Postagens com o marcador punk

este link abaixo disponibiliza para download uma significativa amostra da enorme discografia do John Zorn.The Projects Of John Zorn
[via @richarley]

este link abaixo disponibiliza para download uma significativa amostra da enorme discografia do John Zorn.
The Projects Of John Zorn
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10 reproduções

The Thing: Garage, 2004

★★★★½

Se tem uma banda com atitude no free jazz de hoje, ela se chama The Thing.

O trio escandinavo liderado pelo saxofonista Mats Gustafsson faz praticamente um punk com baixo acústico e bateria. Mas, ao mesmo tempo, é free jazz puro.

Originalmente formado para tocar músicas de Don Cherry, o trio foi gradativamente incluindo músicas próprias a seus discos, sem, no entanto, esquecer as versões: de Ornette Colemann (ah vá!?) a Lightning Bolt, tudo passa pelo Filtro The Thing.

Esse filtro tem uma característica marcante: o tocar de Gustafsson. O saxofonista começou a carreira cedo - aos 14 anos, pegou o bocal do seu sax e encaixou na antiga flauta, criando seu flautofone (fluteophone). Tocou com AALY Trio, Two Slices of Acoustic Car, Derek Bailey’s Company, Ken Vandermark, Peter Brotzmann, Sonic Youth, só pra citar alguns exemplos.

Avesso a tradições, explora dezenas de técnicas de seu instrumento, tanto de respiração quanto até microtons. Essas variações vão do sutil ao denso em microsegundos, com competência e estilo singulares.

Se você gostar dessa música do post, pode ir atrás de qualquer álbum dos caras. É garantido. Pena que é tão difícil achar informações completas dessa banda na web.

Agressivo, coalhado de improviso, experimentalismo e qualquer outro ismo que você quiser, The Thing espõe as víceras do jazz, sem medo de sangue.

Site do selo Smalltown Superjazz

wikipedia

Introduction @ paalnilssen-love

música pra ouvir: Aluminium

comentários originais

Carlos Bêla 15/08/2008 às 3:41 pm Fala Sergio! Já ouvi falar mas nunca escutei. Valeu a dica, vou atrás e te digo! Abraço

sergio stefano 15/08/2008 às 3:13 pm Cara, vc já ouviu God is an Astronault? Acho que vai gostar. abs

Alessandra Tussi 28/07/2008 às 6:30 pm Feliz aniversário amanhã! :D

Carlos Bêla 06/07/2008 às 5:40 pm Fala Bruno, bem lembrado! Não por acaso, o Zu já gravou um disco com o próprio Mats Gustafsson chamado “How To Raise An Ox”. http://www.lastfm.com.br/music/Zu+%26+Mats+Gustafsson Abraço

Bruno 06/07/2008 às 10:24 am Quando vi o “punk com baixo acústico e bateria” me lembrei do Zu, da Itália. Banda muito boa, que segue esse estilo. Altamente recomendado.

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Chrome Hoof: Pre-Emptive False Rapture, 2007

★★★★

A capa é uma mistura de logo metal com cromados bregas dos anos 80. Só faltou dregadês de azul pro branco e marrons. A primeira faixa já espanta essa impressão causada pela capa, com um post rock nada anos 80. A segunda já tem uma linha mais acessível e um vocal feminino “quase-pop” que entra perto do final da faixa de cinco minutos e meio, numa levada mais feliz. A terceira já vai numa onda post-punk com uma guitarrinha esperta Talking Headiana. A quarta tem um teclado meio John Lord, guitarras pesadas e uma levada disco-circense.

E por aí vai. nada de novo em cada uma faixa, não fosse a junção delas todas não ser uma coletânea e sim o trabalho de uma única banda.

Originalmente um duo de baixo e bateria, o Chrome Hoof é daquelas gratas surpresas. Tem tudo pra virar queridinhos indies. No bom sentido.

Este terceiro disco (considerando um EP) da banda inglesa tem uma variedade surpreendente de instrumentação. Os atuais 9 ou 10 multi-instrumentistas que formam a “orquestra” Chrome Hoof oferecem uma grande variedade de arranjos, sonoridades e misturas. Do metal ao disco, do funk ao experimental, do Goblin ao Mr. Bungle.

Nada previsível, um pouco estranho, mas extremamente acessível.

Um disco pra ouvir várias vezes e continuar sacando as nuances e invenções.

Bem legal!

Myspace

música pra ouvir: Leave This Ruined Husk

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The Weirdos: Weird World 1977-1981 Vol. 1, 1991

★★★★½

Mais uma daquelas surpresas ao procurar determinada banda no Google ou na Wikipédia, com resultados apenas em português: pouco ou quase nada se fala deles na nossa língua.

Os Weirdos foram (ainda são?) uma banda de punk rock fundada em 1977 e que acabou (mas voltou depois algumas vezes, por isso a interrogação nos parênteses anteriores) apenas 4 anos depois.

Nascida na cidade de Los Angeles, longe do punk novaiorquino dos Ramones, Television e Talking Heads do outro lado do país, a banda nunca conseguiu fechar contrato com uma gravadora e acabou sem gravar um único disco.

Mas graças a algumas gravações caseiras, singles e EPs da época, o selo Frontier lançou, em 1991, esta ótima coletânea de uma das melhores bandas da primeira geração punk dos EUA.

Em 1988, com apenas 2 dos integrantes originais, os irmãos John e Dix Denney, se reuniram com Zander Schloss (Circle Jerks), Sean Antillon (The Skulls) para gravar um disco, com a ajuda do fã Flea (Red Hot Chili Peppers), lançado 2 anos depois - e que não é o caso de ser comentado aqui.

Em 2003, lançaram o segundo volume dessa coletânea, não tão interessante, mas mesmo assim valendo a pena ser ouvido por fãs de rock em geral e, claro, punk.

Site Oficial

música pra ouvir: We Got The Neutron Bomb

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André Felipe 04/09/2007 às 10:10 am Mais uma daquelas surpresas ao procurar determinada banda no Google ou na Wikipédia, com resultados apenas em português: pouco ou quase nada se fala deles na nossa língua. O difícil é achar as músicas desses grupos.

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Firewater: The Man On The Burning Tightrope, 2003

★★★★

Tantas músicas no HD, tão pouco tempo pra conhecê-las… Esse disco tava no meu iTunes há mais de um ano e até agora não tinha escutado… e, de cara, gostei muito.

Firewater faz um rock/pop com boas doses de uma valsa-cabaré à la Tom Waits - de novo ele? - assim como de punk, música cigana, klezmer, latina, circense e até de casamento indiano. Tudo embalado de maneira eclética e acessível, sem sustos ou bizarrices.

E viciante: tô ouvindo sem parar esse disco; e à procura de outros álbuns da banda no eMusic.

O líder baixista Tod A. tem um timbre vocal bem interessante, que muitas vezes me faz lembrar o grande Joe Strummer em alguns momentos e do Mark Lanegan em outros.

Aliás, não só o timbre, mas algumas faixas têm a ver com o projeto do Strummer e seus Mescaleros.

A banda que acompanhava Tod nos primeiros discos era especial: o guitarrista Duane Denison (Jesus Lizard, Tomahawk), a compositora e cantora Jennifer Charles (Elysian Fields, Lovage, John Zorn, etc) e o guitarrista Hahn Rowe (Glenn Branca, Somatic, Foetus, etc). Como a quantidade de referências dos músicos pode indicar, fazer shows com esses caras era impossível e o líder teve que optar por chamar outros para acompanhá-lo. Porém, as participações especiais de grandes instrumentistas e cantores na gravação dos álbuns continua rolando, empre sob a batuta do cantor-líder.

Após uma breve pesquisa, deu pra perceber que o disco deles de 2001, Psychopharmacology é mais elogiado que este.

Enfim, uma bela surpresa.

Site Oficial

música pra ouvir: Too Many Angels

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riga 12/06/2007 às 6:55 pm pois é…. nada como uns dias em casa prá voltar à vida. Muito bem, muito bem… boa nova dica tom waits alike. Mais rum, taverneiro!

Fishbone: Truth And Soul, 1988

★★★★½

O recente lançamento do disco Still Stuck In Your Throat (2007) do Fishbone me inspirou a dar uma volta por todos seus discos e matar as saudades.

Essa banda, formada em 1979 e cujo primeiro disco só foi lançado nos meados da década de 80, influenciou um sem-número de grupos no começo dos 90’s. Possivelmente foram um dos culpados pela criação do tenebroso termo funk-metal, estilo que desembuchou centenas de bandas sem nenhuma identidade e que, felizmente, sumiram do mapa com a mesma velocidade que surgiram.

Truth And Soul é um dos clássicos do septeto californiano, junto com o The Reality of My Surroundings de 1991. Daqueles discos que não canso de escutar. Sua marca registrada é a mistura da música black, principalmente funk, ska e soul com punk rock, reggae, metal, hardcore, pop, etc.

Clipe da excelente Ma And Pa no Youtube

Outros videos com músicas desse álbum: Freddie’s Dead (música que abre o álbum e é uma versão do funk-soul-brother Curtis Mayfield) e Bonin’ In The Boneyard (video tosco, ao vivo).

A propósito, o tal novo disco que deu origem à viagem vale a pena.

Site oficial

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Medina 24/04/2007 às 10:30 am The Reality of My Surroundings é um dos meus discos preferidos de todos os tempos. O Truth and Soul não me agrada tanto assim. Acho uma pena que a banda nunca mais lançou algo à altura do Reality. É uma obra-prima. Abraço do Medina!

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John Zorn: Six Litanies for Heliogabalus, 2007

★★★★★

Finalmente.

Quem me conhece sabe o quanto eu curto o trabalho do John Zorn. E quando eu falo “curto”, não é força de expressão… o figura tem uma discografia realmente extensa, com 4 a 8 lançamentos por ano desde 1980 - e eu acompanho cada lançamento desde que conheci o seu trabalho, em 1991.

O nome deste blog, inclusive, cita o título de um dos discos do cara (Aporias: Requia for Piano & Orchestra), de 1998.

Eu vinha evitando falar dele aqui por algumas razões. Primeiro porque seria previsível. Segundo porque eu não conseguia decidir qual disco escolher. Terceiro porque eu tava esperando uma oportunidade como esta - um disco novo de composições inéditas. Mas tinha que ser foda.

Este é.

Ano passado, Zorn juntou Mike Patton (Fantômas, Mr. Bungle, Tomahawk, etc), Trevor Dunn (Mr. Bungle, Secret Chiefs 3, Trevor Dunn’s Trio-Convulsant, etc) e Joey Baron (Naked City, Masada, Dave Douglas, Paul Motian, etc) e compôs 2 discos “hardcore song cycle scored for” voz, baixo e bateria: Moonchild e Astronome.

O primeiro é ok, mas nada muito especial. O segundo já deu pra tirar o chapéu - opinião que, vinda de um fã, não quer dizer muita coisa :P - e quase entrou entre Os Melhores do Ano deste blog.

Aí veio o Six Litanies for Heliogabalus. Nesta continuação de Moonchild/Astronome, Zorn chamou mais gente pra colaborar. Se liga: Ikue Mori (eletrônicos), Jamie Saft (órgão) e o trio de vozes femininas formado por Martha Cluver, Abby Fischer e Kirsten Soller além do próprio compositor com seu instrumento oficial, o sax alto.

Que disco! Beleza, sei que é suspeito… mas que disco! :D

É o primeiro graaaande disco de Zorn, na minha opinião (tirando os da série Film Works e Masada), desde Xu Feng de 2000 e do projeto colaborativo The Stone: Issue One de 2005 que, por coincidência, também trazia Mike Patton entre os integrantes - além de Dave Douglas, Bill Laswell, Rob Burger e Ben Perowsky.

Assim como os outros dois discos “primos”, Six Litanies for Heliogabalus mostra uma complexa e intrincada mistura de música clássica moderna, metal, hardcore, jazz, música medieval além de sacadas de bom humor e algumas diarréias.

Numa espécie de improviso espontâneo organizado (Zorn é bom nisso, tendo desenvolvido estudos e técnicas apuradas e precisas para orquestrar o caos - os discos da série Cobra são bons exemplos disso), a música tem inspiração nos “excessos decadentes do imperador/criança-deus que fez Calígula e Nero parecerem seres humanos razoáveis - assassinando em jantares seus convidados em chuvas de pétalas de rosas perfumadas”.

As possibilidades são infinitas com esse grupo de integrantes que, pra melhorar a coisa, já trabalharam inúmeras vezes juntos em outros projetos, o que certamente trás uma intimidade ao tocar. Nesgas de Mr. Bungle, Naked City, Fantômas e Electric Masada passam pela mente ao escutar o álbum mas, apesar disso, ele não soa como nenhum desses projetos.

As seis composições tem climas e intensidades diferentes sendo o solo de voz de 8 minutos um dos destaques. Impressionante como Patton desenvolveu sua técnica de improviso vocal, não deixando nada a dever aos mestres japoneses como Yamantaka Eye.

Litany II tem uma condução mais jazz, com boa participação de Jamie Saft, e possivelmente é a que mais lembra o velho e bom Naked City.

O trio feminino faz um papel incrível no meio do desencontro cru e distorcido dos outros instrumentos - em especial na faixa Litany III de 10 minutos e meio sem repetição de um único compasso.

Praticamente um disco erudito contemporâneo tocado por uma banda de rock.

Candidato a disco do ano - enter. :)

Site do selo Tzadik de John Zorn.

Mais sobre Zorn no Wikipedia.

música pra ouvir: Litany I

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O místico velhinho do Nepal 31/05/2007 às 4:54 am Caralho… Esse disco é genial, no nível do Astronome e superior ao Moonchild. John Zorn é, sem dúvidas, o melhor compositor do século 21.

Fábio A. 24/05/2007 às 1:00 pm Sem sombra de dúvidas este é mais um disco hiper criativo do Zorn e sua turma! Nota 11 pro Patton!

gustavo 25/04/2007 às 5:05 pm muito foda,absurdo esse album ,fora ,nãosei direito se é um album dele ou alguma participação que tem , fred frith , zeena parkins e john zorn, que uma viagem tbm muito bom.

Fabiano 18/04/2007 às 9:31 pm Realmente esse disco é bompra dedéu. Sou como vc um fã d Zorn e sua turma. Se faltar algo especial em sua discografia posso te ajudar. Abrç

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Made In Mexico: Zodiac Zoo, 2005

★★★½

As capas enganam! Bucólica essa aí, né? Pastoral, hippie, tranquila, relaxante, inocente… O que esperar do conteúdo sonoro? O extremo oposto.

Made In Mexico é forte, distorcido, assimétrico, fuzzy… Uma espécie de Boredoms com Jesus Lizard e Lydia Lunch nos vocais. Não tão bom quanto as referências mas nerrrrrrvoso e competente.

Pra quem curte Arab On Radar.

Na tosca Home Page oficial deles você pode baixar mp3 grátis e saber mais sobre a banda.

música pra ouvir: Monster In Time

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The Dresden Dolls, 2004

★★★★½

Certos discos que você escuta não “descem de primeira”. As razões costumam variar: não é o que você costuma ouvir, é diferente demais do que você gosta, você simplesmente não entende, etc.

Fato é que quando um disco desses aparece, costumo sempre dar uma segunda chance, raramente seguida de arrependimento.

The Dresden Dolls é o primeiro disco dessa dupla de mesmo nome, fundada em Boston, no começo dos anos 2000, pela cantora e pianista Amanda Palmer e o baterista Brian Viglione.

A junção de pop/rock alternativo com cabaré alemão é original e bem sacada. Faz o som da dupla ter uma cara muito própria e característica, ajudada pela voz cheia de personalidade da cantora.

Mas as influências são muitas: Kurt Weill, PJ Harvey, Tori Amos, Nico, punk rock, The Fall, entre outras.

O resultado é algo “fresco” (seria a tradução pra fresh, na falta de outra melhor), sem cara de deja-vu. Eles chamam isso de Brecht Punk, em citação ao dramaturgo, poeta e encenador modernista alemão Bertold Brecht (1898-1956).

O clima, assim como a capa já indica, é teatral - o que nem sempre significa que seja exagerado. Certos temas somam como um básico rock. Outros já mostram o lado mais Brecht da turma, outros o Punk. Claro que a referência ao punk aqui não seria o Ramones e sim possivelmente um Velvet… mais a postura que o som Punk propriamente dito.

E falando em Velvet, impossível não ouvir Amanda Palmer cantando sem pensar na Nico. A empostação e o tom de voz são bem semelhantes porém, apesar de uma influência sonora também exisitr, as semelhanças com a famosa alemã param por aí.

A dupla lançou seu segundo disco no ano passado, mas ainda não tive a oportunidade de escutar. Portanto, fica a sugestão do primeiro, um belo disco pra quem está procurando rock alternativo menos previsível.

Site oficial.

música pra ouvir: Good Day

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Foncati 22/01/2007 às 11:05 am: Essa música é perfeita pra esse dia cinza que pediu um play no Godspeed You! Black Emperor. Vou buscar mais The Dresden Dolls pelas referências que me encantam e pq o outono vem ai. Não ser o momento ideal pro som não descer é um dos motivos pelo qual lhe dou a segunda chance. Sobre o outono, geralmente nessa época me pego ouvindo Nico, Mum, Sigur Ros… e por ai segue :D

henrík 22/01/2007 às 3:09 pm: do cd novo deles eu só ouvi duas musicas; alcoholic friends e first orgasm. essa do orgasmo num gostei não. monólogo monótono. Talvez seja falta de dar segunda chances (ou terceiras, quartas…). um dia eu acostumo e ouço o disco todo.

val bonna 30/01/2007 às 6:35 pm: excelente disco e banda!

Simone 15/04/2007 às 9:46 pm: The Dresden Dolls!! Poxa, essa banda aí é a que me faz sorrir, a que me faz chorar. Consegue trazer cultura, e ao mesmo tmepo entreter, mexe com o corpo, porém não deixa de lado a mente! Salve! Salve Dresden Dolls! P.S: As minhas preferidas: “Half Jack”, “Pierre”, e a primeira da banda que ouvi e gostei logo de cara “Coin-Operate Boy”.

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Kaizers Orchestra: Maestro, 2005

★★★★

Trilha sonora do meu final de ano. Conheci há pouco tempo essa banda norueguesa e curti muito. Não sei se é uma banda conhecida por aí ou não. O nome não me é estranho, mas acho que eu confundia com alguma outra banda de rock basicão.

Não que o Kaizers Orchestra seja algo muito elaborado… pelo contrário. É uma banda com forte base post-punk. Há quem chame o som deles de Kaizerrock ou Ompa.

Ok, tudo bem.

Maestro é o disco mais recente deles e, pra mim, o melhor, enquanto seu debut, Ompa til du dør, de 2001, ocupa orgulhosamente a segunda posição. Além desses, a banda tem mais 3 discos lançados. Em 2006 eles soltaram um duplo com uma performance em Copenhagen, mostrando o pique e a competência dos caras ao vivo. O show virou DVD também.

Mas no disco escolhido aqui é que o sexteto chega no ponto ideal. Os temas musicais são bem pop, cantáveis mas fogem do convencional e previsível.

A influência da música típica do leste europeu é fortíssima, mas traduzida para um pique mais rock/punk.

As letras falam de guerra, resistência, revolução, máfia, roletas russas numa atmosfera alegre e celebrativa que muitas vezes me lembra o finado Mano Negra, embora o segundo seja sonoramente mais “mediterrâneo” que os kaisers.

Influências mais evidentes, além das músicas cigana e nórdica: Clash, Joe Strummer & The Mescaleros, The Pogues, Tom Waits e até um gostinho de Radiohead (no bom sentido) e Ennio Morricone.

Pra começar 2007 mandando ver num bom disco. :)

Feliz ano novo!

Site Oficial

música pra ouvir: Maestro

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romane 08/08/2007 às 4:15 pm: cara.. vc é a primeira pessoa na internet brasileira que eu vejo falando de kaizer orchestra… é bom mesmo

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Wire: Pink Flag, 1977

★★★★

Curioso como, por mais que o tempo passe, alguns discos permanecem absolutamente atuais. Parecem ter sido feitos ontem. E, quando se fala de punk/post-punk, é ainda mais difícil encontrar exemplos.

O punk, pouco tempo após sua criação, virou uma caricatura de si mesmo. Raras foram as bandas que conseguiram inovar, tanto no som quanto no discurso. The Clash certamente foi uma delas - apesar do último disco da carreira, quando Joe Strummer e Paul Simonon demitiram Mick Jones e gravaram um disco que pregava a volta às origens punks, em pleno 1985, resultando num disco quase ridículo, pra ser leve na crítica.

Mas essa é outra história. O papo aqui é sobre outros caras, o Wire.

Assim como o Clash, Wire surgiu na explosão punk britânica mas, categorizá-los como pertencentes ao estilo é simplificar demais a carreira da banda. Eles sempre evitaram seguir fórmulas prontas, principalmente a punk.

Poucas músicas deste álbum têm o esquema pop verso-refrão-verso-refrão. Várias tem menos de 2 minutos. Exploram a idéia e partem pra próxima música. Se alguma letra não precisa ser repetida, não se repete. Simples assim.

E, talvez por essas, e outras tantas características, essa banda tenha discos tão interessantes.

“Pink Flag” é o primeiro deles. 1977.

Ouça “Feeling Called Love” e entenda a influência da banda no som do R.E.M.

Ouça “Lowdown” e você poderá lembrar de King Missile e outros alternativos dos 90’s.

Ouça “Three Girl Rhumba” e você verá da onde o Elastica tirou seu maior hit.

Ouça “Champs” e você vislumbrará uma possível origem pro new wave dos anos 80.

Ouça “Pink Flag” e lembre até de Motorhead.

Ouça “Strange” e pense em bandas stoner como Queens of the Stone Age.

Ouça o disco todo e esqueça toda essa nova leva de bandas de hard rock requentado como Killers e Wolfmother.

Digo isso não pra tentar provar que Wire é melhor (ou pior) que alguma outra banda citada acima porque, afinal, isso é questão de gosto. Mas é impressionante ouvir um disco como este, analisando historicamente o momento que ele foi lançado e o que o rock/pop virou nos anos 80 e o que algumas bandas - novas ou velhas - fazem até hoje.

E este foi apenas o primeiro álbum. Muita coisa nova, muita reinvenção e, por que não dizer, evolução do próprio som aconteceu depois dele. Pena que pouco se fala da banda hoje em dia.

Rock de prima. Básico e forte, que se mantém atual.

E muito bom, na minha opinião :P

música pra ouvir: Lowdown

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Fernando 03/05/2008: Podes crer o álbum pink flag é muito bom, é impressionante mas eu não consigo parar de ouvir é do caralho

Julio 13/11/2008: Wire é a minha banda favorita desde que era piá incrível como seguem praticamente desconhecidos no Brasil

Roger Farias 12/07/2009: cara essa banda é foda bichin, eu conheci ela há umas duas semanas por meio de uma entrevista do elastica que vi na net e escutei, e muito obrigado eu descobri muito sobre eles agora obrigado mesmo

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Mudhoney: Here Comes Sickness, 2000

★★★

Essa banda eu sempre gostei muito. Das poucas da era grunge que ainda vejo graça. Esse disco é de um show feito para a BBC em 2000.

Legal? Ah… acho melhor escutar os discos de estúdio: “Every Good Boy Dserves Fudge” e “Piece of Cake” são imbatíveis. Fora a “Touch Me I’m Sick” do “Superfuzz Bigmuff” que está no Top 10 das músicas grunges.

Disco ao vivo é complicado… você sempre perde muito da performance, não tem como comparar. A não ser que você seja picareta que nem o Kiss que faz tanto overdub de estúdio em cima das gravações ao vivo que o disco fica perfeito.

O novo deles é legalzinho mas não chega aos pés dos acima citados.

música pra ouvir: Touch Me I’m Sick