Cement Slippers, 1º clipe de “Cannibal Workship”, novo disco do sempre interessante Dengue Fever.
King Missile – Happy Hour (1992)
★★★★½
grande disco de uma banda peculiar.
“Essentially a vehicle for the musings of John S. Hall, King Missile merged off-kilter spoken word monologues with eclectic, mildly psychedelic rock & roll. Hall’s dry, absurdist sense of humor colored much of the group’s output, blurring the lines between comedy, Beat poetry, narrative prose, and simple rock lyrics. Yet in spite of their focus on Hall’s literary bent and all its New York artiness, King Missile was most definitely a band, and relied on music to play a much more than perfunctory role in their overall effect.” (AllMusic)
baixe um dos mais divertidos álbuns do ano passado segundo nós aqui do Aporias.
banda alemã + vampiros + clichês Disco + 70’s
este disco podia ser um horror.
e é.
justamente tá aí a graça.
vale a pena baixar no link abaixo e escutar, nem que seja pra xingar este site depois.
destaque especial para a Soul Dracula, que você pode ver o incrível clipe aqui.
5 reproduções
★★★½
Deixei um pouco os discos novos de lado, ando numas de escutar velhos discos que eu gosto (ou gostei) muito. Até por isso que ultimamente o blog anda devagar.
Peguei esse aqui pra escutar, depois de - sei lá - uns 6 ou 7 anos, esperando achar, nessa nova audição, que sua graça teria se esvaído com o tempo. Realmente ele soa um pouco “anos 90” demais, mas ainda tem um frescor considerável.
Titán é um trio mexicano formado por Julian Lede (guitarras, programação), Emilio Acevedo (programação e teclados) e Jay de la Cueva (baixo e teclados) que lançou esse disco em 99 e… boas. Nada mais vi deles, nada mais ouvi. Pelo que diz a wikipedia em espanhol, eles lançaram outro disco em 2005. O Myspace da banda confirma o fato com algumas faixas menos inspiradas.
Misturando muita música dos anos 70 com electro, dance, lounge, rock, funk, surf, disco e outros tantos estilos, o trio fabrica, na base da colagem-copy/paste-samples mixados com instrumentos “de verdade”, um disco dançante, bem-humorado e eclético.
Um bom exemplo é a música deste post, com nome de clássico do metal (C’mon Feel The Noise) a música é recheada de samples do tema do seriado 70’s Starsky and Hutch.
Fun, fun, fun.
PS: Não confundir essa banda com a Titan americana, stoner, muito legal por sinal :)
Site do selo atual da banda
música pra ouvir: C’mon Feel The Noise
Richarley Menescal 25/08/2007 às 5:35 pm Curti! Essa música é muito bacana… e realmente bem mais inspirada do que os sons que tem no MySpace deles. To procurando esse disco na net

★★★½
Jaymz Lennfield, Grg Hammettson, Kliff McBurtney e Ringo Larz lançaram seu primeiro demo online em 2001, A Garage Dayz Nite com 7 faixas, entre elas Everybody’s Got A Ticket To Ride Except For Me And My Lightning e …And Justice For All My Loving.
Em 2004 veio outro: Beatallica, ou The Gray Album (deu pra sacar? White Album dos Beatles e Black Album do Metallica misturados? hã? hein?) com faixas como Blackened the USSR e a incrível Hey Dude.
Mas agora em 2007 finalmente a banda lança um disco “de verdade”. Sucesso total.
Tá, sim, tudo isso é uma grande bobeira. Mais uma banda pegando sucessos de algum(ns) grupo(s) clássico(s) e misturando com outros elementos, tipo Dread Zeppelin ou Richard Cheese (só pra citar aguns). Mas os caras mandam muito bem na proposta Beatles + Metallica.
É incrível como o vocalista imita com absoluta perfeição os tiques do ogro James Hetfield. E o que acho mais interessante: as misturas entre as músicas das duas bandas originais são muito bem sacadas.
Simplificando, o som é como se o Metallica lançasse um disco de cover dos Beatles. Mas, a brincadeira é mais interessante porque eles incluem inúmeros elementos musicais do quarteto “metaleiro” no meio. Nunca uma música dos ingleses é tocada de forma literal. We can work it out é arranjada de maneira a integrar a Hit the lights, por exemplo. No remorse se mistura com No reply, e por aí vai.
As letras também são reinterpretadas e misturadas, como o próprio nome do disco da a entender.
I’m the Sandman-with a metal beat And I think that-Dokken’z fuckin’ weak I want you to bang-right in the street And if you sleepwalk-destroy and seek SANDMAN!
Beatallica tem presença garantida nas varadas de noite no trabalho desde 2002! Testado e aprovado, preferencialmente com a companhia de latas de cerveja :)
Carlos Bêla 16/09/2007 às 7:33 pm Fala Luiz Concordo com você e também prefiro as 2 demos a esse disco… mas optei pelo último por ser o primeiro oficial e mais recente. Valeu!
Luiz Felipe 16/09/2007 às 1:46 pm Muito melhor do que o próprio Metallica \m/ mais ainda prefiro as duas “demos” anteriores do que este CD novo.
riga 14/07/2007 às 5:12 pm crasse!crasse! e aproveitando o comentário…chique no útero o player “slick”

★★★★
Aaahh, que beleza… nada como um belo, simples e bom pop. Tori sempre esteve no meu coração (musicalmente falando tá, Fê?), e esse é um dos seus melhores álbuns até agora.
Ou ouça o disco todo aqui.
5 reproduções
★★★★½
Diz a lenda que dois músicos americanos foram viajar juntos para o Sudeste Asiático pra conhecer a cultura, música e história locais. Ao chegar em Camboja ficaram encantados. Alguns dias por lá, comendo, bebendo e vivendo com os locais… um deles pegou dengue.
Só que a febre da dengue alterou algo na cabeça dos caras e, ao voltarem pros EUA, decidiram formar uma banda só de Rock Cambojano.
Que tal? Lenda ou não, o som dos caras é extremamente divertido.
David Ralicke no sax e outros metais, Ethan Holtzman no orgão e seu irmão Zac Holtzman na guitarra, Paul Smith na bateria, Senon Williams no baixo e, o único integrante realmente cambojano, a cantora Chhom Nimol.
A cantora vem de uma família famosa de cantores pop de lá. Os outros instrumentistas não são novatos: tocaram em bandas como Beck, Ben Harper, Snoop Dog, Julio Iglesias (!), Dieselhead, entre outros.
Mas piraram. Os braquelas americanos esqueceram de suas influências e montaram o Dengue Fever pra soltar, em plena Los Angeles, todo aquele rock psicodélico cambojano que existia dentro deles.
Eles fazem covers de clássicos (!!) das décadas de 60 e 70 mas também tem (ótimas) composições próprias. Cantando tudo em Khmer, claro, a língua da pátria da cantora.
O som é muito próximo do psicodelismo dos 60’s, tipo Nuggets, com muito órgão Farfisa, guitarras fuzzy e condução rock’n’roll clássico. Em cima, as altamente assobiáveis melodias na voz da Nimol.
Lançaram este primeiro disco em 2003 pelo Web Of Mimicry, selo do Trey Spruance (Mr. Bungle, Secret Chiefs 3) e, no ano passado, o “Escape From Dragon House” saiu pelo Birdman Recording Group.
Pela novidade (quando escutei), e pelo fato deles tocarem a incrível “I’m Sixteen” (abaixo - original de Sathea, cantora cambojana), escolhi destacar o primeiro… mas o outro não deixa nada a desejar. Ambos os álbuns têm qualidade musical semelhante. Diferem principalmente na produção: a do primeiro é mais “na cara” e seca, menos cheia de delays - a cara dos originais cambojanos - e no fato do segundo disco ser apenas de composições próprias.
O último filme do Jim Jarmusch, Broken Flowers, tem em sua trilha a faixa “Ethanopium”, deste mesmo disco.
Fun!
Site oficial com videos e mais informações
música pra ouvir: I’m Sixteen
riga 24/11/2006 às 3:46 pm: sensacional….divertidásso.
Gabriel Santi 09/01/2007 às 12:05 pm: Olá. Finalmente encontrei a capa desse disco para ilustrar a resenha da revista em que escrevo. Deus te abençoe, rs. Até. PS – Mas é bom demais, hein? O Nuggets continua parindo boas bandas.
8 reproduções
★★★★★
Se tem uma música que eu ando viciado é a indiana pop. Mas, dizer isso não é nada preciso, já que a música popular indiana é absurdamente prolífica. A India, como muitos sabem, tem a maior produção cinematográfica do planeta e, para cada um desses filmes, existem trilhas sonoras extensas, com composições feitas especialmente para esses filmes.
E tem de tudo: pop meloso, hip-hop, rock, reggae, blues, country, bhangra, giddha, clássico, etc, etc, etc. Aliás, chega a ser impressionante a variedade de estilos que os músicos interpretam.
Bollywood é apenas uma (gigante) parte da (gigante) industria cinematográfica indiana. Além de Bollywood, existem outros polos de cinema: Telugu, Kannada, Tamil, Bengali e Malayalam. Bollywood está presente não só na India, como em todo o sub-continente indiano, partes da África, Oriente Médio e Sudeste da Ásia.
Os temas musicais são anteriormente gravadas por cantores e músicos profissionais em estúdio e, na filmagem, dubladas pelos atores principais, com direito a muita dança e coreografias. Algo meio novela das 8 + britney spears + comédia romântica. Sei lá se isso é legal. Nunca assisti um filme inteiro, apenas cenas musicais. Dizem que os filmes chegam a passar de 3 horas de duração. Medo.
É de se imaginar a quantidade de porcaria que aparece, musicalmente falando, no meio dessa vasta produção. Mas, como em qualquer outro estilo musical, sempre tem algo de destaque. E aí é que entra o nome do qual eu não paro de escutar: Rahul Dev Burman. Ou apenas R.D. Burman.
R.D., também conhecido por Pancham (esse apelido veio da época de criança ainda pois, quando ele chorava, diziam que era sempre na mesma nota: a “Pa”, quinta nota na escala indiana) , era filho de um músico clássico e muito conhecido na India, Sachin Dev Burman, ou S.D. Burman. Não é preciso dizer o quanto a música já influenciou o moleque desde os 0 anos de idade…
Antes de assinar sozinho as trilhas, R.D. ajudou o pai por muitos anos. Rahul Dev não era mais um. Ele possivelmente tenha sido o músico e compositor mais eclético que passou pela indústria cinematográfica indiana. E eu não estou exagerando. Manja aqueles que fizeram de tudo um pouco? E olha que foram 331 trilhas sonoras… E ainda era um excelente técnico e produtor que inventou e incorporou efeitos de som, experimentos com tape, à sua música.
(eu poderia ficar ainda falando muito desse cara… acho que vale destacar, numa outra hora, outros discos dele aqui no blog)
Burman foi casado com uma das maiores, mais famosas e queridas cantoras de Bollywood: Asha Bhosle. E é ela mesma que canta nesse disco do Kronos Quartet, gravado apenas com músicas de R.D. Burman.
São interpretações, na sua maioria quase literais, das obras do cara. E o quarteto de cordas se encaixa perfeitamente bem aqui. Embora o Kronos Quartet sempre tenha focado, nos seus 30 anos de carreira, em música erudita contemporânea, moderna, experimental, um dos seus discos de maior sucesso foi o “Nuevo”, de 2002, no qual interpreta músicas de compositores mexicanos - do clássico ao kitch. Puta disco.
Mas esse aqui eu acho ainda mais incrível, pela qualidade musical das composições originais. E, analisando a carreira do quarteto, é certamente o disco mais “corajoso” e diferente que eles lançaram. As interpretações são muito boas, bem no clima das músicas originais e a participação da cantora Bhosle é perfeita, ainda mais pelo fato de muitas das canções originais terem sido gravadas por ela. E a mina não canta pouco não.
Como não daria pra ser literal na interpretação apenas com as cordas e voz, os Kronos Quartet chamaram vários colaboradores. O astro da tabla (percussão indiana típica) mundialmente conhecido Zakir Hussain foi um deles. Wu Man, que toca a flauta chinesa ‘pipa’ e cítara elétrica, também já havia colaborado com o grupo, foi outro. E mais outros tantos instrumentos, como fazia Burman, foram incluídos: baixo, acordeon, farfisa, sintetizadores, theremin, percussão e mais meia dúzia de outros…
O resultado é um disco brilhante. Uma oportunidade única de ouvir clássicos de Bollywood em gravações muito boas (ao contrário das originais). E um belíssimo “pour pori” do Sr. R.D. Burman. O homem, o mito.
Cuidado só pra não ficar viciado no cara como eu estou.
Namasté!
Site oficial do Kronos Quartet.
Sites dedicados a R.D. Burman: Pancham Online e Pancham Magic
Este site disponibiliza várias músicas de R.D. pra escutar (formato Real Audio): ItwoFS
música pra ouvir: Piya Tu Ab To Aaja (Lover, Come To Me Now)
Lulu Camargo 30/10/2006: Shubu Shubu Shubuuuuuu!
Mila 06/11/2006: Parabéns! Não sei se gostei mais do que aprendi com o post ou de ouvir a música. Cheguei no blog por indicação de uma amiga, já vi que vou viciar. beijos
Mari 08/11/2006: Eu já assisti um pedaço de um filme indiano, que durava umas 4h. meus pais estavam vendo e eu entrei na sala pra ver com eles. Cara, gigantesco. Colocaram praticamente um torneio de futebol inteiro no filme. Mas vou te dizer uma coisa… era bem divertido. Quanto ao som, me amarro nessas coisas ‘exóticas’. Já conhecia o kronos Quartet, maravilhoso. Mais uma vez, valeu pela dica!
Mari 08/11/2006: Só mais uma coisa: que música foda, hein? =D