Carl Stalling “Orchestra Gag (from “Hobby Horse Laffs”)” do The Carl Stalling Project Volume 2: More Music from Warner Bros. cartoons 1939-1957
Este site disponibiliza a trilha sonora do longa de animação sci-fi, lançado em 1973 (França e antiga Tchecoslováquia) La Planète Sauvage.
Leia um pouco sobre o filme e a trilha: Alain Goraguer - La Planète Sauvage (Bande Sonore Originale) (or Fantastic Planet)
“The music to La Planète Sauvage is a progressive funky score, like Pink Floyd meets Shaft.”
Cantori Moderni Alessandroni tocando a música de Bruno Nicolai “Quando Le Donne Avevano La Coda” [When Women Lost Their Tails] para trilha do filme de mesmo nome, de 1970.
★★★★
este link abaixo disponibiliza para download uma significativa amostra da enorme discografia do John Zorn.
The Projects Of John Zorn
[via @richarley]
10 reproduções
★★★★½
In Cold Blood, baseado no livro de mesmo nome de Truman Capote, foi o primeiro filme comercial a usar a palavra “shit”.
Quincy Jones foi o cara que arranjou e produziu o disco de maior sucesso da história da música pop.
Jones fez grandes trilhas sonoras, várias delas bem conhecidas como, por exemplo, a Cor Púrpura mas, por alguma razão, esse excelente thriller [com o perdão do trocadilho] foi meio esquecido. Talvez por não ser muito o que se espera mais dele (e que faz divinamente bem): música black, funk, soul. Ou talvez porque esqueceram mesmo… Por isso tô aqui pra lembrar.
Nem consegui descobrir se foi lançado em CD, o que seria lamentável. Em todo caso, uma cópia digital de vinil roda por aí na internet. Meio difícil de conseguir, mas vale a pena.
música pra ouvir: In Cold Blood
5 reproduções
★★★★
Se você curte filme de terror, esse soundtrack é dos bons.
Christopher Young já tá na área há tempos. Fez trilhas do Hellraiser 1 e 2, Copycat, Glass House, The Exorcism of Emily Rose e mais recentemente do Ghost Rider.
Considero esse um dos seus melhores trabalhos, pelo clima que a trilha passa, pela composição principal ser especialmente interessante e, principalmente, por ser uma daquelas trilhas legais de se ouvir mesmo sem as imagens pras quais elas foram criadas.
Pra ouvir com subwoofers, bem alto e no escuro. :D
5 reproduções
★★★★½
Uma coisa que sempre gostei é de ouvir trilhas sonoras, independentemente se já vi ou não o filme. Não é incomum eu ir assistir a um lançamento no cinema cuja trilha eu já conheça. Acho que uma boa trilha sobrevive sem as imagens.
Dos exemplos mais recentes, mais precisamente o último que me lembro, não é de filme e sim de série. Muito tem se falado de Lost por aí mas são raros os comentários sobre sua trilha.
Michael Giacchino é relativamente “novo” no meio. Mas já chegou chegando. Fez a trilha da série Alias, Secret Weapons Over Normandy e, logo após o estouro de Lost, a de Missão Impossível 3 (cujo diretor - coincidência? - é o mesmo de Lost e Alias). Também fez a trilha dos desenho da Pixar: o longa Os Incríveis e o curta One Man Band.
As composições são muito boas mas o que se destaca de cara nessa trilha de Lost é a textura sonora. Ao invés de só usar instrumentos tradicionais de orquestra, Giacchino foi lá no set de filmagemm catou uns pedaços de fuselagem de avião, metais, restos de cenário e otras cositas más e os usou na instrumentação.
O resultado é um som mais orgânico, um pouco menos “erudito”, embora muito mais “cinematográfico” que a maioria das trilhas de TV, e com uma ligação conceitual muito forte com a história da série.
Esparso, spooky, emocional e vívido, o disco trás composições com forte presença de percussão, enfatizando a tensão vivida pelo grupo de sobreviventes do acidente aéreo. Momentos mais emocionais (Win One For The Reaper e We’re Friends) ou mais ritualísticos (Navel Gazing) não comprometem a trilha - pelo contrário - adicionam um respiro à forte tensão predominante do álbum.
O tema de abertura já está entre os clássicos das trilhas sonoras, apesar de seus 16 segundos de duração, justamente pela simplicidade e personalidade da composição.
Comparações com Bernard Herrmann (Psicose, Cape Fear, Taxi Driver, O Dia Que a Terra Parou) e Danny Elfman (Darkman, The Frighteners, Nightbreed) são inevitáveis mas… porra, acho isso um elogio, não? :)
música pra ouvir: Run Like, Um… Hell?
8 reproduções
★★★★★
Se tem uma música que eu ando viciado é a indiana pop. Mas, dizer isso não é nada preciso, já que a música popular indiana é absurdamente prolífica. A India, como muitos sabem, tem a maior produção cinematográfica do planeta e, para cada um desses filmes, existem trilhas sonoras extensas, com composições feitas especialmente para esses filmes.
E tem de tudo: pop meloso, hip-hop, rock, reggae, blues, country, bhangra, giddha, clássico, etc, etc, etc. Aliás, chega a ser impressionante a variedade de estilos que os músicos interpretam.
Bollywood é apenas uma (gigante) parte da (gigante) industria cinematográfica indiana. Além de Bollywood, existem outros polos de cinema: Telugu, Kannada, Tamil, Bengali e Malayalam. Bollywood está presente não só na India, como em todo o sub-continente indiano, partes da África, Oriente Médio e Sudeste da Ásia.
Os temas musicais são anteriormente gravadas por cantores e músicos profissionais em estúdio e, na filmagem, dubladas pelos atores principais, com direito a muita dança e coreografias. Algo meio novela das 8 + britney spears + comédia romântica. Sei lá se isso é legal. Nunca assisti um filme inteiro, apenas cenas musicais. Dizem que os filmes chegam a passar de 3 horas de duração. Medo.
É de se imaginar a quantidade de porcaria que aparece, musicalmente falando, no meio dessa vasta produção. Mas, como em qualquer outro estilo musical, sempre tem algo de destaque. E aí é que entra o nome do qual eu não paro de escutar: Rahul Dev Burman. Ou apenas R.D. Burman.
R.D., também conhecido por Pancham (esse apelido veio da época de criança ainda pois, quando ele chorava, diziam que era sempre na mesma nota: a “Pa”, quinta nota na escala indiana) , era filho de um músico clássico e muito conhecido na India, Sachin Dev Burman, ou S.D. Burman. Não é preciso dizer o quanto a música já influenciou o moleque desde os 0 anos de idade…
Antes de assinar sozinho as trilhas, R.D. ajudou o pai por muitos anos. Rahul Dev não era mais um. Ele possivelmente tenha sido o músico e compositor mais eclético que passou pela indústria cinematográfica indiana. E eu não estou exagerando. Manja aqueles que fizeram de tudo um pouco? E olha que foram 331 trilhas sonoras… E ainda era um excelente técnico e produtor que inventou e incorporou efeitos de som, experimentos com tape, à sua música.
(eu poderia ficar ainda falando muito desse cara… acho que vale destacar, numa outra hora, outros discos dele aqui no blog)
Burman foi casado com uma das maiores, mais famosas e queridas cantoras de Bollywood: Asha Bhosle. E é ela mesma que canta nesse disco do Kronos Quartet, gravado apenas com músicas de R.D. Burman.
São interpretações, na sua maioria quase literais, das obras do cara. E o quarteto de cordas se encaixa perfeitamente bem aqui. Embora o Kronos Quartet sempre tenha focado, nos seus 30 anos de carreira, em música erudita contemporânea, moderna, experimental, um dos seus discos de maior sucesso foi o “Nuevo”, de 2002, no qual interpreta músicas de compositores mexicanos - do clássico ao kitch. Puta disco.
Mas esse aqui eu acho ainda mais incrível, pela qualidade musical das composições originais. E, analisando a carreira do quarteto, é certamente o disco mais “corajoso” e diferente que eles lançaram. As interpretações são muito boas, bem no clima das músicas originais e a participação da cantora Bhosle é perfeita, ainda mais pelo fato de muitas das canções originais terem sido gravadas por ela. E a mina não canta pouco não.
Como não daria pra ser literal na interpretação apenas com as cordas e voz, os Kronos Quartet chamaram vários colaboradores. O astro da tabla (percussão indiana típica) mundialmente conhecido Zakir Hussain foi um deles. Wu Man, que toca a flauta chinesa ‘pipa’ e cítara elétrica, também já havia colaborado com o grupo, foi outro. E mais outros tantos instrumentos, como fazia Burman, foram incluídos: baixo, acordeon, farfisa, sintetizadores, theremin, percussão e mais meia dúzia de outros…
O resultado é um disco brilhante. Uma oportunidade única de ouvir clássicos de Bollywood em gravações muito boas (ao contrário das originais). E um belíssimo “pour pori” do Sr. R.D. Burman. O homem, o mito.
Cuidado só pra não ficar viciado no cara como eu estou.
Namasté!
Site oficial do Kronos Quartet.
Sites dedicados a R.D. Burman: Pancham Online e Pancham Magic
Este site disponibiliza várias músicas de R.D. pra escutar (formato Real Audio): ItwoFS
música pra ouvir: Piya Tu Ab To Aaja (Lover, Come To Me Now)
Lulu Camargo 30/10/2006: Shubu Shubu Shubuuuuuu!
Mila 06/11/2006: Parabéns! Não sei se gostei mais do que aprendi com o post ou de ouvir a música. Cheguei no blog por indicação de uma amiga, já vi que vou viciar. beijos
Mari 08/11/2006: Eu já assisti um pedaço de um filme indiano, que durava umas 4h. meus pais estavam vendo e eu entrei na sala pra ver com eles. Cara, gigantesco. Colocaram praticamente um torneio de futebol inteiro no filme. Mas vou te dizer uma coisa… era bem divertido. Quanto ao som, me amarro nessas coisas ‘exóticas’. Já conhecia o kronos Quartet, maravilhoso. Mais uma vez, valeu pela dica!
Mari 08/11/2006: Só mais uma coisa: que música foda, hein? =D