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texto e dowload deste ótimo disco:
★★★★½Happy Family: Happy Family, 1995

texto e dowload deste ótimo disco:
★★★★½
Happy Family: Happy Family, 1995

Tin Hat - Foreign Legion, 2010
★★★★

o ex-Tin Hat Trio tem feito, desde sua fundação em 1997, discos belíssimos, com uma inventiva mistura de erudito, folk, música de cabaré, jazz, e outros tantos estilos, com uma cara ao mesmo tempo erudita e acessível.

fundado por Rob Burger (acordeon), Mark Orton (violão) e Carla Kihlstedt (violino), o grupo gravou 5 discos - sendo o último já sem o “Trio” no nome, devido a saída de Burger, e a entrada de Zeena Parkins (harpa), Ben Goldberg (clarinete) e Ara Anderson (metais e teclados).

este disco que você pode baixar no link é o primeiro registro oficial ao vivo da banda. pra quem é fã, uma ótima retrospectiva. pra quem não conhece, o melhor jeito de se aprofundar no som dos caras.

RECOMENDO.

Tin Hat - Foreign Legion, 2010
★★★★

o ex-Tin Hat Trio tem feito, desde sua fundação em 1997, discos belíssimos, com uma inventiva mistura de erudito, folk, música de cabaré, jazz, e outros tantos estilos, com uma cara ao mesmo tempo erudita e acessível.

fundado por Rob Burger (acordeon), Mark Orton (violão) e Carla Kihlstedt (violino), o grupo gravou 5 discos - sendo o último já sem o “Trio” no nome, devido a saída de Burger, e a entrada de Zeena Parkins (harpa), Ben Goldberg (clarinete) e Ara Anderson (metais e teclados).

este disco que você pode baixar no link é o primeiro registro oficial ao vivo da banda. pra quem é fã, uma ótima retrospectiva. pra quem não conhece, o melhor jeito de se aprofundar no som dos caras.

RECOMENDO.

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20 reproduções

Max Richter - Infra, 2010
★★★★

Max Richter é um compositor, pianista e produtor alemão. Aluno de Luciano Berio, tocou a música de Arvo Pärt, Brian Eno, Philip Glass, Julia Wolfe e Steve Reich antes de começar a compor.

Se envolveu em várias produções e trilhas sonoras como o premiado Waltz with Bashir.

Este novo disco, quinto álbum solo da sua carreira, pode não ser tão bom quanto o antecessor 24 Postcards In Full Color, indicado aqui no Aporias como um dos melhores de 2008, mas ainda assim um ótimo exemplo da sua excelente música.

Site Oficial | Myspace

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15 reproduções

Cantori Moderni Alessandroni tocando a música de Bruno Nicolai “Quando Le Donne Avevano La Coda” [When Women Lost Their Tails] para trilha do filme de mesmo nome, de 1970.
★★★★

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100 reproduções

Kentucky, música da Hermano (2008), banda do ex-vocalista do Kyuss John Garcia.

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21 reproduções

Elvis Perkins: Elvis Perkins In Dearland, 2009

★★★★

O ano de 2009 continua trazendo boas surpresas. Este belo projeto do compositor, vocalista, violonista e filho do Norman Bates, digo, Anthony Perkins é uma delas.

Com um sólido e criativo acompanhamento de instrumentos pouco comuns pro gênero, como tuba, saxofones, clarinetes e outros horns, o folk de Elvis Perkins tem retrogosto de Dylan com Neil Young e Leonard Cohen, sem, no entanto, correr o risco de ser rotulado como imitação de algum deles.

Tem lá seu DNA musical próprio, falando de morte com leveza e elegância. Na real, se você não prestar atenção nas letras, parece mais uma celebração à vida.

Ouça a primeira faixa aqui [aperte o play acima].

Ou siga o MySpace

Site oficial

música pra ouvir: Shampoo

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10 reproduções

DeLeon: DeLeon, 2008

★★★★

Bela surpresa este disco.

Numa mistura original de rock indie, pop, folk, música cigana e sefardita (judaica, vinda de Portugal e Espanha), as auto-denominadas “melodias da pré-Inquisição pós-modernizadas” do quinteto DeLeon são deliciosas de ouvir.

O álbum dessa banda novaiorquina liderada pelo vocalista e guitarrista Dan Saks já mostra maturidade impressionante para o primeiro disco de uma banda formada em abril do ano passado.

As músicas, cantadas em inglês, hebraico ou ladino, além das influências citadas acima, trazem nacos modernos de Animal Collective, Talking Heads ou até Dengue Fever (com quem já fizeram tour).

O mais puro 15th Century Spanish Indie Rock!

MySpace oficial com mais 2 músicas pra escutar.

Aqui você vê o clipe produzido pela própria banda na turnê com Mike Gordon e Balkan Beat Box.

música pra ouvir: La Ner V’Livsamim

comentários originais

Bruno Scartozzoni 27/01/2010 às 7:17 pm Alguém sabe onde baixar esse album? Procurei nos quatro cantos da web e não encontrei.

henrík 26/11/2008 às 10:13 pm soa estranho parece turco gostei.

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6 reproduções

Stanton Moore Trio: Emphasis! (On Parenthesis), 2008

★★★★

Deve ser conhecido de muita gente esse cara, mas não posso deixa de comentar sobre o mais novo disco do trio liderado pelo baterista Stanton Moore. Ainda mais que, numa busca rápida por resultados em páginas brasileiras, encontrei muito pouco – e pra quem aprecia um jazz-funk e não conhece ainda o trabalho desse americano, vale a pena ir atrás.

Emphasis! (On Parenthesis) é o mais recente disco solo de Moore, o quarto de sua carreira que começou nos primeiros anos da década de 90 com o (então) sexteto de Nova Orleans de jazz-funk Galactic. De lá pra cá o baterista participou de inúmeros projetos, de R&B a jazz, passando até por uma contribuição com o punk-metal do Corrosion of Conformity.

Esse disco é um ótimo exemplo do que Stanton Moore pode oferecer ao gênero hoje tão bem representado por Medeski, Martin & Wood (embora o trio seja eclético o suficiente para não ser encaixado em um único gênero).

Liderando o trio que conta também com Will Bernard (guitarra) e Robert Walter (hammond B3, piano e outras teclas), o compositor apresenta 11 músicas impossíveis de não acompanhar batendo o pezinho ou socando o volante do carro. Grooves, breakbeats, guitarras sincopadas, órgãos tradiças e uma fome por uma rítmica complexa porém acessível.

O trio dá até umas arriscadas em uns temas mais rock como, por exemplo, a (Who Ate The) Layer Cake? (os títulos de todas as faixas contém indicações entre-parenteses). Mas é na quebradeira funk que a coisa fica realmente séria, como você pode ouvir na faixa abaixo.

Dá pra ir sem medo nos outros álbuns solos dele, apesar de achar o primeiro, All Kooked Out (1998), o mais fraco dos quatro.

Grooovy, baby! ;)

Site oficial com várias músicas para escutar.

música pra ouvir: Over (Compensatin’)

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5 reproduções

Madeleine Peyroux: Dreamland, 1996

★★★★

Ela estava atrasada, resolvi esperar no bar do hotel.

- Garçon!

- Boa noite, senhor?

- Bela noite. Veja a lua!

- Deseja um drink, senhor?

- Sim, um whisky sour, com pouco açúcar, por favor.

- Perfeitamente, senhor. Com licença.

- Obrigado.

O amendoim, menos crocante que o esperado, acalma o estômago incomodado. Uma magra jovem de feições francesas sobe ao pequeno palco, delicadamente sentando-se ao banquinho. Outros músicos se juntam a ela.

La Vie En Rose começa e penso “ok, de novo mais um desses Jazz de Bar de Hotel™”. Logo no primeiro minuto já dá pra notar que a coisa não é bem por aí.

Olho com mais atenção para o guitarrista, discreto… Não seria o Marc Ribot? Uhmm… Certeza! Eu reconheceria o jeito dele tocar de olhos fechados. Do lado é o… como chama mesmo?… Greg Cohen! Isso. Kenny Wollison do outro lado? James Carter? Cyrus Chestnu? Vernon Reid? Pera, isso tá ficando bom.

Meu drink chega.

- Obrigado.

Droga, puzeram muito açúcar.

Que seja, o som tá bom.

Essas músicas me soam muito bem. São bem tradicionais, aquela coisa tranquila com gosto de Billie Holiday, mas nem todas as músicas são conhecidas. Ela deve compor também, além de interpretar deliciosamente bem.

Meu telefone toca.

- Ah, você vai se atrasar mais? Tudo bem.

Os temas vão se desenvolvendo com uma delicadeza ímpar: swing standards, blues, country e folk com clima anos 20 e 30. Entre composições próprias (descobri perguntando pro senhor de gravata púrpura da mesa do lado, que parece ser fã de longa data), aparecem um Fats Waller, Bessie Smith e a já citada Billie Holiday. Pra tocar a “Always a Use”, ela mesma assume o violão.

- Garçom, mais um whisky sour! Ah! E outra porção de amendoim, por favor.

Excelente. Aquele piano tá ótimo. Básico, perfeitamente bem tocado, nenhuma nota a mais ou a menos.

Que voz!

Mas será possível, esse barman tá com problema no açucareiro!

Uhmm… bem, acho que tenho que ir agora. Últimos goles.

Aproveito pra comprar o CD na porta do bar. É de 1996, lançado pela Atlantic. Nunca tinha ouvido falar dela, mas parece que é famosa. A Time considerou esse disco como “a mais excitante, envolvente performance vocal feita por uma nova cantora no ano (de 96)”, seja lá o que isso queira dizer.

Fiquei sabendo depois, pelo barman, ao reclamar do excesso de açúcar de seus drinks, que ela sumiu depois desse disco e só voltou em 2004. Aí, lançou 3 discos, sendo o último em 2006, com participação de K.D. Lang e tocando, além das composições próprias novas, canções de Serge Gainsbourg e Tom Waits.

Voilá!

Agora vou jantar. Longe daquele barman.

Não sei porque não pedi um vinho…

Site oficial com todas suas músicas pra escutar.

Veja seus videos no last.fm

música pra ouvir: I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter

comentários originais

jvlav 07/04/2008 às 9:21 pm como sempre um bom post ! abraço

Brian Morris 01/04/2008 às 3:26 pm Em 1996, estava num restaurante curtindo minha comida italiano quando ouvia numa música muita boa no outro parte do restaurante. A voz dela era bem paricido de Billie Holiday. Pensei, que legal eles está tocando ela. Pensei de novo, hmmm, o sound system tem alta qualidade, parece Billie está lá! Com curiosidade, fui lá. Era Madeleine Peyroux, cantando, tocando uma violão (Terence Blanchard tocando trompete). Deixe minha comida pra lá, heh. Depois, conversei um pouco com ela, comprei um CD. Desde aquele dia, sou fã #1 dela.

Carlos Bêla 23/03/2008 às 8:56 pm valeu dudu! espero que tenha curtido o som também! abraço

dudu colmeia.tv 23/03/2008 às 6:04 pm belo post, meu velho

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5 reproduções

Giraffes? Giraffes!: More Skin With Milk-Mouth, 2007

★★★★

Girafas? Sim, girafas.

Só o nome da banda já dá vontade de baixar o álbum, nem que seja pra uma espiadela rapidita no som.

Pois. Fiz. E não é que não é só de nome que os caras são bons?

A dupla de Post/Math-Rock formada por Joseph Andreoli e Kenneth Topham faz um som que lembra principalmente The Advantage, mas também Hella e outros similares: melodias simples, repetitivas e frenéticas, tempo rápido, construção inteligente. Deve ser bem legal ver isso ao vivo.

Ouvir? Ouvir!

Confira o MySpace oficial que tem 6 faixas disponíveis pra auscutar, fora o exemplo acima que é praticamente um progressivo matemático. [aperte o play]

música pra ouvir: I Am S/H(im)e[r] As You Am S/H(im)e[r] As You Are Me And We Am I And I Are All Our Together: Our Collective Consciousness‚ Psyc

comentários originais

Renan Molin 29/05/2008 às 12:21 am Coisa fina Giraffes hein? Não connhecia, mas gostei bastante, um mix de Dream Theater com Crystal Casltes, se é que isso é possível! Me lembrou isso: http://www.myspace.com/frommonumenttomasses abraço

Medina 13/03/2008 às 3:38 pm olha que coisa linda: http://www.youtube.com/watch?v=B0KUTj7vNS0

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4 reproduções

Chrome Hoof: Pre-Emptive False Rapture, 2007

★★★★

A capa é uma mistura de logo metal com cromados bregas dos anos 80. Só faltou dregadês de azul pro branco e marrons. A primeira faixa já espanta essa impressão causada pela capa, com um post rock nada anos 80. A segunda já tem uma linha mais acessível e um vocal feminino “quase-pop” que entra perto do final da faixa de cinco minutos e meio, numa levada mais feliz. A terceira já vai numa onda post-punk com uma guitarrinha esperta Talking Headiana. A quarta tem um teclado meio John Lord, guitarras pesadas e uma levada disco-circense.

E por aí vai. nada de novo em cada uma faixa, não fosse a junção delas todas não ser uma coletânea e sim o trabalho de uma única banda.

Originalmente um duo de baixo e bateria, o Chrome Hoof é daquelas gratas surpresas. Tem tudo pra virar queridinhos indies. No bom sentido.

Este terceiro disco (considerando um EP) da banda inglesa tem uma variedade surpreendente de instrumentação. Os atuais 9 ou 10 multi-instrumentistas que formam a “orquestra” Chrome Hoof oferecem uma grande variedade de arranjos, sonoridades e misturas. Do metal ao disco, do funk ao experimental, do Goblin ao Mr. Bungle.

Nada previsível, um pouco estranho, mas extremamente acessível.

Um disco pra ouvir várias vezes e continuar sacando as nuances e invenções.

Bem legal!

Myspace

música pra ouvir: Leave This Ruined Husk

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10 reproduções

Autopoieses: La Vie Á Noir (Remixes), 1999

★★★★

Esses últimos tempos só escutando discos que conhecia bem, mas que há mais de meia década eu não ouvia, tem provocado as mais diferentes reações: coisas que eu achava geniais há 8 ou 10 anos e que agora soam insosas ou ultrapassadas ou mesmo chatas; e coisas que antes pareciam ok e que agora revelam-se excelentes experiências.

Este disco do Autopoieses faz parte da segunda e animada turma.

Tomei contato com o som do duo alemão na mesma época da onda Warp de IDM que pululava, no final da década passada, por entre os ouvidos descolados da modernidade paulistana (sic). Entre um Autechre e outro Squarepusher, apareceu lá um disco meio estranhão, diluído, experimental e ambiente - na época, assumo, não dei muita atenção.

O disco La Vie Á Noir, que deu origem a esse de remixes, tinha 11 faixas. Todas sem nome. Nele, samples de film noir são processados e desconstruídos de forma abstrata e experimental.

Este em questão, lançado no mesmo ano, traz 45 faixas, também sem título, embaladas com uma capa com cara de caixa de CD vazia e sem qualquer informação escrita. Assim como o disco original, o experimentalismo da construção sonora por samples e processamento digital parece ser o mote principal do álbum, mas aqui, talvez pela variedade maior de faixas e, consequentemente experimentos, ou pelo fato de ser mais “ambiente”, ou pela simples releitura inspirada (com adicional participação de Vladislav Delay, Kit Clayton, Terre Thaemlitz e Gez Varley em algumas reinterpretações), La Vie Á Noir (Remixes) dá um banho no anterior.

Não é um disco de fácil audição, bem pelo contrário. Fones de ouvido acompanham muito bem e ajudam a ressaltar as sonoridades hipnóticas e a inventividade na construção sonora, repleta de texturas, cliques, ruídos e barulhos. Mas é daqueles álbuns que vale a pena escutar (bem) mais de uma vez, pra descobrir e entender melhor o trabalho.

A duo acabou logo na sequência.

Ekkehard Ehlers, começou a gravar solo sob o nome de Auch ou mesmo sob seu nome verdadeiro. Sebastian Meissner passou a lançar discos sob as alcunhas de Random Inc. Bizz Circuits, Klimek e Random Industries.

Site Oficial cuidado com o volume :P

música pra ouvir: Untitled 03

comentários originais

Daniel a.k.a. Suss4 26/09/2007 às 2:39 pm opa, eae Bêla! tá bacana o blog, tem bastante coisa pra fuçar„, depois vou passar o pente fino com calma, vi que tem varias coisas do meu agrado… link musical do dia: http://www.youtube.com/watch?v=U2Kxf6TUAFI beeem bacaninha, Los Pekenikes.

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6 reproduções

Friendly Bears: On Oceans, Light, And Sleep, 2005

★★★★

Mais uma boa surpresa encontrada no eMusic.

Friendly Bears tem uma base forte de free-jazz, mas o (post/avant) rock tem importância primordial para definir o estilo desse quarteto novaiorquino de nome fofis.

Um (nem sempre) suave trompete dá o ar jazzistico e conduz a maioria das composições, num ar meio Modern Creative que me lembrou Dave Douglas. As composições com essas características já valeriam o disco, mas é justamente quando o grupo descamba na mistura de rock e clássico (sem, contudo, parecer careta) que a coisa fica mais interessante.

Citemos algumas referências declaradas da banda, pra explicar um pouco melhor do que estamos falando: Shudder to Think, Bartok, Stereolab, Jeromes Dream, Komeda, Pat Metheny Group, Alban Berg. Mistureba.

A Doubtful Case e To Arhats, por exemplo, têm participações de cantores (um cara e uma mina - não descobri se são integrantes da banda) fazendo linhas dissonantes belíssimas. A primeira faixa acompanhada ora por guitarras um pouco pesadas, ora por bases eletrônicas. A segunda, mais surpreendente na linha instrumental, faz um caminho mais experimental e (ugh!) moderno (no sentido Bartok da coisa, se é que você me entende :P ). Essas vozes aparecem em outras faixas também.

Tudo na boa, sem exageiros ou sustos gratuítos.

Esse é o primeiro disco dos caras, lançado em 2005 - apesar da banda, inicialmente um trio, tocar junta desde 2000.

Se você é daqueles que curte dar uma força pra bandas independentes, que estão começando ou que fogem do esquema de grandes selos, vale a pena se associar ao eMusic e comprar mp3 legalmente em qualquer parte do mundo e sem DRM. Tem muita opção boa por lá.

Não ganho nada com essa propaganda, devo deixar isso bem claro.

O MySpace da banda disponibiliza 4 músicas pra audição, sendo 2 baixáveis. Esta é uma quinta faixa, chamada Shams of Tabriz

música pra ouvir: Shamz Of Tabriz

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4 reproduções

The New Caledonia: Lotus, 2007

★★★★

Existem rótulos de todos os tipos pra música. Para os sons mais inclassificáveis criaram termos como o Post-Rock ou o Avant Progressive Rock, termos muito usados na tentativa de descrever diversas bandas que tem pouco a ver entre si. Mesmo assim, há quem insista nessas definições. Tentar limitar o som dos neozelandeses do The New Caledonia a uma expressão facilmente encontrada na Wikipedia não seria algo justo.

Digamos que a banda consiga representar sonoramente muito bem a ilustração da capa (acima) de seu álbum de estréia, Lotus, com uma colagem meio bagunçada de estilos, climas e ritmos extremamente distintos. No entanto, como o The New Caledonia é formado por um quarteto realmente talentoso, o resultado final é muito interessante.

Em pouco mais de 37 minutos, ouvimos a banda atacar do progressivo ao jazz, do rock ao ambient, passando por funk, disco, entre outros gêneros. Vale destacar a presença de vocais no álbum, que assim como no ótimo Mirrored, do Battles, funciona mais como um elemento complementar ao instrumental do grupo.

Falando em complemento, o bom uso de sax, teclados e sintetizadores pela dupla de guitarristas Timon Martin e Fagan Wilcox, também acrescenta muito ao som. Mas o destaque mesmo fica por conta da cozinha pra lá de afinada do baixista Mike Tayler com o baterista Stan Bicknell, que seguram com precisão cirúrgica as mudanças drásticas de andamento nas músicas de Lotus.

Vale a pena dar uma checada no Myspace da banda para conhecer um pouco melhor do som do The New Caledonia.

Aqui vocês também podem conferir o clipe da faixa Zoot Suit Pseudo.

Myspace

Site Oficial

música pra ouvir: Celestial Sattelites

comentários originais

billy 15/09/2007 às 4:54 pm: vale lembrar que eles proprios liberaram o cd para download! é só checar no myspace.

Ian 04/09/2007 às 11:17 am: Muito boa essa faixa. As guitarras frippianas lembraram um pouco King Crimson. É, toda recomendação do Richarley vale a pena

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10 reproduções

Yusuf Islam: An Other Cup, 2006

por Sérgio Vaz

★★★★

A volta do dom divino que a fé em Alá calou

Se você ainda não ouviu, vá atrás de um disco chamado An Other Cup, de um tal de Yusuf. Esse sujeito é um dos dois maiores, melhores e mais profícuos criadores de melodias pop dos últimos 60 anos. Igual a ele, só Paul McCartney.

Os maiores, os melhores? Esses conceitos são subjetivos, cada um tem os seus. OK, tudo bem, perfeito. Você pode achar que Kurt Cobain é imbatível, ou, se gostar de coisas mais antigas, talvez tenha a certeza de que Keith Richards é o maior e o melhor.

Mas veja só: esse Yusuf botou 11 músicas entre as mais vendidas e tocadas entre 1971 e 1977 nos Estados Unidos; todos os seus dez primeiros álbuns foram disco de ouro na Inglaterra ou nos EUA – ou nos dois. Naquela época, tinha trocado o nome de nascimento, Steven Georgiou, por um inventado, Cat Stevens. Deste nome você certamente se lembra.

Steven Georgiou, quer dizer, Cat Stevens, era um brilho. Lennon-McCartney, Jagger-Richards, Page-Plant num homem só, tinha o dom raro de criar, numa quantidade espantosa, melodias que misturavam a suavidade do folk com o balanço do rock, gostosas, fortes, contagiantes, fáceis de assobiar, dessas que grudam na orelha da gente e fazem balançar o corpo mais duro. E era também o autor de todas as letras – versos diretos, curtos-e-grossos, mas de grande sensibilidade, que iam muito além da descrição de paixonites adolescentes e demonstravam uma grande inquietação espiritual, uma busca por um sentido maior.

Seu quarto álbum, Tea for the Tillerman, que estourou nas paradas americanas (e puxou as vendas dos anteriores), foi lançado em 1971, na explosão dos singers-songwriters, como Joni Mitchell e Carole King, e por isso ele foi chamado lá de o James Taylor inglês. Naquela época, todos adoravam James Taylor – e todos adoravam Cat Stevens. Além de ser autor de boas letras e boas músicas, e de ter uma belíssima voz, ainda por cima o cara era boa pinta.

E ainda tinham os engenheiros de som. Os engenheiros de som ingleses são melhores que todos os outros, isso todo mundo sabe. Basta lembrar a mística que se criou em torno dos estúdios Abbey Road, onde até hoje são remixados discos de artistas importantes do mundo inteiro (inclusive Milton Nascimento e Paulinho da Viola). Ou de Alan Parsons, o engenheiro de som do Pink Floyd que virou líder de banda. Mas os engenheiros de som que trabalhavam com Cat Stevens eram o máximo do máximo – e tinham uma imensa liberdade de criação. Eles alternavam o volume no meio das músicas, faziam os instrumentos dançarem de uma caixa acústica para outra (ainda no tempo de apenas quatro canais), botavam ruídos vários e vozerio de gente no meio das músicas. Os modernos subwoofers adoram o que aqueles caras faziam nos pré-históricos (em termos de tecnologia) anos 60 e 70.

A força das canções de Cat Stevens era (e é) tão grande que elas voltaram várias vezes à lista das mais vendidas e tocadas. O jamaicano Jimmy Cliff gravou “Wild World” e botou a música entre as dez mais da Inglaterra; quando veio a gravação do autor, ela de novo foi parar no alto. No final dos anos 70, Rod Stewart regravou “The First Cut is the Deepest” (de 1967) e a canção voltou ao topo das paradas tanto nos EUA quanto na Inglaterra; em 2003 Sheryl Crow levou a mesma música ao Top 20 americano. Em 1996, a louraça peituda (em todos os sentidos) Dolly Parton chamou os africanos do Ladysmith Black Mambazo para participar da regravação que ela fez de “Peace Train” (de 1971). Uma coletânea com 18 das mais conhecidas canções dele bateu de novo no alto do hit parade em 1990 – muito tempo depois que o autor tinha sumido do mapa.

Sim, porque, em 1977, o Steven Georgiou, filho de grego e sueca, nascido em Londres em 1947, tornado milionário e superstar mundial como Cat Stevens, jogou fora o nome famoso e virou Yusuf Islam. Agarrou o islamismo com a mesma força com que balançava o corpo no palco. Consta que leiloou o que adquirira ao longo de 12 anos de sucesso no show business, e abriu uma escola nos arredores de Londres para ensinar os princípios islâmicos. Só voltou a ter destaque nos tablóides ingleses quando cometeu a asneira de fazer uma declaração de apoio à sentença de morte dada ao escritor Salmam Rushdie pelos aiatolás do Irã (tem sempre um aiatolá pra atolar, como dizia a música da Rita Lee).

Entre 1995 e 2004, Yusuf Islam usou sua bela voz em cinco discos, não para cantar, mas para declamar poemas, versículos e histórias relacionadas ao Islã e ao profeta Maomé.

E aí, em 2006, quase 30 anos depois de ter dado uma banana para o mundo da música pop, gravou An Other Cup.

Quase 30 anos são tempo demais. Englobam gerações inteiras, milhões e milhões de pessoas que nasceram depois do lançamento de Back to Earth, seu 11º disco, que chegou às lojas em 1978, já depois da conversão de Steven Georgiou-Cat Stevens em Yusuf Islam. Incluem a criação e a decretação da morte do CD, o advento da internet, do download de música, do formato MP3, do iPod e suas tentativas de arremedo. E neste período de quase 30 anos houve o 11 de Setembro e os ataques do terrorismo árabe em Madri e em Londres, mais as guerras de Bush no Afeganistão e no Iraque.

Em 2005, Yusuf Islam foi barrado e proibido de entrar nos Estados Unidos pelo governo Bush. Justamente o autor de “Peace Train”, um dos maiores hinos que a música popular já fez em defesa da conciliação entre os homens. A direita raivosa americana confunde islamismo com terrorismo – mas, infelizmente, não é só ela. Depois de centenas e centenas de mortes causadas por terroristas árabes, difundiu-se no Ocidente uma imensa má vontade, para se dizer o mínimo, em relação a tudo que tem a ver com o islamismo.

Tudo isso – os quase 30 anos, o terrorismo dos radicais islâmicos – pode explicar por que, ao contrário do que se poderia esperar, An Other Cup não estourou, passou longe da lista dos top 10, ou mesmo dos top 40 – embora em geral o disco tivesse recebido boas críticas. Danem-se as listas dos top isso ou aquilo, dane-se o sucesso estrondoso. An Other Cup é um belo disco – uma boa descoberta para quem nunca ouviu Cat Stevens, uma tremenda emoção para quem já gostava dele.

Numa fantástica prova de que é possível mudar e ao mesmo tempo ser coerente com o passado, Yusuf usou, em An Other Cup, vários dos músicos que o acompanharam naquela outra encarnação, lá atrás – os guitarristas Alun Davies e Jean Roussel e o baixista Danny Thompson.

Para ficar só em alguns dos grandes momentos:

O disco abre com “Midday (Avoid City After Dark)” – primeiro, um violão acústico e uma suave percussão; em seguida, junto com baixo, piano e bateria, vem a voz do cara, ainda bela, inimitável, marca registrada, numa melodia rica, que pega e marca já na primeira audição; no intermezzo entre uma estrofe e outra, entra o sopro, alto, vibrante, forte, marcante.

Começa a segunda faixa, “Heaven/Where True Love Goes”, e aí está o velho Cat Stevens. Os antigos fãs reconhecem imediatamente a melodia insinuante, gostosa, alegre – opa, essa ele já gravou, sim, mas qual é mesmo a música? Pode-se levar algum tempo para identificar. Essa “Heaven” é uma das cinco ou seis belíssimas melodias que ele juntou na longa (18 minutos e 19 segundos) “The Foreigner Suite”, que ocupava o primeiro lado inteiro do LP Foreigner, de 1973. A essa velha maravilha junta-se uma canção nova, “Where True Love Goes”. As duas se dão bem como goiabada com queijo.

A terceira faixa, “Maybe There’s a World”, é a primeira explicitamente espiritualista, quase religiosa. É assim uma espécie de “Imagine” à la Cat Stevens, ou melhor, Yusuf Islam: melodia suave, mas forte, que pega a gente de primeira, e versos de quem acredita que a humanidade pode fazer melhor do que tem feito nos últimos séculos, milênios: “I have dreamt of an open world, borderless and wide, where the people move from place to place and nobody’s taking sides” (Sonhei com um mundo aberto, sem fronteiras e largo, onde as pessoas se mudam de um lugar para outro e ninguém está tomando partido).

A faixa 8 é a segunda e única em que Yusuf regrava uma canção do velho Cat Stevens, “I Think I See the Light”, do disco Mona Bone Jakon, de 1970. Naquele tempo Georgiou-Stevens-Islam já procurava uma luz mais forte.

A décima e penúltima faixa, “The Beloved”, é um hino ao profeta Maomé. Uma melodia cheia de toques árabes, com um acompanhamento denso, pesado, instrumentação complexa, que até lembra a muralha sonora de Phil Spector. É uma canção perfeita para quem quer falar mal do disco como um todo e do artista inteiro. Ah, é religioso, é panfletário, e o som é rebuscado demais, podem dizer os críticos. O engraçado é que ninguém reclamou quando George Harrison fez “My Sweet Lord”, e Bob Dylan fez o disco Slow Train Coming, tudo religiosérrimo, panfletarérrimo, o primeiro pró Buda, o segundo pró Cristo. Por que pró Buda pode, pró Cristo pode, e pró Maomé não pode?

Mesmo quem resolver ouvir An Other Cup com todos os preconceitos possíveis, com a firme intenção de não gostar, correrá o risco de se desmanchar diante da faixa 7, “Don’t Let Me Be Misunderstood”.

Ao longo de toda a carreira, Cat Stevens fez pouquíssimos covers de músicas de outros autores – seguramente não mais que cinco. Pois ele resolveu regravar essa música que os Animals tornaram sua marca registrada nos anos 60, teve uma regravação marcante pelo Santa Esmeralda em 1977, no auge da era disco, ocupando um lado inteiro do LP, e por Nina Simone, a extraordinária cantora que simplesmente não deixa espaço pra ninguém gravar a mesma música que ela já gravou.

Pois Yusuf Islam põe tanta força, tanto de sua história pessoal e de sua maestria como cantor, que consegue nos fazer esquecer a versão dos Animals, suplantar a interpretação de Nina Simone e dar novo significado à letra. “I’m just a soul whose intentions are good; oh Lord, please don’t let me be misunderstood” (Sou apenas uma alma cujas intenções são boas; ó Deus, por favor não me deixe ser mal compreendido). Em meio a pizzicato de violinos, ele canta tão devagar, escandindo tanto as palavras para mostrar o que elas querem dizer que quase recita. É de arrepiar.

Depois de ouvir e reouvir e reouvir de novo esse disco, fica difícil não pensar uma coisa do tipo: mas que raio de fanatismo é esse capaz de silenciar por quase 30 anos um artista tão especialmente dotado por Deus, Jeová, Tupã, Oxóssi, Alá – seja qual for o deus?

música pra ouvir: Midday (Avoid City After Dark)

comentários originais

Joao 08/06/2010 às 5:14 pm caramba, genial em cada palavra e nada mais digno, yusuf é um genio da musica pop, entre os top 10 ou nao.

Jose Geraldo Toledo Filho 22/12/2009 às 9:36 pm Ao escutar pela primeira vez Tea for the Tillerman na decada de 70 imediatamente quis saber quem era aquele cara que conseguia encaixar perfeitamente a voz naqueles acordes e tive a certeza que aquela era exatamente o tipo de musica que vale a pena ser ouvida . Cat Stevens acompanhou minha adolecencia e continuou por toda minha vida . No recesso de 30 anos quando Cat Stevens deu lugar a Yussuf Islam eu pensava …como um cara com aquele talento poderia deixar de fazer aquilo que mais amava para se dedicar a um Deus que nós ocidentais não tinhamos muita simpatia , logicamente por nossa ignorancia . O que ele fazia para não compor ..para não cantar ..para não tocar …Como ver o violão e não puxar os primeiros acordes de Father and Son (se ele tivesse visto o Suplicy cantando não teria gravado mais nada mesmo ..rs )…Well ..Graças a Alá ele voltou e espero que não pare mais .

João Marcos 31/12/2008 às 3:56 am Quando tomei conhecimento de um novo disco realizado pelo excelente Stephen Demetre Georgiou – Yusuf Islam, desejei ouví-lo, curti-lo como se deve com um trabalho desse quilate porém só pude fazê-lo este ano mas fiz e então? Um disco perfeito sob todos os pontos de vista. Ele é o dono daquela voz de trinta anos atrás, inconfundível.

Alan 02/07/2008 às 10:06 pm Trabalho muito bom!É o primeiro contato que estou tendo com a música de Yusuf.Música clara.Ótimos arranjos!

Luís Melo 17/01/2008 às 10:43 am Excelente post! Cat Stevens ou Yusuf ou Georgio, não interessa, a sua música transborda emoção, sabedoria e principalmente paz de espirito. É pena não existirem mais Cat Stevens neste nosso mundo cão, mais pessoas que nos façam parar para pensar, reflectir no que de errado temos feito nesta nossa passagem pela Terra, nós Humanidade pois somos os principais culpados de toda a miséria mundial. Ele converteu-se ao islamismo e deixou de ser o cantor lirico que apaixonava gerações. Porquê? Porque simplesmente o ser humano não sabe avaliar a essência do ser como tal e vai de encontro ao que lhe é imposto por “lobbies” mundiais. Parabens Sérgio pelo excelente trabalho de pesquisa.

flavio santos 08/11/2007 às 10:04 pm É, o cara continua muito bom!

Lulu Camargo 04/09/2007 às 7:53 am Eu adoro essa categoria de artistas que mudam de nome: Cat Stevens, Jorge Ben, Prince e Walter Carlos.

Darisbo 31/08/2007 às 9:42 pm Bom, para ler este meu comentário, vamos considerar que ele tenha mesmo se calado por 30 anos. (Eu discordo; gosto bastante daquele disco coletivo pró-Bósnia, “I Have No Cannons That Roar” que ele gravou em 2000 com mais uma meia dúzia de colaboradores. Mas vamos lá:) Acho fanatismo uma palavra meio forte para essa opção do Gato Estêvão (seja qual nome estiver usando, é ele) de gravar o que gravou durante este tempo. Tanto que agora, lançando “An Other cup”, ao que parece ele continua acreditando nas mesmas coisas. Não é mais música “crente”, mas os temas são os mesmos. Pode ser saudável dar uma parada, mesmo que seja por muito tempo, para fazer um balanço e voltar com um disco ótimo, coerente e equilibrado. Pode caber aqui um paralelo entre essa “parada” e aquele período da carreira do Dylan entre o “Street Legal” e o “Infidels”. Passou, Dylan aprendeu com isto, está vivo e bem e, de algum jeito, esse período continua com ele. Quanto ao Yusuf, não vamos compreender mal o cara. E, sinceramente, é muito bom ouvir um disco como esse depois de todo este tempo, na hora certa. Provavelmente, se o mesmo disco tivesse sido lançado cinco anos antes, não teria um impacto tão forte. E, se fosse dez anos antes de hoje, não seria tão necessário. As coisas têm seu tempo. Eu passei uns bons dois meses no início do ano com o Other Cup e o “Modern Times”, do outro citado, no tocador. Dois discões, lindos e para serem degustados aos poucos. Abraços

Richarley Menescal 30/08/2007 às 6:20 pm Caracas… isso não é uma resenha, é praticamente um estudo científico sobre o disco! Hehehe! Excelente!