King Missile – Happy Hour (1992)
★★★★½
grande disco de uma banda peculiar.
“Essentially a vehicle for the musings of John S. Hall, King Missile merged off-kilter spoken word monologues with eclectic, mildly psychedelic rock & roll. Hall’s dry, absurdist sense of humor colored much of the group’s output, blurring the lines between comedy, Beat poetry, narrative prose, and simple rock lyrics. Yet in spite of their focus on Hall’s literary bent and all its New York artiness, King Missile was most definitely a band, and relied on music to play a much more than perfunctory role in their overall effect.” (AllMusic)
terceiro e recém-lançado disco da dupla da ex-Belle & Sebastian com o ex-Screaming Trees.
leia mais e baixe aqui: Isobel Campbell And Mark Lanegan - Hawk (2010)
saiu disco novo dessa ótima banda um tanto inclassificável. ouça melhor no seu MySpace ou baixe o disco aqui: The Books - The Way Out (2010)
10 reproduções
★★★★
Bela surpresa este disco.
Numa mistura original de rock indie, pop, folk, música cigana e sefardita (judaica, vinda de Portugal e Espanha), as auto-denominadas “melodias da pré-Inquisição pós-modernizadas” do quinteto DeLeon são deliciosas de ouvir.
O álbum dessa banda novaiorquina liderada pelo vocalista e guitarrista Dan Saks já mostra maturidade impressionante para o primeiro disco de uma banda formada em abril do ano passado.
As músicas, cantadas em inglês, hebraico ou ladino, além das influências citadas acima, trazem nacos modernos de Animal Collective, Talking Heads ou até Dengue Fever (com quem já fizeram tour).
O mais puro 15th Century Spanish Indie Rock!
MySpace oficial com mais 2 músicas pra escutar.
Aqui você vê o clipe produzido pela própria banda na turnê com Mike Gordon e Balkan Beat Box.
música pra ouvir: La Ner V’Livsamim
Bruno Scartozzoni 27/01/2010 às 7:17 pm Alguém sabe onde baixar esse album? Procurei nos quatro cantos da web e não encontrei.
henrík 26/11/2008 às 10:13 pm soa estranho parece turco gostei.
7 reproduções
★★★★½
Jason Molina (do ótimo Songs: Ohia) acaba de lançar um box da sua banda Magnolia Electric Co., composto por nada menos que 4 CDs e 1 DVD- uma porrada de música boa de uma só vez.
Sojourner consiste em: Nashville Moon, gravado em meados de 2005 com Steve Albini, e The Black Ram são os discos mais rock, com toda banda tocando; Sun Session, um EP gravado em março de 2006, e Shohola, gravado na casa de Molina, são os mais tranquilos e intimistas. E o DVD The Road Becomes What You Leave que mostra a turnê da banda pelo Canadá.
Seu som tranquilo, folk, e sua voz a-la Neil Young estão mais finos que nunca. Mais um grande disco de 2007.
Site Oficial traz músicas e videos para download.
música pra ouvir: Texas 71
3 reproduções
★★★★
Depois do chatíssimo Porno For Pyros e do solo Song Yet to Be Sung, eu já não tava botando muita fé no que viria por aí, sob a batuta do criador do Lollapalooza e festeiro profissional Mr. Perry Farrell.
Mas algo lá no fundo (principalmente minha paixão por sua primeira banda, Jane’s Addiction) me dizia que eu deveria ter esperanças, apesar da participação de nomes como Nuno Bittencourt (Extreme!!?! argh!), Fergie (Black Eyed Peas), Flea e John Frusciante (Red Hot Shitty Peppers) no primeiro disco do Satellite Party - um album conceitual de rock/pop sobre o aquecimento global (!).
Nada ainda que se compare com os Addiction, mas valeu. Farrell está cantando de maneira bem mais eclética - o que é bom, já que eu sempre achei ele um pouco repetitivo tecnicamente falando.
Disco legal, leve, gostoso de escutar… mas com um imperecível gosto de anos 90 - que não chega a prejudicar, mas também não ajuda muito :P
PS: quando o Flea vai se aposentar? mano… triste! :(
música pra ouvir: Wish Upon A Dog Star
Marck 13/07/2007 às 12:19 pm Concordo, Porno For Pyros era de dormir. TInha lido um pouco sobre o Satellite Party na RS, não fiquei decepcionado com o que ouvi, mandou bem. Só essa capa meio sei lá o que q não pegou. :/
6 reproduções
★★★★
Tantas músicas no HD, tão pouco tempo pra conhecê-las… Esse disco tava no meu iTunes há mais de um ano e até agora não tinha escutado… e, de cara, gostei muito.
Firewater faz um rock/pop com boas doses de uma valsa-cabaré à la Tom Waits - de novo ele? - assim como de punk, música cigana, klezmer, latina, circense e até de casamento indiano. Tudo embalado de maneira eclética e acessível, sem sustos ou bizarrices.
E viciante: tô ouvindo sem parar esse disco; e à procura de outros álbuns da banda no eMusic.
O líder baixista Tod A. tem um timbre vocal bem interessante, que muitas vezes me faz lembrar o grande Joe Strummer em alguns momentos e do Mark Lanegan em outros.
Aliás, não só o timbre, mas algumas faixas têm a ver com o projeto do Strummer e seus Mescaleros.
A banda que acompanhava Tod nos primeiros discos era especial: o guitarrista Duane Denison (Jesus Lizard, Tomahawk), a compositora e cantora Jennifer Charles (Elysian Fields, Lovage, John Zorn, etc) e o guitarrista Hahn Rowe (Glenn Branca, Somatic, Foetus, etc). Como a quantidade de referências dos músicos pode indicar, fazer shows com esses caras era impossível e o líder teve que optar por chamar outros para acompanhá-lo. Porém, as participações especiais de grandes instrumentistas e cantores na gravação dos álbuns continua rolando, empre sob a batuta do cantor-líder.
Após uma breve pesquisa, deu pra perceber que o disco deles de 2001, Psychopharmacology é mais elogiado que este.
Enfim, uma bela surpresa.
música pra ouvir: Too Many Angels
riga 12/06/2007 às 6:55 pm pois é…. nada como uns dias em casa prá voltar à vida. Muito bem, muito bem… boa nova dica tom waits alike. Mais rum, taverneiro!
3 reproduções
★★★★½
Não, apesar do nome, essa banda não é formada por transexuais. Ao menos isso não foi revelado ao público… ainda. Aliás, não consegui descobrir nada a respeito da origem desse nome. Mas isso não vem ao caso.
eX-Girl é um grupo japonês formado por três… err… garotas: Kirilo (baixo e synth), Keikos (guitarra) e Yoko (bateria). Todas cantam. Juntas, num esquema meio ópera meio música japa. Elas vieram de um planeta chamado Kero Kero (não conheço lá, se alguém aqui tiver vindo de lá, mande algumas fotos!).
Apesar da clara influência do New Wave, o trio faz um som sem similares, incorporando um pouco de eletrônica, punk, noise e psicodelismo ao rock/pop. Não é pra tocar em rádio, mas dá pra cantar junto fááácil.
Aliás, falando em rádio, ouvi pela primeira vez o som delas (assim como de outras tantas bandas legais como The Fabrications, Degenerate Art Ensemble, Marcelo Radulovich, The Creeping Candies, Lothar and the Hand People, etc) no podcast da MusicNerve.
Recomendo!
Assim como o som das mina.
涼しい
música pra ouvir: e-sa-ya
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★★★★½
Legal o nome dessa banda, não? Costumam ser comparados com outra de nome curioso e triplo: Neutral Milk Hotel. Será? Num sei.
Os canadenses do Rock Plaza Central formam um septeto. Po, gente pacas pra fazer um rock/folk? Será? Num sei.
Só sei de uma coisa: que puta disco!
A capa já me lembrou o trabalho do Cisma, o que de prima me fez ir com a cara da banda. Mas esse blog não é sobre design então, passemos direto ao que interessa: o som.
Sim, é compreensível serem comparados ao Neutral Milk Hotel e Will Oldham (Palace) mas, pessoalmente, curti mais o trabalho desses caras. Eles me soam menos melancólicos que os outros 2 artistas. Lembram também os ótimos Mountain Goats, Songs:Ohia e Magnolia Electric Co.
A voz de Chris Eaton, que explora seus maneirismos a seu favor, adiciona uma personalidade absurda ao trabalho do grupo, assumindo fortes referências gospel, folk e country. Os violinos e metais (trombone e trompetes) que o acompanham muitas vezes trazem um ar meio “fanfarra” ao mesmo tempo que colorem e texturizam as composições de Eaton - que por todo disco falam de cavalos mecânicos programados para pensar como cavalos reais. Os violões, tão típicos do gênero, acabam tendo uma importância reduzida, apesar de estarem sempre presentes.
Cello, piano, banjo, mandolim, acordeon e percussão completam a instrumentação, que abusa de dinâmicas e soa de maneira absolutamente orgânica… chegando a parecer, em alguns momentos, quase como uma orquestra bêbada.
A tornado of violins, horns and whisky - disse a Eye Magazine. Então, me dá mais uma dose… cowboy, claro :P
música pra ouvir: I Am An Excellent Steel Horse
Marck 18/04/2007 às 11:51 am Puta som cara, essa levada Folk/Country beabaço me agrada muito. Alias, podia colocar algo do Rodriguez. Beijundas
riga 08/04/2007 às 9:56 pm howdy ho! ducarai Bob!
4 reproduções
★★★★
Engraçado como tem épocas que você fica semanas, ou mesmo meses, sem escutar nada novo muito significativo e, noutras, você conhece, em menos de uma semana, meia dúzia de novos artistas muito bons. “Novos”, no mínimo, pra você…
Na última semana foram 3 audições de estréia (Pattern Is Movement, Gutbucket, Friendly Bears) mais o último John Zorn resenhado abaixo e uma reprise, daquelas que o disco se torna muito melhor que da primeira vez (The Paper Chase). Cinco discos excelentes e pouco tempo para escrever sobre eles.
Falemos de Pattern Is Movement.
O nome da banda já é meio auto-explicativo: as repetição de padrões sonoros são evidentes logo de cara. Música eletrônica, você pode pensar? Nem… O som é orgânico.
Um rock, meio math, meio pop.
A escultura sonora construída pela banda soa labiríntica e ao mesmo tempo acessível.
Pela repetição das células musicais, o trio formado pelos americanos da Filadélfia Andrew Thiboldeaux, Corey Duncan e Chris Ward cria texturas sonoras muito interessantes, principalmente pelo fato delas serem feitas de instrumentos tradicionais de rock como violões, guitarras, órgãos, violinos.
Há, claro, pela construção musical de todo disco, uma influência evidente do Minimalismo musical. Mas a banda leva a coisa mais pra um estilo pop, com belas linhas vocais melódicas que contrapõem com a intrincada construção instrumental.
É isso que torna o som deles interessante: apesar da embaralhada base musical, tudo é tratado como um rock “comum”. A idéia que o disco passa é que eles não querem provar pra ninguém que sabem programar ou fazer uma elaborada polirritmia e sim que o centro da musicalidade é a canção em si.
Dissonância e consonância, complexidade e simplicidade, redundância e concisão, matemática e rock… enfim, opostos conversando naturalmente, como se fossem velhos conhecidos.
Marcos Veiga 13/04/2007 às 3:51 pm Engraçado vc comentar The Paper Chase. Baixei os caras meio sem querer. Fiquei dias tentando decidir se gostava ou não do som. Entre o som bacana com vocal de adolescente Acho a “Said the spider to the fly” bem do caralho. Abraco
5 reproduções
★★★★½
Certos discos que você escuta não “descem de primeira”. As razões costumam variar: não é o que você costuma ouvir, é diferente demais do que você gosta, você simplesmente não entende, etc.
Fato é que quando um disco desses aparece, costumo sempre dar uma segunda chance, raramente seguida de arrependimento.
The Dresden Dolls é o primeiro disco dessa dupla de mesmo nome, fundada em Boston, no começo dos anos 2000, pela cantora e pianista Amanda Palmer e o baterista Brian Viglione.
A junção de pop/rock alternativo com cabaré alemão é original e bem sacada. Faz o som da dupla ter uma cara muito própria e característica, ajudada pela voz cheia de personalidade da cantora.
Mas as influências são muitas: Kurt Weill, PJ Harvey, Tori Amos, Nico, punk rock, The Fall, entre outras.
O resultado é algo “fresco” (seria a tradução pra fresh, na falta de outra melhor), sem cara de deja-vu. Eles chamam isso de Brecht Punk, em citação ao dramaturgo, poeta e encenador modernista alemão Bertold Brecht (1898-1956).
O clima, assim como a capa já indica, é teatral - o que nem sempre significa que seja exagerado. Certos temas somam como um básico rock. Outros já mostram o lado mais Brecht da turma, outros o Punk. Claro que a referência ao punk aqui não seria o Ramones e sim possivelmente um Velvet… mais a postura que o som Punk propriamente dito.
E falando em Velvet, impossível não ouvir Amanda Palmer cantando sem pensar na Nico. A empostação e o tom de voz são bem semelhantes porém, apesar de uma influência sonora também exisitr, as semelhanças com a famosa alemã param por aí.
A dupla lançou seu segundo disco no ano passado, mas ainda não tive a oportunidade de escutar. Portanto, fica a sugestão do primeiro, um belo disco pra quem está procurando rock alternativo menos previsível.
música pra ouvir: Good Day
Foncati 22/01/2007 às 11:05 am: Essa música é perfeita pra esse dia cinza que pediu um play no Godspeed You! Black Emperor. Vou buscar mais The Dresden Dolls pelas referências que me encantam e pq o outono vem ai. Não ser o momento ideal pro som não descer é um dos motivos pelo qual lhe dou a segunda chance. Sobre o outono, geralmente nessa época me pego ouvindo Nico, Mum, Sigur Ros… e por ai segue :D
henrík 22/01/2007 às 3:09 pm: do cd novo deles eu só ouvi duas musicas; alcoholic friends e first orgasm. essa do orgasmo num gostei não. monólogo monótono. Talvez seja falta de dar segunda chances (ou terceiras, quartas…). um dia eu acostumo e ouço o disco todo.
val bonna 30/01/2007 às 6:35 pm: excelente disco e banda!
Simone 15/04/2007 às 9:46 pm: The Dresden Dolls!! Poxa, essa banda aí é a que me faz sorrir, a que me faz chorar. Consegue trazer cultura, e ao mesmo tmepo entreter, mexe com o corpo, porém não deixa de lado a mente! Salve! Salve Dresden Dolls! P.S: As minhas preferidas: “Half Jack”, “Pierre”, e a primeira da banda que ouvi e gostei logo de cara “Coin-Operate Boy”.
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★★★★
Vício. O que faz vc ter vontade de escutar de novo a mesma música que acabou de tocar? Dependência auricular? Consumo irresistível? Tipo, comer um único Bis?
Não sou de ouvir muitas vezes o mesmo disco. Prefiro ir pra outro que nunca escutei. Aí aparece o Cold War Kids pra abrir (outra) exceção à regra.
Fora que, se o Pitchfork falou mal, é bom sinal! :P
Já aviso: os californianos do Cold War Kids não fazem nada de novo. Há quem diga que são uma imitação de bandas como Clap You Hands Say Yeah! ou White Stripes… eu acho o CWK mais interessante que eles. Me lembrou o som do Kings of Leon em alguns momentos.
O lance aqui é a composição bem feita, mas não inovadora. A boa performance e os refrões grudentos.
O som é um pop/rock indie basicão bem composto e arranjado. Influência forte de soul, blues e, claro, rock 70’s. E um terrível gosto pra nome de banda. :)
Este é o primeiro disco deles, depois de uma série de 3 (ótimos) EPs, dois deles lançados ano passado… e que quase entraram na lista dos melhores do ano deste site.
Muita gente tem falado da banda nos últimos tempos, então não vou me ater a detalhes. Basta uma googlada rápida pra ver como tem indie descobrindo o som dos deles. E, com a ajuda do Myspace, a banda tá bombando lá fora.
Acredito que ainda vão falar muito desses caras. Queira você ou não.
Nem sei porque esse disco está aqui neste blog. Talvez pelo fato de eu não ter conseguido parar de escutar esse disco nos últimos 7 dias.
Ou talvez porque seja bom mesmo.
Ou não.
música pra ouvir: Hang Me Up To Dry
Márcio 19/05/2008 às 5:49 pm : Concordo com o amigo acima, escutem a seguinte músicas dos caras. Mas tentem escutar apenas uma vez, vai ser difícil… We Used To Vacation
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★★★★★
Uma das coisas mais legais de ver nas estatísticas do blog é a lista de termos procurados. Misteriosamente o mais procurado de todos é “rodrigo”. Será uma artista bem louco? Depois vem “eels”, que é uma banda que gosto muito dos primeiros discos mas que depois ficou (pra mim) meio açucarada demais.
E então vem “dEUS”. Mas não Ele, aquele que tudo vê e sim uma excelente banda belga, cuja grafia é com a primeira letra minúscula e resto maiúsculo. Possivelmente você deve conhecer. Mas por que não falar deles?
dEUS sofre, na minha opinião, do mesmo mal que o supra-citado Eels: começaram pirando, misturando, fazendo um som interessante e com personalidade… e com o tempo (e possivelmente o sucesso - ou a falta dele, não sei) foram ‘careteando’, lançando discos um mais sem sal que o outro e com adicionando cada vez mais açúcar à formula.
Mas este primeiro disco do grupo é singular.
Worst Case Scenario é daqueles discos que brilham do começo ao fim. Porra, por que esses caras não continuaram fazendo esse som?
Cada música tem uma cara própria, um clima. Tudo é acessível, pop/rock. Mas nada é “normal” ou previsível.
Os baixos parecem sofrer uma influência não muito longínqua de jazz em alguns temas como a música título ou a Jigsaw You. Outras soam mais experimentais, mas no ponto certo: são cantáveis, dá pra bater o pezinho acompanhando, sem sustos. Mas as dissonâncias e os arranjos originais dão o tempero.
Climas vão da tensa e histérica - e talvez mais famosa deles - Suds & Soda (no sample acima) a canções com poucos instrumentos, uma bateria tranquila e uma voz quase falada, como em Great American Nude, que tem algo que me lembra King Missile.
Samples de Zappa e Don Cherry mostram um pouco do que os caras gostam. Influências de punk, jazz e até progressivo se misturam num rock mais livre e irreverente. Tem quem chame os caras de “avant grunge”… afe…
A banda começou como um grupo de covers mas logo as composições próprias foram aparecendo e dominando o playlist. Este disco mostra o auge da sua criatividade.
Em 97 lançaram o segundo melhor disco, In a Bar, Under The Sea. Depois acho que dEUS perdeu esse espírito meio contestador. Ficaram mais melosos e “normais”.
Mas quem fez um disco como este, tá perdoado. Bão dimais!
E eu consegui escrever tudo isso sem fazer nenhum trocadinho com o nome da banda! Inacreditável.
música pra ouvir: Suds & Soda
Foncati 15/12/2006 às 9:38 am: vou comentar antes de ler. dEUS é o cÃO. principalmente com o worst case scenario. disco fODA esse, viu!
Ian Guedes 15/12/2006 às 9:47 am: Eu já tinha ouvido falar nessa banda há muito tempo, pelo envolvimento com alguns do X-Legged Sally (não sei direito quem, acho que o Vervloesem e/ou o Vermeersch). Vou tentar procurar!
Foncati 15/12/2006 às 10:30 am: trocadalho o carilho. acabei fazendo no outro comentário. de dEUS, ouvi o worst case scenario a exaustão, se é possível cansar desse disco, e um pouco do in a bar, apenas.
alexandre 04/10/2007 às 5:44 pm: olha… eu já ouvi, na verdade só ouvi este, o disco POCKET REVOLUTION do dEUS. Achei um discaço, então, entrei aqui para buscar novas referências. Recomendo. E gostaria escutara opiniões a respeito.
5 reproduções
★★★★
Alguns discos são assim: você ouve e imediatamente uma imagem da atmosfera que ele passa aparece na sua mente. Capas costumam ajudar mas nem sempre elas traduzem bem essa imagem. É o caso deste.
A capa mostra um pôr-do-sol, num campo plano, seco e vazio. Pra mim, esse campo tinha que ser cheio de árvores, daquelas do serrado brasileiro… e úmido. E torto. As árvorese somos nozes… :P
Mas, em compensação, o “clima” da capa é bem a do disco: quase aconchegante e familiar, quase normal… mas meio estranho, meio dramático. E o Drama, no sentido teatral e não melodramático, faz parte há um tempo da carreira da líder da banda.
Cantora, dançarina e compositora, Dawn McCarthy deixou uma série de bandas das quais participava em NY para, em 1997, seguir carreira solo. Em 1999 ela lançou o primeiro disco do Faun Fables.
O figura Nils Frykdahl (Sleepytime Gorilla Museum, Charming Hostess, Idiot Flesh, etc) curtiu e passou a colaborar com a banda da moça. Dessa união sairam, até agora, 4 discos, sendo o último, The Transit Rider, deste ano.
Outras participações interessantes surgiram, desde então: Will Oldham (Palace), Irr App Ext (Nurse with Wound) e sua irmã, Sheila McCarthy.
O fio condutor das músicas é sempre a voz. As referências são inúmeras: de músicas polonesas de arte (!) ao teatro, canções infantis, terror, yodel, gospel, opera e natureza. Mas principalmente o Folk. Aquele oldschool, voz e violão basicamente. Mas algo aí soa diferente, um pouco estranho e enigmático. E é esse twist que faz essa banda ser bem interessante.
O clima é meio mítico, meio bicho-grilo, meio épico, meio trágico, meio hipinótico. Parece um pouco música antiga - ou música de outra época - em algum outro lugar - que não necessariamente é antiga. Seria talvez música de floresta? Uhm… Isso pode soar meio Enya… o que DEFINITIVAMENTE não é o caso.
Cara, difícil definir o singular som da garota. Mais fácil você escutar. [aperta o play lá em cima, se é que você já não o fez]
Que tal? Escuta de novo que você vai acostumando. E gostando. :)
Vale a pena.
música pra ouvir: Eternal
alê 30/11/2006 às 3:21 pm: Realmente não me empolgou de primeira. Daqui a pouco escuto de novo e vejo se não foi só pq o som é ‘diferentão’ (aqui não é o melhor lugar pra confessar uma coisa dessas, mas o fato é que minha classificação das músicas é binária: ‘tradicionais’ e ‘diferentonas’). De qualquer modo, Faun Fables já tem o mérito de dar uma boa trilha para um filminho… Mas perdi o foco! Vim aqui pra falar outra coisa: ingressos karnakianos devidamente em mãos! Bratz!