Cutler wiki

Tickmayer

RIO wiki

música pra ouvir: Old And New Paths: Discrete Networks

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2 reproduções

Laddio Bolocko: The Life & Times of, 2002

★★★★½

Se tem uma banda de post-rock que eu considero singular, essa se chama Laddio Bolocko.

Esses caras tem a atitude e originalidade que falta em muitos novos lançamentos do gênero (?).

Se você tem achado o Battles novo um puta disco (que, de fato, é), ouça este, com músicas do final da década passada. :)

Ok, não quero entrar de novo naquelas análises de vantagens e desvantagens de se usar rótulos. Sempre fui contra eles até começar a escrever este blog e me tocar que, sem um pouco de generalização, fica difícil demais de falar de música.

O que o Laddio Bolocko tem de post-rock é o fato de ser instrumental, levar boas doses de experimentalismo às suas composições, utilizar instrumentos eletrônicos pra compor com guitarras, baixo e bateria, e ter forte influência de minimalismo, avant-garde jazz, math e ambient.

Mais que isso, a banda novaiorquina formada por membros do Mars Volta, Panicsville, Craw and Chalk e Dazzling Killmen em 1996, incorpora muito do kraut rock, de noise tipo Flying Luttenbachers ou Ruins, uma sujeira e caos post-punk de um This Heat, além de uma certa irreverência instrumental.

Com músicas variando de 60 segundos a 34 minutos, esse disco duplo é uma compilação de todas as gravações da banda que, infelizmente, já acabou. O primeiro disco contém o Strange Warmings of Laddio Bolocko, de 1997, e é mais sombrio, sujo e experimetal. O segundo disco, no entanto, é mais hipnótico e psicodélico, compilando os EPs In Real Time, de 1998 e As If By Remote de 1999.

Se você não curte noise, fuja desse disco. Mas se você está à procura de sons com personalidade e culhões :P , Laddio Bolocko pode ser uma ótima pedida.

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6 reproduções

Friendly Bears: On Oceans, Light, And Sleep, 2005

★★★★

Mais uma boa surpresa encontrada no eMusic.

Friendly Bears tem uma base forte de free-jazz, mas o (post/avant) rock tem importância primordial para definir o estilo desse quarteto novaiorquino de nome fofis.

Um (nem sempre) suave trompete dá o ar jazzistico e conduz a maioria das composições, num ar meio Modern Creative que me lembrou Dave Douglas. As composições com essas características já valeriam o disco, mas é justamente quando o grupo descamba na mistura de rock e clássico (sem, contudo, parecer careta) que a coisa fica mais interessante.

Citemos algumas referências declaradas da banda, pra explicar um pouco melhor do que estamos falando: Shudder to Think, Bartok, Stereolab, Jeromes Dream, Komeda, Pat Metheny Group, Alban Berg. Mistureba.

A Doubtful Case e To Arhats, por exemplo, têm participações de cantores (um cara e uma mina - não descobri se são integrantes da banda) fazendo linhas dissonantes belíssimas. A primeira faixa acompanhada ora por guitarras um pouco pesadas, ora por bases eletrônicas. A segunda, mais surpreendente na linha instrumental, faz um caminho mais experimental e (ugh!) moderno (no sentido Bartok da coisa, se é que você me entende :P ). Essas vozes aparecem em outras faixas também.

Tudo na boa, sem exageiros ou sustos gratuítos.

Esse é o primeiro disco dos caras, lançado em 2005 - apesar da banda, inicialmente um trio, tocar junta desde 2000.

Se você é daqueles que curte dar uma força pra bandas independentes, que estão começando ou que fogem do esquema de grandes selos, vale a pena se associar ao eMusic e comprar mp3 legalmente em qualquer parte do mundo e sem DRM. Tem muita opção boa por lá.

Não ganho nada com essa propaganda, devo deixar isso bem claro.

O MySpace da banda disponibiliza 4 músicas pra audição, sendo 2 baixáveis. Esta é uma quinta faixa, chamada Shams of Tabriz

música pra ouvir: Shamz Of Tabriz

Grand Ulena: Gateway to Dignity, 2003

★★★★

Excelente disco de estréia da banda Grand Ulena. Noise, ritmos assimétricos e muita dissonância.

Trio de guitarra, baixo e bateria tipo Orthrelm, Ho-Ag, Usaisamonster e, claro, Ruins.

ouça um preview do disco no Last.fm

Site Oficial com uma música pra download.

David Torn (+ Tim Berne, Craig Taborn & Tom Rainey): Prezens, 2007

★★★★★

Se alguém hoje me pedisse um exemplo de jazz “moderno”, com o perdão das possíveis interpretações levianas que esse termo pode aventar, possivelmente eu citaria esse disco.

David Torn é um compositor, multi-instrumentista, produtor, cantor, escritor, guitarrista, assobiador e chupador de cana (olha a margem…) novaiorquino na ativa do mundo rock, jazz, avant-garde, new age, world, pop, etc desde os anos 80.

Trabalhou já com Leonard Bernstein, John Abercrombie, Jan Garbarek, David Bowie, KD Lang, Tori Amos, Tony Levin, Terry Bozzio, Don Cherry, Dave Douglas, Jeff Beck e mais uma porrada. Colaborou nas trilhas sonoras de Velvet Goldmine, The Big Lebowski, Traffic, entre outras tantas.

Suas técnicas de texturas sonoras na guitarra lembram, em alguns momentos, as atmosferas de Robert Fripp e, em outros, experimentalimos eletrônicos minimalistas como os artistas do selo alemão Raster-Noton.

O último disco que eu recordava ter escutado dele foi o GTR-OGLQ de 1998 com Vernon Reid e Elliot Sharp que, se por um lado trazia sonoridades singulares e elaboradas feitas apenas por guitarras, por outro dava uma excessiva importância para esse instrumento, característica que não me agrada tanto, apesar do seu evidente uso criativo.

Em Prezens (lançado pela ECM depois de 21 anos da sua última contribuição com o selo), Torn se junta com o saxofonista Tim Berne, o tecladista Craig Taborn e o baterista Tom Rainey para a produção de uma elaborada escultura sonora (na falta de expressão melhor) densa, quebrada, improvisada e atmosférica.

Com a presença evidente e ao mesmo tempo sutil de eletrônicos, misturados a um set “tradicional” de músicos de jazz, o que o disco mostra é um trabalho cooperativo desses músicos que já tantas vezes gravaram juntos, de uma qualidade absoluta.

Pra ouvir com muita atenção, de preferência com fones de ouvido.

Escute 4 faixas inteiras no Myspace

Site de David Torn

Tim Berne wiki

Craig Taborn no allmusic

Tom Rainey no answers.com

ECM Records

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4 reproduções

Omar Rodriguez-Lopez: Se Dice Bisonte, No Bufalo, 2007

★★★★½

Omar Rodriguez-Lopez é o cara. Vai mandar bem lá nos quintos de Porto Rico, rapá!

Começou tocando hardcore (Startled Calf), foi pro post-hardcore (At The Drive-In), depois pro dub (De Facto), ajudou a criar uma das bandas mais peculiares da atualidade (The Mars Volta), gravou com Damo Suzuki (Can) no final do ano passado um fusion/experimental e agora lança um disco de… de… uhmmm…

Como categorizar Se Dice Bisonte, No Bufalo?

Eu não consigo.

O disco tem participação do velho amigo Cedric Bixler-Zavala, cantor e co-fundador do Mars Volta, além de outros integrantes da banda como Marcel Rodriguez-Lopez, Adrian Terrazas-Gonzales e Juan Alderete de la Pena. Apesar da presença desses músicos, e do fato do álbum ter sido gravado ao mesmo tempo que Amputechture do próprio Mars Volta (lançado no ano passado e comentado aqui), o disco soa como outra banda.

Como Omar.

O cara tem um estilo único de tocar guitarra e compor. Se seu amor por dissonâncias (especialmente pela quarta aumentada - o intervalo musical conhecido na Idade Média como diabolus in musica), cromatismos e música serial fosse analisado apenas sob o aspecto técnico, poderia nos fazer lembrar imediatamente de Robert Fripp (que, claramente é uma grande influência) mas seria simplificar demais uma complexa formação musical. Segundo o próprio músico, sua maior influência é o pianista de salsa Larry Harlow.

As influências de progressivo (King Crimson) e fusion (Mahavishnu Orchestra) estão mais diluídas nesse terceiro álbum solo, enquanto o krautrock parece ficar mais forte. Aliás, são tantas as referências subjetivas nas composições que acaba não evidenciando nenhuma delas… se é que você me entende :P

Sem dúvida o melhor disco solo de Omar. E um dos mais interessantes que ouvi neste ano - até agora.

música pra ouvir: Rapid Fire Tollbooth

comentários originais

riga 18/06/2007 às 12:18 am cacetes!!!! aliás, o wikepedia classificou assim: Progressive rock Post-hardcore Experimental rock

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6 reproduções

The Book of Knots: Traineater, 2007

★★★★

Continuando a falar dessa galera da californiana que toca em uma porrada de banda, todas diferentes entre si, todas boas.

Comecei pelo Charming Hostess, depois a Carla Kihlstedt - onde citei este The Book of Knots - e, por último, falei do líder do Sleepytime Gorilla Museum Nils Frykdahl, na resenha do Faun Fables.

Os integrantes dessa banda têm, em seu extenso portifolio, participações em bandas como Sparklehorse, Elvis Costello, Pere Ubu, Skeleton Key, They Might Be Giants, Frank Black e outros. Só por essas bandas citadas já dá pra sacar que a coisa é eclética.

O motivo de não ter comentado ainda sobre The Book of Knots é que o primeiro disco da banda não é propriamente nada demais. A banda mesmo não se levava tão a sério - era mais uma diversão entre artistas profissionais e donos do estúdio de gravação. Mas depois do lançamento, em 2004, do auto-intitulado The Book of Knots, um álbum conceitual sobre o mar, a coisa começou a mudar de figura.

Este segundo disco é bem mais ambicioso que o primeiro, no bom sentido da palavra “ambição”, além de mais inspirado e criativo.

Traineater fala sobre o conhecido “rust belt” dos EUA, que são áreas de industria decadente cujo centro é composto pela produção de ferro das cidades de Pensilvânia e Ohio. Música americana, jazz, noise, metal, rock e pop se misturam num clima sombrio e passional e, ao mesmo tempo, tenso e melancólico.

O centro da banda é formado por Tony Maimone (Pere Ubu, They Might Be Giants, Bob Mould, Lucinda Williams…), Carla Kihlstedt (Tin Hat Trio, Tom Waits, Sleepytime Gorilla Museum, 2 Foot Yard, e outros), o produtor, engenheiro de som e guitarrista Joel Hamilton (Elvis Costello, unsane, Frank Black, Sparklehorse, Shiner, Players Club…) e Matthias Bossi (Sleepytime Gorilla Museum, Skeleton Key, Vic Thrill…) mas as participações especiais são sempre em grande número. Este album, por exemplo, tem Tom Waits (excelente faixa Pray), Mike Watt (Pedro to Cleveland), entre outras, adicionando um sabor interessante ao cenário. Não por acaso, lembra algumas faixas do Sleepytime Gorilla Museum, porém bem menos teatral, metal e exagerado.

Típico álbum para uma audição não-passiva. Atenção é essencial para sacar todas as nuances e asperezas dessa grande banda. Como eles mesmos citam na sua página do MySpace: “something is very very wrong, and beautiful”.

Página da banda no site do selo ANTI

música pra ouvir: Pray