“Mnemosyne”, faixa-título do 1º álbum do quinteto novaiorquino Ljova and the Kontraband. As imagens do vídeo vem do filme russo “4”, de Ilya Khrjanovsky.
Mais info: www.ljova.com/mnemosyne
este link abaixo disponibiliza para download uma significativa amostra da enorme discografia do John Zorn.
The Projects Of John Zorn
[via @richarley]
“Haudasta lomilla”, DVD ao vivo do sensacional Alamaailman Vasarat foi recentemente lançado na Finlandia. Nem sei se esse vídeo é dele, mas serve um pouco de aperitivo. A capa do DVD e a enorme tracklist do show dá pra ser conferida clicando aqui.
Mais info: Site Oficial | MySpace
10 reproduções
★★★★★
Seis audições depois e cada vez isso fica mais interessante. Compositor, arranjador e multi-instrumentista israelense, vivendo atualmente no Reino Unido, Koby Israelite é daqueles caras que gostam de surpreender o ouvinte, misturando diferentes tipos de estilos e gêneros musicais no mesmo álbum.
Tudo com uma aura klezmer, esse estilo de música não-liturgica judaica com forte influência cigana que anda sendo constantemente reinterpretado e traduzido há algum tempo pela moçada tocadora de jazz, rock e avant-garde da baixa Nova Iorque, como Don Byron, Davka, Jamie Saft, Medeski, Martin & Wood, John Zorn, etc.
Israelite tem lançados 5 discos, sendo 2 de interpretações de outros músicos, como é o caso do Orobas: Book Of Angels Vol. 4, escolhido por este blog como um dos melhores de 2006. Dos 3 restantes, acredito que Dance Of The Idiots seja o seu melhor trabalho.
O álbum é uma verdadeira viagem de explorações e possibilidades de klezmer, feita por um músico eclético e pesquisador, numa forma contemporânea e inspirada. Rock, cigano, clássico, balkan, metal, cantos litúrgicos, jazz, árabe - estilos esmagados e processados de maneira absolutamente inspirada. “Cantorial Death Metal, Nino Rota Klezmer, Balkan Surf, Catskills free improvisation” - diz o press release do álbum.
Fora convidados pros vocais, guitarras, violinos, didgeridoo, sax, trompete, trombone, baixos, etc, Koby manda ver na flauta, vocais, acordeon, clarinete, piano, teclados, bateria, percussão e programação.
O disco começa tranquilo e um tanto dançante com a excelente Saints And Dates, com percussão com cara de anos 20 e tema leve, quase no estilo André Popp. Em Toledo Five Four a viagem pula pro Oriente Médio, com algumas doses de improviso. A pesada If That Makes Any Sense mistura cantos religiosos com metal - que me faz pensar como nenhum Praxis pensou nisso antes. A belíssima e leve Battersea Blues já vai pra uma onda mais mística, com toques de guitarra que lembram Bill Frisell e um didgeridoo fantástico. I Used To Be Cool tem variações bruscas de condução, explorando melodias orientais e improviso. Pulamos pros balkans em In The Meantime e pra algo próximo aos Secret Chiefs 3 em Wanna Dance?. Finalmente a música título aparece, antes da última do álbum, numa forma alegre, bem-humorada e satírica (meio que desavisadamente você ouve claramente uma passagem rápida do tema dos Simpsons).
música pra ouvir: Toledo Five Four
fabio borissevitch 01/09/2007 às 2:45 am Esse disco é muito foda! Parabéns pelo blog. Já virei fã
4 reproduções
★★★½
Roberto Juan Rodriguez é um percussionista, compositor e arranjador cubano. As raízes latinas são óbvias na obra dele, mas não só: ele é judeu e mescla de maneira singlar a música klezmer com o som da sua pátria.
O híbrido resultado é ótimo. Balanço que só a música latina tem com melodias klezmer. E um pouco de tudo mais no meio: salsa, cumbia, son, merengue, cha-cha-cha, mariachi, etc. Tem um gosto de jazz também, misturado em pequenas doses.
Excelente compositor e arranjador, o cara tocou com o Marc Ribot no ótimo projeto “Los Cubanos Postizos” quando foi descoberto por John Zorn que o convidou para lançar pelo seu selo (Tzadik) discos totalmente compostos por ele. Seus temas são bem no velho esquema de música latina típica (se é q isso existe), lembrando muito os clássicos Perez Prado, Pedro Gracia e Orquestra Aragón, cujo pai de Roberto, o Sr. Roberto Luis Rodriguez, foi integrante nos idos dos 60’s e 70’s.
São, até agora, 3 discos, todos lançados pela Tzadik, fora algumas participações em outros projetos do selo. Este é o segundo, tão bom quanto o terceiro, em parceria com o velho e bom Irving Fields.
música pra ouvir: Wolfie’s Corner
adorno at MaWá com W 30/10/2006: […] Vocês, leitores, ganharam de presente uma bela indicação. A dica de hoje é o Aporias, blog do Carlos. A propósito, não o indico apenas por ter gentilmente me ensinado a fazer esse lance dos arquivos, mas também porque seu blog é um cardápio muito bem recheado de música de tudo quanto é lugar. Dá uma bela diversificada no repertório, principalmente no meu caso, que me interesso demais pela música brasileira – e acabo esquecendo de todo o resto. Hoje mesmo caí nas graças do Roberto J. Rodriguez, que mistura música cubana com judaica. Sensacional. […]
4 reproduções
★★★★
Cheguei nesse disco totalmente por acaso ontem no eMusic e de cara gostei muito. Leve e muito divertido.
Basicamente é uma banda de klezmer moderna, bem parecida com outras tipo Hasidic New Wave e The Klezmatics. Influências fortes do leste europeu estão presentes, como no disco do Pachora resenhado aqui.
Mas este é mais acessível, menos jazz, mais pop mesmo.
Me lembrou, não por acaso, as trilhas dos filmes do Emir Kusturica.
Alguns temas são especialmente divertidos, como a música abaixo (aperte o play pra ouvir!), que além do tema composto por eles, cita a “Hava Nagila”.
Resumindo: ciganos judeus loucos fazendo você feliz. :P
música pra ouvir: Golem Hora
Nelson Endebo 10/05/2007: Cara, essa faixa que você subiu na verdade é um pout-pourri muito porra louca de músicas judaicas. Tem dois temas festivos, incluindo o “Hava Naguila”, e algumas músicas que eu cantava na escola quando tinha 7 anos. Foda isso, eles juntaram tudo e ficou engraçadíssimo. Só entrei aqui nesse post por causa do post do Electric Prunes. Esse Golem não deixa de ter a ver com aquele post, afinal.