Postagens com o marcador songwriter

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[da Wikipedia] Ólöf Arnalds (born 1980) is an Icelandic singer/songwriter and indie musician who has been active within the Icelandic music scene for quite some time. Apart from doing her own music as of lately and being a touring member of Múm since 2003, she has cooperated with bands and artists such as Stórsveit Nix Noltes, Mugison, Slowblow and Skúli Sverrisson. Between 1988 and 2002 Ólöf studied violin and classical singing, and in 2002-2006 she studied composition and new media at Iceland Academy of the Arts.

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Elvis Perkins: Elvis Perkins In Dearland, 2009

★★★★

O ano de 2009 continua trazendo boas surpresas. Este belo projeto do compositor, vocalista, violonista e filho do Norman Bates, digo, Anthony Perkins é uma delas.

Com um sólido e criativo acompanhamento de instrumentos pouco comuns pro gênero, como tuba, saxofones, clarinetes e outros horns, o folk de Elvis Perkins tem retrogosto de Dylan com Neil Young e Leonard Cohen, sem, no entanto, correr o risco de ser rotulado como imitação de algum deles.

Tem lá seu DNA musical próprio, falando de morte com leveza e elegância. Na real, se você não prestar atenção nas letras, parece mais uma celebração à vida.

Ouça a primeira faixa aqui [aperte o play acima].

Ou siga o MySpace

Site oficial

música pra ouvir: Shampoo

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Madeleine Peyroux: Dreamland, 1996

★★★★

Ela estava atrasada, resolvi esperar no bar do hotel.

- Garçon!

- Boa noite, senhor?

- Bela noite. Veja a lua!

- Deseja um drink, senhor?

- Sim, um whisky sour, com pouco açúcar, por favor.

- Perfeitamente, senhor. Com licença.

- Obrigado.

O amendoim, menos crocante que o esperado, acalma o estômago incomodado. Uma magra jovem de feições francesas sobe ao pequeno palco, delicadamente sentando-se ao banquinho. Outros músicos se juntam a ela.

La Vie En Rose começa e penso “ok, de novo mais um desses Jazz de Bar de Hotel™”. Logo no primeiro minuto já dá pra notar que a coisa não é bem por aí.

Olho com mais atenção para o guitarrista, discreto… Não seria o Marc Ribot? Uhmm… Certeza! Eu reconheceria o jeito dele tocar de olhos fechados. Do lado é o… como chama mesmo?… Greg Cohen! Isso. Kenny Wollison do outro lado? James Carter? Cyrus Chestnu? Vernon Reid? Pera, isso tá ficando bom.

Meu drink chega.

- Obrigado.

Droga, puzeram muito açúcar.

Que seja, o som tá bom.

Essas músicas me soam muito bem. São bem tradicionais, aquela coisa tranquila com gosto de Billie Holiday, mas nem todas as músicas são conhecidas. Ela deve compor também, além de interpretar deliciosamente bem.

Meu telefone toca.

- Ah, você vai se atrasar mais? Tudo bem.

Os temas vão se desenvolvendo com uma delicadeza ímpar: swing standards, blues, country e folk com clima anos 20 e 30. Entre composições próprias (descobri perguntando pro senhor de gravata púrpura da mesa do lado, que parece ser fã de longa data), aparecem um Fats Waller, Bessie Smith e a já citada Billie Holiday. Pra tocar a “Always a Use”, ela mesma assume o violão.

- Garçom, mais um whisky sour! Ah! E outra porção de amendoim, por favor.

Excelente. Aquele piano tá ótimo. Básico, perfeitamente bem tocado, nenhuma nota a mais ou a menos.

Que voz!

Mas será possível, esse barman tá com problema no açucareiro!

Uhmm… bem, acho que tenho que ir agora. Últimos goles.

Aproveito pra comprar o CD na porta do bar. É de 1996, lançado pela Atlantic. Nunca tinha ouvido falar dela, mas parece que é famosa. A Time considerou esse disco como “a mais excitante, envolvente performance vocal feita por uma nova cantora no ano (de 96)”, seja lá o que isso queira dizer.

Fiquei sabendo depois, pelo barman, ao reclamar do excesso de açúcar de seus drinks, que ela sumiu depois desse disco e só voltou em 2004. Aí, lançou 3 discos, sendo o último em 2006, com participação de K.D. Lang e tocando, além das composições próprias novas, canções de Serge Gainsbourg e Tom Waits.

Voilá!

Agora vou jantar. Longe daquele barman.

Não sei porque não pedi um vinho…

Site oficial com todas suas músicas pra escutar.

Veja seus videos no last.fm

música pra ouvir: I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter

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jvlav 07/04/2008 às 9:21 pm como sempre um bom post ! abraço

Brian Morris 01/04/2008 às 3:26 pm Em 1996, estava num restaurante curtindo minha comida italiano quando ouvia numa música muita boa no outro parte do restaurante. A voz dela era bem paricido de Billie Holiday. Pensei, que legal eles está tocando ela. Pensei de novo, hmmm, o sound system tem alta qualidade, parece Billie está lá! Com curiosidade, fui lá. Era Madeleine Peyroux, cantando, tocando uma violão (Terence Blanchard tocando trompete). Deixe minha comida pra lá, heh. Depois, conversei um pouco com ela, comprei um CD. Desde aquele dia, sou fã #1 dela.

Carlos Bêla 23/03/2008 às 8:56 pm valeu dudu! espero que tenha curtido o som também! abraço

dudu colmeia.tv 23/03/2008 às 6:04 pm belo post, meu velho

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Yusuf Islam: An Other Cup, 2006

por Sérgio Vaz

★★★★

A volta do dom divino que a fé em Alá calou

Se você ainda não ouviu, vá atrás de um disco chamado An Other Cup, de um tal de Yusuf. Esse sujeito é um dos dois maiores, melhores e mais profícuos criadores de melodias pop dos últimos 60 anos. Igual a ele, só Paul McCartney.

Os maiores, os melhores? Esses conceitos são subjetivos, cada um tem os seus. OK, tudo bem, perfeito. Você pode achar que Kurt Cobain é imbatível, ou, se gostar de coisas mais antigas, talvez tenha a certeza de que Keith Richards é o maior e o melhor.

Mas veja só: esse Yusuf botou 11 músicas entre as mais vendidas e tocadas entre 1971 e 1977 nos Estados Unidos; todos os seus dez primeiros álbuns foram disco de ouro na Inglaterra ou nos EUA – ou nos dois. Naquela época, tinha trocado o nome de nascimento, Steven Georgiou, por um inventado, Cat Stevens. Deste nome você certamente se lembra.

Steven Georgiou, quer dizer, Cat Stevens, era um brilho. Lennon-McCartney, Jagger-Richards, Page-Plant num homem só, tinha o dom raro de criar, numa quantidade espantosa, melodias que misturavam a suavidade do folk com o balanço do rock, gostosas, fortes, contagiantes, fáceis de assobiar, dessas que grudam na orelha da gente e fazem balançar o corpo mais duro. E era também o autor de todas as letras – versos diretos, curtos-e-grossos, mas de grande sensibilidade, que iam muito além da descrição de paixonites adolescentes e demonstravam uma grande inquietação espiritual, uma busca por um sentido maior.

Seu quarto álbum, Tea for the Tillerman, que estourou nas paradas americanas (e puxou as vendas dos anteriores), foi lançado em 1971, na explosão dos singers-songwriters, como Joni Mitchell e Carole King, e por isso ele foi chamado lá de o James Taylor inglês. Naquela época, todos adoravam James Taylor – e todos adoravam Cat Stevens. Além de ser autor de boas letras e boas músicas, e de ter uma belíssima voz, ainda por cima o cara era boa pinta.

E ainda tinham os engenheiros de som. Os engenheiros de som ingleses são melhores que todos os outros, isso todo mundo sabe. Basta lembrar a mística que se criou em torno dos estúdios Abbey Road, onde até hoje são remixados discos de artistas importantes do mundo inteiro (inclusive Milton Nascimento e Paulinho da Viola). Ou de Alan Parsons, o engenheiro de som do Pink Floyd que virou líder de banda. Mas os engenheiros de som que trabalhavam com Cat Stevens eram o máximo do máximo – e tinham uma imensa liberdade de criação. Eles alternavam o volume no meio das músicas, faziam os instrumentos dançarem de uma caixa acústica para outra (ainda no tempo de apenas quatro canais), botavam ruídos vários e vozerio de gente no meio das músicas. Os modernos subwoofers adoram o que aqueles caras faziam nos pré-históricos (em termos de tecnologia) anos 60 e 70.

A força das canções de Cat Stevens era (e é) tão grande que elas voltaram várias vezes à lista das mais vendidas e tocadas. O jamaicano Jimmy Cliff gravou “Wild World” e botou a música entre as dez mais da Inglaterra; quando veio a gravação do autor, ela de novo foi parar no alto. No final dos anos 70, Rod Stewart regravou “The First Cut is the Deepest” (de 1967) e a canção voltou ao topo das paradas tanto nos EUA quanto na Inglaterra; em 2003 Sheryl Crow levou a mesma música ao Top 20 americano. Em 1996, a louraça peituda (em todos os sentidos) Dolly Parton chamou os africanos do Ladysmith Black Mambazo para participar da regravação que ela fez de “Peace Train” (de 1971). Uma coletânea com 18 das mais conhecidas canções dele bateu de novo no alto do hit parade em 1990 – muito tempo depois que o autor tinha sumido do mapa.

Sim, porque, em 1977, o Steven Georgiou, filho de grego e sueca, nascido em Londres em 1947, tornado milionário e superstar mundial como Cat Stevens, jogou fora o nome famoso e virou Yusuf Islam. Agarrou o islamismo com a mesma força com que balançava o corpo no palco. Consta que leiloou o que adquirira ao longo de 12 anos de sucesso no show business, e abriu uma escola nos arredores de Londres para ensinar os princípios islâmicos. Só voltou a ter destaque nos tablóides ingleses quando cometeu a asneira de fazer uma declaração de apoio à sentença de morte dada ao escritor Salmam Rushdie pelos aiatolás do Irã (tem sempre um aiatolá pra atolar, como dizia a música da Rita Lee).

Entre 1995 e 2004, Yusuf Islam usou sua bela voz em cinco discos, não para cantar, mas para declamar poemas, versículos e histórias relacionadas ao Islã e ao profeta Maomé.

E aí, em 2006, quase 30 anos depois de ter dado uma banana para o mundo da música pop, gravou An Other Cup.

Quase 30 anos são tempo demais. Englobam gerações inteiras, milhões e milhões de pessoas que nasceram depois do lançamento de Back to Earth, seu 11º disco, que chegou às lojas em 1978, já depois da conversão de Steven Georgiou-Cat Stevens em Yusuf Islam. Incluem a criação e a decretação da morte do CD, o advento da internet, do download de música, do formato MP3, do iPod e suas tentativas de arremedo. E neste período de quase 30 anos houve o 11 de Setembro e os ataques do terrorismo árabe em Madri e em Londres, mais as guerras de Bush no Afeganistão e no Iraque.

Em 2005, Yusuf Islam foi barrado e proibido de entrar nos Estados Unidos pelo governo Bush. Justamente o autor de “Peace Train”, um dos maiores hinos que a música popular já fez em defesa da conciliação entre os homens. A direita raivosa americana confunde islamismo com terrorismo – mas, infelizmente, não é só ela. Depois de centenas e centenas de mortes causadas por terroristas árabes, difundiu-se no Ocidente uma imensa má vontade, para se dizer o mínimo, em relação a tudo que tem a ver com o islamismo.

Tudo isso – os quase 30 anos, o terrorismo dos radicais islâmicos – pode explicar por que, ao contrário do que se poderia esperar, An Other Cup não estourou, passou longe da lista dos top 10, ou mesmo dos top 40 – embora em geral o disco tivesse recebido boas críticas. Danem-se as listas dos top isso ou aquilo, dane-se o sucesso estrondoso. An Other Cup é um belo disco – uma boa descoberta para quem nunca ouviu Cat Stevens, uma tremenda emoção para quem já gostava dele.

Numa fantástica prova de que é possível mudar e ao mesmo tempo ser coerente com o passado, Yusuf usou, em An Other Cup, vários dos músicos que o acompanharam naquela outra encarnação, lá atrás – os guitarristas Alun Davies e Jean Roussel e o baixista Danny Thompson.

Para ficar só em alguns dos grandes momentos:

O disco abre com “Midday (Avoid City After Dark)” – primeiro, um violão acústico e uma suave percussão; em seguida, junto com baixo, piano e bateria, vem a voz do cara, ainda bela, inimitável, marca registrada, numa melodia rica, que pega e marca já na primeira audição; no intermezzo entre uma estrofe e outra, entra o sopro, alto, vibrante, forte, marcante.

Começa a segunda faixa, “Heaven/Where True Love Goes”, e aí está o velho Cat Stevens. Os antigos fãs reconhecem imediatamente a melodia insinuante, gostosa, alegre – opa, essa ele já gravou, sim, mas qual é mesmo a música? Pode-se levar algum tempo para identificar. Essa “Heaven” é uma das cinco ou seis belíssimas melodias que ele juntou na longa (18 minutos e 19 segundos) “The Foreigner Suite”, que ocupava o primeiro lado inteiro do LP Foreigner, de 1973. A essa velha maravilha junta-se uma canção nova, “Where True Love Goes”. As duas se dão bem como goiabada com queijo.

A terceira faixa, “Maybe There’s a World”, é a primeira explicitamente espiritualista, quase religiosa. É assim uma espécie de “Imagine” à la Cat Stevens, ou melhor, Yusuf Islam: melodia suave, mas forte, que pega a gente de primeira, e versos de quem acredita que a humanidade pode fazer melhor do que tem feito nos últimos séculos, milênios: “I have dreamt of an open world, borderless and wide, where the people move from place to place and nobody’s taking sides” (Sonhei com um mundo aberto, sem fronteiras e largo, onde as pessoas se mudam de um lugar para outro e ninguém está tomando partido).

A faixa 8 é a segunda e única em que Yusuf regrava uma canção do velho Cat Stevens, “I Think I See the Light”, do disco Mona Bone Jakon, de 1970. Naquele tempo Georgiou-Stevens-Islam já procurava uma luz mais forte.

A décima e penúltima faixa, “The Beloved”, é um hino ao profeta Maomé. Uma melodia cheia de toques árabes, com um acompanhamento denso, pesado, instrumentação complexa, que até lembra a muralha sonora de Phil Spector. É uma canção perfeita para quem quer falar mal do disco como um todo e do artista inteiro. Ah, é religioso, é panfletário, e o som é rebuscado demais, podem dizer os críticos. O engraçado é que ninguém reclamou quando George Harrison fez “My Sweet Lord”, e Bob Dylan fez o disco Slow Train Coming, tudo religiosérrimo, panfletarérrimo, o primeiro pró Buda, o segundo pró Cristo. Por que pró Buda pode, pró Cristo pode, e pró Maomé não pode?

Mesmo quem resolver ouvir An Other Cup com todos os preconceitos possíveis, com a firme intenção de não gostar, correrá o risco de se desmanchar diante da faixa 7, “Don’t Let Me Be Misunderstood”.

Ao longo de toda a carreira, Cat Stevens fez pouquíssimos covers de músicas de outros autores – seguramente não mais que cinco. Pois ele resolveu regravar essa música que os Animals tornaram sua marca registrada nos anos 60, teve uma regravação marcante pelo Santa Esmeralda em 1977, no auge da era disco, ocupando um lado inteiro do LP, e por Nina Simone, a extraordinária cantora que simplesmente não deixa espaço pra ninguém gravar a mesma música que ela já gravou.

Pois Yusuf Islam põe tanta força, tanto de sua história pessoal e de sua maestria como cantor, que consegue nos fazer esquecer a versão dos Animals, suplantar a interpretação de Nina Simone e dar novo significado à letra. “I’m just a soul whose intentions are good; oh Lord, please don’t let me be misunderstood” (Sou apenas uma alma cujas intenções são boas; ó Deus, por favor não me deixe ser mal compreendido). Em meio a pizzicato de violinos, ele canta tão devagar, escandindo tanto as palavras para mostrar o que elas querem dizer que quase recita. É de arrepiar.

Depois de ouvir e reouvir e reouvir de novo esse disco, fica difícil não pensar uma coisa do tipo: mas que raio de fanatismo é esse capaz de silenciar por quase 30 anos um artista tão especialmente dotado por Deus, Jeová, Tupã, Oxóssi, Alá – seja qual for o deus?

música pra ouvir: Midday (Avoid City After Dark)

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Joao 08/06/2010 às 5:14 pm caramba, genial em cada palavra e nada mais digno, yusuf é um genio da musica pop, entre os top 10 ou nao.

Jose Geraldo Toledo Filho 22/12/2009 às 9:36 pm Ao escutar pela primeira vez Tea for the Tillerman na decada de 70 imediatamente quis saber quem era aquele cara que conseguia encaixar perfeitamente a voz naqueles acordes e tive a certeza que aquela era exatamente o tipo de musica que vale a pena ser ouvida . Cat Stevens acompanhou minha adolecencia e continuou por toda minha vida . No recesso de 30 anos quando Cat Stevens deu lugar a Yussuf Islam eu pensava …como um cara com aquele talento poderia deixar de fazer aquilo que mais amava para se dedicar a um Deus que nós ocidentais não tinhamos muita simpatia , logicamente por nossa ignorancia . O que ele fazia para não compor ..para não cantar ..para não tocar …Como ver o violão e não puxar os primeiros acordes de Father and Son (se ele tivesse visto o Suplicy cantando não teria gravado mais nada mesmo ..rs )…Well ..Graças a Alá ele voltou e espero que não pare mais .

João Marcos 31/12/2008 às 3:56 am Quando tomei conhecimento de um novo disco realizado pelo excelente Stephen Demetre Georgiou – Yusuf Islam, desejei ouví-lo, curti-lo como se deve com um trabalho desse quilate porém só pude fazê-lo este ano mas fiz e então? Um disco perfeito sob todos os pontos de vista. Ele é o dono daquela voz de trinta anos atrás, inconfundível.

Alan 02/07/2008 às 10:06 pm Trabalho muito bom!É o primeiro contato que estou tendo com a música de Yusuf.Música clara.Ótimos arranjos!

Luís Melo 17/01/2008 às 10:43 am Excelente post! Cat Stevens ou Yusuf ou Georgio, não interessa, a sua música transborda emoção, sabedoria e principalmente paz de espirito. É pena não existirem mais Cat Stevens neste nosso mundo cão, mais pessoas que nos façam parar para pensar, reflectir no que de errado temos feito nesta nossa passagem pela Terra, nós Humanidade pois somos os principais culpados de toda a miséria mundial. Ele converteu-se ao islamismo e deixou de ser o cantor lirico que apaixonava gerações. Porquê? Porque simplesmente o ser humano não sabe avaliar a essência do ser como tal e vai de encontro ao que lhe é imposto por “lobbies” mundiais. Parabens Sérgio pelo excelente trabalho de pesquisa.

flavio santos 08/11/2007 às 10:04 pm É, o cara continua muito bom!

Lulu Camargo 04/09/2007 às 7:53 am Eu adoro essa categoria de artistas que mudam de nome: Cat Stevens, Jorge Ben, Prince e Walter Carlos.

Darisbo 31/08/2007 às 9:42 pm Bom, para ler este meu comentário, vamos considerar que ele tenha mesmo se calado por 30 anos. (Eu discordo; gosto bastante daquele disco coletivo pró-Bósnia, “I Have No Cannons That Roar” que ele gravou em 2000 com mais uma meia dúzia de colaboradores. Mas vamos lá:) Acho fanatismo uma palavra meio forte para essa opção do Gato Estêvão (seja qual nome estiver usando, é ele) de gravar o que gravou durante este tempo. Tanto que agora, lançando “An Other cup”, ao que parece ele continua acreditando nas mesmas coisas. Não é mais música “crente”, mas os temas são os mesmos. Pode ser saudável dar uma parada, mesmo que seja por muito tempo, para fazer um balanço e voltar com um disco ótimo, coerente e equilibrado. Pode caber aqui um paralelo entre essa “parada” e aquele período da carreira do Dylan entre o “Street Legal” e o “Infidels”. Passou, Dylan aprendeu com isto, está vivo e bem e, de algum jeito, esse período continua com ele. Quanto ao Yusuf, não vamos compreender mal o cara. E, sinceramente, é muito bom ouvir um disco como esse depois de todo este tempo, na hora certa. Provavelmente, se o mesmo disco tivesse sido lançado cinco anos antes, não teria um impacto tão forte. E, se fosse dez anos antes de hoje, não seria tão necessário. As coisas têm seu tempo. Eu passei uns bons dois meses no início do ano com o Other Cup e o “Modern Times”, do outro citado, no tocador. Dois discões, lindos e para serem degustados aos poucos. Abraços

Richarley Menescal 30/08/2007 às 6:20 pm Caracas… isso não é uma resenha, é praticamente um estudo científico sobre o disco! Hehehe! Excelente!

Tori Amos: American Doll Posse, 2007

★★★★

Aaahh, que beleza… nada como um belo, simples e bom pop. Tori sempre esteve no meu coração (musicalmente falando tá, Fê?), e esse é um dos seus melhores álbuns até agora.

Ou ouça o disco todo aqui.

Site oficial

Tindersticks: Tindersticks II, 1995

★★★★★

Esse rápido texto é mais uma declaração de amor que propriamente um post. Tindersticks é um petardo. Absurdamente melancólico, composições belíssimas, arranjos elaborados a ponto de os chamarem de “chamber pop”. Se tem um som que não canso de ouvir nunca é o romantismo dark à la Leonard Cohen desses ingleses.

Aproveito pra perguntar: e aí, tem jeito? A banda lançou um disco em 2003 e nunca mais, fora o solo do vocalista Stuart Staples. O site oficial diz que tem um disco no forno pra sair.

Site oficial

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Rodrigo Sommer 21/03/2007 às 4:44 pm Já ouviu o disco infantil organizado pelo Stuart Staples? Discão esse aí, mas ainda sou mais o primeiro. Abraço.

resistro® 13/03/2007 às 3:19 pm Salve! Esse é um dos meus discos prediletos de todos os tempos. Curiosidade: uma vez, assistindo a série Sopranos, o anti-herói Tony vivia uma fase de profunda depressão, na cama, tomando remédios etc. Tem uma tomada sensacional dele olhando as paredes da casa com uma música de Leonard Cohen e depois Tindersticks! Quase chorei! ) Abs!

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Andrew Bird & The Mysterious Production of Eggs, 2005

★★★★

Da série “discos que resolvi escutar por causa da capa”. Como fã do ilustrador, designer e quadrinista (não necessariamente nessa ordem) Chris Ware, sempre esbarrei na capa do álbum abaixo…. um dia resolvi escutar o som e adorei.

andrewbird

O som do cara não era novo. Muito pelo contrário. Mas bom que dói. Cantor, compositor e violinista Andrew Bird e sua banda Bowl of Fire faziam um belo ragtime.

O ragtime é praticamente uma forma embrionária do jazz. Os negros escravos misturaram a música africana com a européia, principalmente polca, marcha e música clássica, assimilando os ritmos brancos e interpretando-os à sua maneira.

Era uma música popular, feita para os frequentadores de bares noturnos e operários das estradas de ferro. Mais informações aqui (em português) ou aqui (em inglês - só que mais completo).

Legal pensar que um cara, branco, com vinte e poucos anos (na época) fazia um som assim com cara de 1890, mais tardar 1920. Nos dois primeiros discos (Thrills e o da capa em questão, Oh! The Grandeur, de 1999) ele foi bem literal.

A coisa começou a ficar mais interessante e criativa quando ele lançou o The Swimming Hour em 2001. Referências de rock, pop, folk foram se misturando ao ragtime, resultando num híbrido bem interessante.

Weather Systems, de 2003, o primeiro sem a banda de apoio “Bowl of Fire”, mais introspectivo, já apontava pro que poderia virar um som muito pessoal.

Em 2005 saiu Andrew Bird & The Mysterious Production of Eggs… matador. O cara conseguiu chegar ao que começou a apontar 4 anos antes. Sua técnica como violinista ficou mais eclética e sutil, sua voz mais versátil e as composições mais particulares e naturais.

A ótima-porém-literal fase ragtime se vai, mas não radicalmente - ainda há elementos sutis nas entrelinhas musicais (nossa, que Gessinger isso). Porém o som cria vida própria e uma cara única, coisa bem rara entre os músicos pop.

A propósito, todos seus discos são excelentes, mesmo os primeiros. Mas este é especial.

Site oficial.

música pra ouvir: Sovay

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M. Ward: Post-War, 2006

★★★★½

O que será que faz certos artistas serem, para você, especiais? Daqueles que, quando você escuta pela primeira vez, já se indentifica, seja musical ou tematicamente?

Desde a primeira faixa que escutei do M. Ward eu achei esse cara foda. E depois de escutar os 5 álbums dele, não tive dúvida: é um dos melhores compositores de rock / pop atuais. E um grande cantor também.

O som poderia ser descrito como um novo folk. Muita gente tem tentado dar nomes a uma galera que faz um som semelhante (veja o post sobre o Mountain Goats).

Ok, sim, tem muito folk aí no meio. Country também.

Mas é pop. Tranquilo, na boa (mesmo em faixas mais animadas como o sample abaixo), bem arranjado, muitas vezes simples.

Pop bom bragarai.

Os discos, em sua maioria, são coesos, numa cara bem própria, quase como “variações sobre o mesmo tema” (estilisticamente falando). Varia a interpretação e a intensidade de cada música, porém dentro de um universo bem específico. Algumas músicas mais curtas, quase vinhetas, ajudam a recheiar melhor o conjunto. Impossível não escutar várias vezes os discos.

Fora o rock, pop e folk, o som tem muita influência de bluegrass, cabaré saloon e um pouco de Nashville com Hawaii (às vezes eu me sinto um daqueles críticos especializados em vinho, tentando descrever o sabor da bebida… afe!).

Esse disco, que acabou de ser lançado, é o segundo melhor do M. Ward… só perdendo por muito pouco pro “Transfiguration of Vincent”.

Aliás ele sai juntamente com uma série de outros artistas semelhantes, por pura coincidência: Pajo, Magnolia Electric Co. e o próprio supra-citado Mountain Goats chegaram às lojas praticamente no último mês.

Abaixo, pra ter uma idéia do que estou falando, uma faixa do disco. Foi muito difícil escolher uma, foi praticamente sorteada.

Divirta-se. E compre/baixe imediatamente. Você não vai se arrepender.

música pra ouvir: Requiem

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Marck 06/09/2006: Bom pragarai… ja ta vindo.

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The Mountain Goats: The Sunset Tree, 2005

★★★★½

Tem uma moçada fazendo uma espécie de “novo” folk. As aspas aí são pelo fato do som não ter nada de muito novo. É novo no sentido de ser feito por neguinhos que cresceram ouvindo o “velho” folk. Nossa como eu escrevo bem.

E, claro, influências atuais são bem vindas pra eles: pop / rock alternativo e principalmente o indie. Tem gente muito boa no meio que vou comentar aqui um dia: David Pajo, Magnolia Electric Co., M. Ward, Gorky’s Zygotic Mynci, Microphones, Faun Fables, etc.

Esse disco do Montain Goats é simplesmente foda. Não consegui achar outro adjetivo. É daqueles (raros) discos que tenho vontade de escutar sem parar.

Eles têm um pé bem forte no lo-fi. Gravaram discos inteiros de maneira muito tosca propositalmente, como pode-se ouvir claramente na compilação “Protein Source of the Future… Now!” de 99. Mas esse não é tosco. E é seguramente um dos melhores da banda (que tem uns 13 discos fora participações em coletâneas, etc).

música pra ouvir: You Or Your Memory